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Crianças (a partir de 2 anos)

Por que devemos evitar gritar com nossos filhos?

Vou começar meu texto de hoje lhe fazendo uma pergunta. Você sabe como a criança “aprende” a ser um adulto?

Uma das teorias de aprendizagem, nos diz que as crianças observam, absorvem e copiam. A criança está em constante aprendizagem, e vê no adulto uma fonte de exemplo e orientação a ser seguido.  Toda criança brinca de ser adulto, ela fica imaginando como deve ser “Ser um Adulto”, e por consequência ela aprende conosco o que deve ou não fazer. Que atitudes ela deve ter.  E é aí que começa a nossa responsabilidade em educar.  Afinal, se somos o exemplo, precisamos ser o melhor exemplo.

Comecei com este assunto para trazer algo ainda mais importante. A criança é o espelho do adulto que ela tem em casa e isso é algo tão importante a ponto de ela formar parte do próprio caráter de acordo com a educação que ela recebe.

Dentro desta lógica, te chamo para refletir junto comigo. Se você grita com a criança diversas vezes, o que será que ela está internalizando? Lembre-se que uma criança aprende por meio da observação. Então, quando você grita exigindo dela uma determinada postura, ela entende que é possível alcançar um objetivo por meio de gritos. A criança começa a reproduzir este comportamento no seu meio social, o que acarreta num círculo infinito de comportamento inadequado, se você grita com ela, ela grita com você, e isso não mudará nunca, a não ser que você mude a sua postura, e isso é só um dos problemas que se tem quando se grita com uma criança.

“A família é a primeira experiência de socialização das crianças. Quando você grita, ensina que o desrespeito, a falta de controle e o autoritarismo são atitudes corretas”

Cristina Lorga, psicóloga infantil do Instituto de Terapia Sistêmica.

A criança interpreta o grito como um ato agressivo, um momento de violência emocional. Na verdade, a criança paralisa ao ouvir o grito dos pais porque elas se assustam, sentem medo, ficam temerosas em ocorrer algo ainda mais agressivo após o grito. O grito dói na alma! Em crianças mais sensíveis, o grito dói mais do que uma palmada, machuca o coração. A criança sente-se atacada, humilhada, negligenciada, e até odiada por quem ela mais ama. Essas emoções chegam a ser tão intensas que as crianças podem guardá-las por muito tempo e ao longo dos anos desenvolverem sérias dificuldades de relacionamento familiar.

Ao invés de gritar, crie laços afetivos positivos. O ideal é estabelecer um diálogo amigável com a criança, mesmo que seja exaustivo, trabalhoso, mas é importante que se converse com a criança, explicando os motivos, dando lhe razões suficientes para que ela compreenda a situação. Não é necessário gritar com ela para impor limites. Limite não tem a ver com gritaria, tem a ver com respeito e diálogo aberto e sincero entre pais e filhos.

Mas como evitar os gritos que dou com meu filho?

1-      Planeje suas atitudes. Tente diversas técnicas de disciplinas, crie estratégias, observe os comportamentos e as respostas do seu filho e vai adequando de acordo com os momentos, a gravidade da situação e com o comportamento dele.

2-      Exerça a empatia. Coloque-se no lugar do seu filho que recebeu o grito. Admita que receber gritos e gritar com as pessoas, não é agradável, não é correto, e na maioria das vezes não gera um resultado positivo.

3-      Dê atenção ao seu filho. Pergunte e escute o que ele tem a dizer antes de gritar por ele ter agido de maneira errada.

4-      Saiba pedir desculpas. Os pais também erram e precisam reconhecer o seu erro, isso gera um conforto emocional, um vínculo de afeto e confiança entre você e seu filho que é capaz de suavizar muitos problemas ou até saná-los.

5-      Controle a sua raiva e cuide de você. Muitas vezes gritamos com nossos filhos simplesmente porque estamos esgotados, estressados, impacientes e acabamos descontando em quem está mais próximo.

Uma das coisas que venho observando com frequência em diversos momentos é sobre como as crianças estão perdendo a atenção dos seus pais. O mundo de hoje nos cobra demais, ficamos imersos em tantos afazeres, que por muitas vezes acabamos deixando a atenção aos nossos filhos em último lugar.  Vivemos numa rotina de muito trabalho, estudo, afazeres domésticos, preocupações de como sobreviveremos às dificuldades da vida e até mesmo a tecnologia.

Hoje as crianças disputam nossa atenção até com o celular. Somado a tudo isso, ainda temos que saber lidar com as questões familiares. Muito provavelmente em alguns momentos, você está tão assoberbado com suas questões que acaba gritando com seu filho diante da mínima desobediência dele. Já parou pra pensar que talvez ele esteja sendo desobediente porque ele quer chamar a sua atenção? Será que não está na hora de revermos nossa postura?  Espero que eu tenha ajudado e que tenha feito você refletir sobre as suas praticas do dia-a-dia!

Até breve!

 

 

 

 

 

 

 

 

Bianca S S Santiago

Pedagoga.

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Expectativas Maternas

Não deixe a culpa (materna) te paralisar

TODAS nós sentimos culpa, todas! Não conheço uma mãe que não se torturou em algum momento por algo simples ou até mesmo mais sério. A verdade é que parece que junto com a maternidade também vem a culpa materna e ela nos faz remoer tantas situações, que muitas vezes não teríamos poder de mudança ou escolha, mas estamos lá, diariamente remoendo e nos culpando…

Culpa porque deixamos o filho tomar sorvete e está tossindo a noite toda, culpa pelas vezes que não repreendemos as atitudes que não foram legais ou que talvez passamos um pouco do limite repreendendo demais tal atitude. Culpa por querer viver um pouco fora do mundo da maternidade e sair com as amigas de vez em quando, culpa por não abrir mão de sua vida profissional e ter colocado seu filho na creche tão novinho. As situações seriam infinitas se ficássemos listando todas aqui.

Quando o assunto somos nós, mulheres, pessoa independente de ser só mãe, parece que a culpa bate mais forte. Queremos fazer exercício, ter vida social, profissional mas a maternidade muitas vezes nos puxa tanto que nos deixamos de lado muitas vezes e quando conseguimos uma escapulida para ir ao salão, bater um papo com as amigas, ir a um show, vamos e ficamos com a cabeça nos filhos, nos sentindo péssimas!

Calma! Você não está sozinha. Você não é a única mãe que se sente assim, posso dizer que quase todas que eu conversei (e não foram poucas) relataram esse sentimento de culpa, em diversos campos, depois que tiveram filhos. A culpa parece fazer parte de toda mulher que se torna mãe, então temos que encará-la e trabalhar com ela da melhor forma possível.

Certa vez a minha terapeuta me disse algo que ficou marcado. Ela me disse que o Antonio precisava de uma mãe que estivesse bem, por isso, eu precisaria cuidar de mim também, para eu estar bem fisicamente e emocionalmente. Para então, poder cuidar dele e cria-lo da melhor forma. Não parece mas nossos pequenos estão entendendo tudo o que está acontecendo a nossa volta, mesmo nas situações que não são ditas.

Por isso, eu não posso achar que ele precisa somente de uma mãe presente 24h todos os dias da semana. Porque a qualidade do tempo talvez não seja tão bom quanto poderia ser se eu tivesse um tempo para mim, para me cuidar como Elis, mulher, profissional e assim, poder ser uma excelente mãe nos momentos em que eu estiver presente com ele.

Escrevo esse texto para auxiliar as mães que carregam uma culpa extrema a ponto de paralisar alguns setores da vida. Acredito que o equilíbrio em tudo que fazemos é a chave para um bom resultado e uma mamãe bem e equilibrada será uma boa mãe, por isso, não se culpe tanto e tente cuidar um pouco de si, pois nós precisamos e merecemos!

 

Com carinho,

Lilica.

 

 

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Expectativas Maternas

Abrace, beije, acarinhe seu filho enquanto ainda dá tempo!

Hoje eu estava olhando uma foto recente nossa. Meu filhote já tem dois anos, 2 anos e 4 meses para ser precisa! Já está pesado, ficando comprido, está difícil carrega-lo por longo tempo…
Estive pensando o quanto a primeira infância é curta ou passa rápido demais e nós, mães que damos conta de muita coisa, vemos esse período passar rápido demais.

Quando o Facebook me mostra lembranças de 1 ano, 2 anos atrás, percebo como voou! Você já perdeu feição de bebê, filho. Já é considerado criança pela sociedade. Mas não tenho dúvida que para mim ainda é bebê e será por muito tempo, hehehe.

As fase críticas já passaram, as cólicas, a amamentação, nascimento dos dentes, aprender a andar, falar. Parece que os tempos atuais estão nos castigando com o tempo que passa depressa por demais…
Por isso acho mesmo que devemos aproveitar cada momento com nossos filhos e sermos amorosas, darmos colo, enchermos de beijinhos, darmos atenção, tirarmos um tempo para brincarmos com eles. Porque sabemos muito bem que começam a entrar na pré-adolescência e aquele grude que eram conosco, acaba. Tudo vira mico, eles começam a se interessar por outras coisas.
Não ouça conselhos do tipo: “vai ficar mimado”, “vai ficar dependente”, podemos educar com amor, carinho e disciplina, uma coisa não exclui a outra. Tenho a teoria de que cada mãe sabe o que é melhor para o seu filho, e excesso de carinho nunca fez mal a ninguém, já a falta dele, cria seres humanos frios, às vezes egoístas, que não conseguem demonstrar o quanto gostam de alguém.
Aproveite TUDO de cada fase: a fase da amamentação, da “galinha pintadinha”, da pracinha, das descobertas, das primeiras palavras. Esses momentos importantes, lindos, inesquecíveis, vão passar e só ficarão as boas lembranças do que vivemos com nossos pequenos! O tempo é implacável e temos a sensação de estar passando cada vez mais rápido…

Com carinho e saudosismo,

Lilica.

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Expectativas Maternas

Tirando os sapatos ao entrar em casa

entrar-em-casaQuando me casei, no auge da alegria de ter minha casa, “minhas regras” (mentira, nossas regras… hehehe), resolvemos que toda as vezes que entrássemos em casa, tiraríamos os sapatos.

Essa decisão veio de uma reflexão rápida de que além de ser um hábito que nunca tivemos antes, os sapatos que andaram por tantos lugares diferentes (e sujos) pela rua, tornam-se uma fonte de contaminação para dentro do nosso lar. Além do mais, por aqui, eu sempre adorei andar descalça pela casa e tendo sapatos sujos circulando em nosso ambiente, era uma forma de continuar contaminando o nosso cantinho mais precioso.

Mudar um hábito, qualquer que seja ele, não é fácil! Demanda determinação, força de vontade e incentivo. Pois bem, resolvi pesquisar e descobri que os japoneses já tiram seus sapatos quando entram em alguns ambientes há milhares de anos. Daí, os pesquisadores se interessaram em saber o porquê deste hábito. Sabe o que descobriram? Que após duas semanas de uso dos mesmos calçados, mais de 420 mil bactérias estavam presentes neles e 96% delas são coliformes fecais (muito associado ao famoso cocô).

A pesquisa realizada por um professor de microbiologia, Charles Gerba, da Universidade do Arizona, em 2008, aponta que os sapatos têm mais bactérias do que um vaso sanitário! (Ecaaa!!!).

Além disso, a infectologista Raquel Muarrek, do Hospital e Maternidade São Luiz do Morumbi, afirma que a principal bactéria que você pode trazer é a Escherichia coli, que pode causar infecções urinárias e diarreia.

Bom, além de toda essa nojeirice, passamos pelo momento do nascimento do nosso filho que, como todo bebê, lá pelos 6, 7 meses, passou a arrastar-se pela casa o tempo todo para se locomover.

Logo, esses dados se tornaram mais graves para nós, afinal essas bactérias são transmitidas por meio do contato físico. Assim, se o bebê passar a mão onde você pisou, pode acabar contraindo o micróbio. “Essas bactérias podem causar conjuntivite, problemas respiratórios, disenteria, ou seja, uma série de doenças só pelo contato com a criança” – afirma a infectologista.

Daí, unimos o útil ao agradável: instauramos a regra do “ao entrar, tire o seu sapato” e garantimos que o chão seria um lugar um pouco menos imundo para o bebê.

Se você também pensa como nós e quer abolir o uso de calçados dentro de casa, vou deixar umas dicas que nos ajudaram bastante.

 

  1. Seja determinado e policie um ao outro.

 

  1. Compre uma sapateira, um cesto ou um móvel que possa ficar próximo a porta de entrada para que os calçados fiquem guardados.

 

  1. Separe um chinelo (ou pantufa) apenas para ser usado dentro de casa (assim você evita confundir o chinelo para sair com o de ficar em casa).

 

  1. Não se esqueça de, sempre que possível, higienizar os calçados antes de guardá-los no armário. Nada que uma esponja, água e sabão não resolvam.

 

  1. Ensine através do exemplo para os seus filhos. Criança aprende muito mais pelas nossas atitudes do que por nossa fala.

 

Desejo boa sorte para vocês!

Beijos carinhosos,

Nana.

 

Fonte:

http://melhorcomsaude.com/tirar-sapatos-entrar-em-casa-otimo-habito/

http://www.paisefilhos.com.br/familia/e-melhor-voce-comecar-a-tirar-os-sapatos-antes-de-entrar-em-casa/

 

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Expectativas Maternas

10 bons motivos por ter me tornado uma pessoa melhor com a maternidade

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Refletindo um pouco sobre mim, sobre minhas ações e o que estou me tornando depois da maternidade tenho chegado cada vez mais a conclusão que ser mãe tem sido um desafio constante para mim e ao mesmo tempo tenho me tornado uma pessoa melhor. Afinal um intensivão com uma pequeno ser, que requer muitos sacrifícios nossos, muita atenção e dedicação não é moleza não.

Então elenquei 10 motivos porque eu me tornei uma pessoa melhor com a maternidade:

1 – Minha alimentação melhorou: não que eu comesse mal, sempre comi legumes, frutas, verduras mas também muitas porcarias! Com a gravidez dei uma maneirada nas porcarias, na amamentação continuei tentando equilibrar mas quando meu filho começou a introdução alimentar refleti que não queria criar um filho obeso ou com problemas de colesterol por falta de incentivo meu a comer alimentos saudáveis. Então tenho comido bem menos alimentos processados e industrializados, tenho ido muito na onda das frutas e legumes, que é o que o meu bebê mais consome.

2 – Não julgo mais ninguém: já julguei muito os pais em geral quando via alguma cena de birra ou pirraça, mas depois que me tornei mãe, isso mudou bastante. Até porque, temos telhado de cristal! Estou vendo por outro angulo a mesma situação de antes.

3 – Desenvolvi muito mais paciência: eu sou professora do ensino médio, trabalho com adolescentes, mas depois que me tornei mãe, parece que essa paciência triplicou. Ainda estou longe do ideal mais já melhorei bastante!

4 – Penso de forma mais consciente no Planeta que vou deixar para meu filho: sempre me liguei as causas ambientais. Já sou contribuinte de uma ONG que ajuda a preservação da natureza há anos mas depois que meu bebê chegou ao mundo, penso muito como o mundo estará quando ele tiver a minha idade. Será que terá água potável para todos do planeta? E o lixo, como faremos se consumimos cada vez mais? Tenho pensado nisso e tentado me engajar mais nessas questões ambientais.

5 – Desejo um mundo melhor: vivemos em um mundo onde ainda existem guerras, assassinatos, estupros, escravidão e violência contra as minorias (mulheres, homossexuais, negros e índios). Não gostaria que meu filho vivesse em um mundo com intolerância religiosa, étnica ou racial. Penso muito mais sobre isso atualmente e tento de alguma forma introduzir esses assuntos em sala de aula.

6 – Me tornei menos egoísta: eu vivi até os meus 30 anos voltada para mim. Tudo dependia do meu desejo, da minha vontade, dos meus planos pessoais. Aí chegou o Antonio e TUDO mudou. Agora eu estou em segundo plano, e aprendendo muito com isso.

7 – Falo menos palavrão: quando estou com os amigos, familiares e pessoas íntimas, costumo falar palavrões ou até mesmo quando algo sai errado ou estou nervosa. Mas sinceramente, não desejo que meu filho de poucos anos de idade saia por aí falando um monte de palavras com significados fortes sem entender o que ele está querendo dizer. Então estou me policiando para falar menos, bem menos palavrões.

8 – Sou mais solidária: me solidarizo de forma muito mais forte atualmente do que antes da maternidade. Outro dia, vi um bebê de um pouco mais de 1 ano chorando de fome, com a avó na rua. Não contive as lágrimas e só parei de chorar quando entrei no mercado e comprei uma lata de leite para sanar a fome daquela criança. Imaginei meu filho naquela situação.

9 – Meu consumo (coisas para mim) diminuiu: estou comprando bem menos, até porque o foco agora não sou mais eu e sim meu pequeno Antonio. Mas mesmo para ele, tenho consumido de forma racional, utilizando inclusive roupas e brinquedos de terceiros, comprados em brechós ou reutilizado de amigas que tiveram filhos antes de mim.

10 – Sou mais feliz: através dessas pequenas mudanças que citei acima, me sinto tão mais feliz, mais completa. Parece que agora eu tenho um novo motivo para seguir em frente e sorrir, e achar que o mundo pode ser um lugar melhor sim. Por tudo isso e pela existência do meu pequeno que me alegra diariamente eu sou bem mais feliz do que antes de sua chegada.

 

E vocês e mamães? Se identificaram com alguns dos itens acima? Tem outros itens que não citei? Então conte para a gente!

 

Lilica.

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Eu não ajudo a minha mulher com as crianças nem com as tarefas de casa

Esta manhã, sai para passear e depois fui ao supermercado com os meninos. Na fila, duas senhoras falam sobre mim e concluem o mesmo: “tem que ver como agora os homens ajudam as suas mulheres cuidando das crianças”. Esta é uma das situações que eu adoro para poder provocar um pouco e mostrar meu lado mais feminista. Mas já estava tarde, então apenas sorri, agradeci e fomos para a casa.

O que eu deveria ter dito a estas senhoras? Provavelmente, como em outras vezes, eu teria respondido com um “desculpe-me, senhora, mas não, nem ajudo nem penso ajudar a minha mulher a cuidar das crianças.” E depois explicaria-lhes o meu ponto de vista sobre isto.

Antes de ter filhos, eu nunca fui desses maridos que ajudam a sua mulher com as tarefas da casa. Mas é porque a minha mulher também nunca me ajudou em nada. E quando as crianças chegaram as coisas continuaram mais ou menos iguais: não a ajudo com a casa e agora nem com os filhos.

Pode ser que alguém ainda não tenha se dado conta do que estou falando e esteja pensando “maravilhas” sobre mim e se apiendando da minha mulher (“pobrezinha, sobra tudo para ela!”). Não, eu não ajudo a minha mulher a cuidar das crianças porque não posso ajudar a alguém com algo que é da minha inteira responsabilidade.

            Os filhos, assim como as tarefas domésticas, não são patrimônio de ninguém: nem pertencem à mulher, nem ao homem. São responsabilidade de ambos. Por isso, me ofendem quando, de maneira muito bem intencionada, me agradam dizendo “o tanto que ajudo a minha mulher”. Como se não fossem meus filhos ou não fosse minha responsabilidade. Faço, com muito esforço e muito prazer, nem mais nem menos do que o que me cabe. Bem como a minha esposa. E por mais que eu me esforce, nunca poderei conseguir fazer o tanto e o tão bem como ela faz.

Por que temos esta visão das responsabilidades?

Ainda temos em mente um modelo de família patriarcal na qual há uma divisão de tarefas muito bem definida: o homem é o provedor financeiro e a mulher a gestora do lar (aí incluímos as crianças). Entretanto, a sociedade vem mudando profundamente nas últimas décadas (por sorte!) e esta divisão de papéis mudou o seu formato ao longo da história. A mulher de hoje em dia, ainda que continue sofrendo profundas discriminações sociais (é só notar a diferença de salários ou de oportunidades no mercado de trabalho) é o agente de seu próprio crescimento. Tem a capacidade de desenvolver uma carreira profissional nas mesmas áreas que um homem e, se decide dedicar-se para cuidar dos filhos é, na maioria das vezes, por uma escolha pessoal, e não por falta de oportunidades ou direitos sociais.

Em um momento em que temos esta igualdade de papéis entre homens e mulheres, assumir de fato que os filhos são responsabilidade delas é um vestígio do passado. Hoje em dia, homem e mulher dividem (ou deveriam fazê-lo) de modo equilibrado aquelas tarefas que cabem aos dois, como a casa e os filhos. E o que é “de modo equilibrado”? Esse equilíbrio não implica em (quase) nenhum caso a divisão de 50- 50, mas em uma adaptação flexivel entre a disponibilidade dos membros da família e as tarefas que existem. Pensamos, por exemplo, que injusto seria uma divisão de tarefas 50-50 em um caso em que a mulher chega à casa às 20h, depois de 12 horas de trabalho, e seu esposo está em casa desde o meio-dia. Uma divisão “metade eu, metade você” seria tremendamente injusta. O mesmo acontece ao contrário.

Os filhos implicam em dar um passo em direção a esta flexibilidade e supõem um importante exercício de compenetração e trabalho em equipe do casal.

Quais são as tarefas referentes ao pais e quais são as da mãe?
Bom, por ser mãe (por motivos óbvios) ela se encarrega da amamentação, o resto das quase inumeráveis tarefas relacionadas aos filhos não são exclusivas de ninguém, são totalmente passíveis de trocas entre pai e mãe de acordo com as circunstâncias, preferências (deles ou dos filhos – “hoje quero dormir com a mamãe/ quero dormir com o papai”) ou as habilidades de cada um.

Uma boa divisão de tarefas é aquele que é equilibrada, justa, que não gera conflitos e que permite um desenvolvimento harmonioso da rotina doméstica.

Que modelo quero transmitir aos meus filhos?

Quero que meus filhos cresçam sem saber que passar a roupa é coisa de homens ou de mulheres. Que não saibam se cuidar dos banheiros é função do pai ou da mãe. Que não associem o fogão, nem o aspirador, nem dobrar a roupa ou arrumar os armários como trabalho de ninguém específico. Que procurem com mais ou menos uma frequência igual ou um ou o outro para dormir, contar suas confidências, brincar ou se aborrecer.

Que não haja um chefe da casa, pois todos convivemos do modo mais feliz possível.

Assim que, não, senhora, eu não ajudo a minha mulher a cuidar das crianças. Muito menos com a casa. Estou com eles no supermercado e passeio com eles porque são os meus filhos e me acompanham aonde eu vou.

Eu troco as suas fraldas, dou banho, levo-os ao parque ou faço a comida para eles não porque ajudo a minha mulher, mas porque são meus filhos, são minha responsabilidade e quero que cresçam com um modelo de família e de divisão de tarefas diferente daquela que a senhora e eu tivemos.

Alberto Soler

Traduzido e adaptado de http://www.albertosoler.es em 24/01/16.

Nana.

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Expectativas Maternas

Eu escolhi ter apenas um filho – respeite isso!

A sociedade de modo em geral está sempre nos cobrando: se não temos namorado em torno dos vinte anos, se não vamos nos casar quando estamos na casa dos trinta e logo depois do casamento, se não vamos ter filhos. Assim que temos o primeiro, começam as outras perguntas e palpites: vai tentar uma menina(o)? Quando vem o segundo? Filho único é tão sozinho, tão mimado… A gente ouve de tudo.

Muitas vezes nos sentimos pressionadas a seguir o planejamento de vida que as pessoas esperam da gente e não o que queremos para nós mesmos. Imagina eu que fui ter o Antonio 6 anos depois que me casei? Já estavam preocupados porque não procriávamos. Depois que tive meu primeiro filho, por uma série de motivos estou pensando seriamente em parar só nele. Mas as pessoas não estão preparadas para ouvir que eu me basto com um filho só. Elas acham que ele merece uma irmã(o), que ele será solitário, que eu irei me arrepender no futuro ou que eu irei me esquecer de todo o processo difícil que é gestar, parir, criar nos primeiros anos de vida.

O texto de hoje vem falar do quanto é chata essa cobrança de filhos. Existem mulheres que não desejam se tornar mães, não querem passar por todo esse processo que abre mão de nós mulheres como seres individuais por bastante tempo de nossas vidas. Ter ou não ter filhos é uma escolha, assim como ter um ou cinco filhos também é e passa por um monte de critérios do casal. Por isso é tão incomodo sermos invadidos constantemente com determinadas perguntas que a resposta boa seria somente “sim, terei mais filhos”. Mas nem sempre é essa resposta que queremos dar.

O fato de uma mulher ter somente um filho não a faz menos mulher ou mãe por isso. A experiência da maternidade é algo tão subjetivo que as vezes uma situação pode ser encarada de várias formas por pessoas diferentes. Um exemplo bom é a amamentação que para algumas mulheres é uma experiência maravilhosa e para outras, horrível. De fato a amamentação é doação mas temos disposições diferentes, condições psíquicas e emocionais que variam, não podendo julgar alguém por determinada escolha.

O que eu peço em nome de todas (ou da maioria) que não desejam ter outro filho? Peço que não nos cobre, não insistam, respeitem nossas vontades e opiniões. Uma família não é formada por pai, mãe e dois filhos, essa realidade está bem distante de nós ultimamente. Acredito que empatia é a palavra chave que busco neste momento, para poder decidir o futuro da minha vida e da minha família sem pressão e insistências pois preciso ter no mínimo dois filhos para estar dentro de uma padrão social aceito socialmente.

Lilica.

 

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“Meu filho não para quieto!”

Quantas vezes ao longo de um dia você já disse isso?

“Mamãe e papai, vocês se lembram o que sentiam por mim quando eu era um bebê?

Mamãe, se lembra o que você sentia quando a sua barriga não parava de mexer e era eu que estava lá dentro? Se lembra da nossa conexão?

Papai, e você? Se lembra da emoção que era colocar a mão na barriga da mamãe e sentir os meus movimentos?

Você se lembra, mãezinha, quando eu estava na sua barriga e você parava de me sentir mexendo? Você ficava tão nervosa e preocupada nessas horas

porque tinha a sensação de que algo de errado estava acontecendo.

Se lembra de tudo isso? Se lembra mesmo?

E agora? Ainda quer que eu fique quieto?”

O que mudou em você para que peça ao seu filho (esteja ele com 4 meses ou 5 anos) para que fique o tempo todo quieto, que pare de se mexer, que fique parado ao seu lado, que não mexa nisso ou naquilo?

Ele ainda é uma criança, se move, joga coisas, faz barulhos, pula, chora, reclama e pede atenção. Ele é uma criança. Não é um adulto. NÓS é que somos os adultos. E se pensarmos bem, nós também gritamos, jogamos as coisas, fazemos barulho e pedimos constantemente atenção, até mais do que eles. Nós nos comportamos muitas vezes iguais a eles. Entretanto, eles não se queixam de nós, seus pais. Mas, nós, ao contrário, passamos o dia nos queixando do pouco caso que nos dão e de como os nossos filhos se comportam mal. Ainda são crianças.

Seria muito melhor para a nossa relação, se conseguíssemos recuperar essa sensação de adoração que sentíamos por nossos filhos quando ainda eram uns bebezinhos. Ficávamos olhando para eles, abobalhados e ao lado deles, nos derretíamos.

Você sente falta desta sensação, não é?

Que tal fazermos uma viagem ao futuro? Vem comigo?

Imagine-se ao lado do seu filho nos próximos 20 ou 30 anos, quando ele for um adulto. O que você acha que pensará quando puxar da sua memória as recordações dele quando ainda era só uma criança?

Será somente aí que talvez se dê conta do pouco que você aproveitou a infância dele porque estava preocupado em ter tudo sob controle, pra que ele não se mexesse tanto, que se comportasse bem, para que fizesse todos os deveres, passasse de ano…

A gente demora a acreditar no tempo em que perdemos dando mais importância para as coisas que nos desagradam do que observar que, provavelmente, isso seja normal e de acordo com a idade deles.

Quer ver? Por acaso, já se deu conta da quantidade de vezes que reclamamos com nossos filhos por coisas que na verdade nem são tão importantes e as poucas vezes que nos sentamos com eles para brincar sem nada que distraia a atenção? Ou de quantas vezes os abraçamos ou sorrimos juntos? E quantas vezes você disse a eles que os ama? Ou quando foi a última vez que os admiramos com o mesmo afeto e ternura de quando eram bebezinhos? Eles ainda precisam de nós!

Quem sabe, quando a gente parar de reclamar tanto e aproveitarmos mais para ver o lado bom disso, as coisas melhoram?

As crianças são crianças porque ainda devem ser. Se na idade em que podem ser crianças e quiserem fazer as coisas próprias a sua idade, mas não puderem, quando poderão então? Aos 30 anos?

A gente sabe que o ritmo de vida atual é complicado para termos uma paciência infinita, passarmos o dia inteiro brincando e rindo com eles quando temos mil coisas para resolver e outras tantas preocupações. Mas é importante fazê-lo, estar com eles, aproveitar. Se não o fizermos, teremos filhos estátuas e continuaremos estimulando os conflitos entre pais e filhos, porque serão crianças que lutam com vontade para serem terem infância e adultos que cada vez mais estão esgotados.

Ser pais, entre muitas outras coisas, também é ser companheiros de seus filhos. Sim, companheiros. Pensamos que por sermos pais, devemos sempre ter uma carta na manga ou ter o controle absoluto de tudo, quando de fato somos exatamente iguais aos nossos filhos.

Ou vai dizer que nós, adultos, não nos aborrecemos, não choramos, não temos ataques de chilique, não nos descontrolamos e gritamos quando estamos entre amigos, não quebramos as coisas, não nos distraímos e esquecemos nossas chaves também? Claro que sim!

Se os nossos filhos nos dissessem todas as coisas que fazemos de errado ao longo do dia, não sei qual de nós teria mais coisas a dizer para quem.

Temos que entender que estamos todos no mesmo barco e que não somos superiores a eles, pois cometemos os mesmos erros ou até piores. Porque, no final das contas, as crianças ainda desfrutam dessa inocência que nós adultos já perdemos há anos.

Para conseguir esta conexão sobre a qual falamos no início, é importante entender esse princípio de igualdade. Eles aprendem como crianças a serem adultos e nós, como adultos, a sermos pais. Os dois estão aprendendo. E mais, não somente ensinamos a eles (nós como pais) mas eles como filhos nos ensinam também.

Existe algo mais lindo do que aprender com os nossos filhos?

Dê a chance de viver o processo da maternidade/paternidade enquanto você também o aproveita. Dê importância apenas ao que for importante. Ponha na balança e analise com o que realmente vale a pena se desgastar.

No dia que em eles estiverem quietos, quando se comportarem bem, quando você não ouvir mais os seus pulos e gritos, eles serão adultos e já não estarão mais com você. Aproveite o agora!

 

Traduzido e adaptado de http://criarenpositivo.es/mi-hijo-no-para-quieto-un-minuto/

Nana

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Desde que eu sou mãe eu aprendi

Aprendi que podemos sorrir e chorar de emoção ao ver pela primeira vez a sua carinha em meio a dor do parto.

Que se ama os filhos sem limites, até mesmo mais do que a nós mesmas.

Que a maternidade é como uma montanha russa, está cheia de subidas e descidas insesperadas… você pode estar repleta de felicidade e, de repente, cheia de preocupações. Pode chorar de alegria e de medo.

Muitas vezes não sabemos como agir, e aprendi que o melhor é seguir o nosso próprio instinto.

Minha melhor maquiagem é o sorriso que meus filhos colocam nos meus lábios. É o mais pleno, o mais autêntico e o mais sincero. É quando sorrio de verdade com o coração.

A gente aprende a ser mãe dia a dia, passo a passo, momento a momento. Não importa a idade que seus filhos tenham. A aprendizagem é contínua.

Com os filhos aprendemos a ser pacientes. Eu não sabia que tinha tanta!

Podemos dar tudo por eles sem esperar nada em troca. Nosso amor é incondicional.

Tive a oportunidade de voltar a ser criança de novo e aproveitar as coisas que lhes causam espanto, como: o voo da borboleta, a chuva, as poças sujas ou um avião que voa pelo céu. Aprendi que não há nada melhor do que rir até cansar, gritar de emoção e dançar ainda que não esteja tocando música de fundo.

Aprendi que posso ser produtiva mesmo dormindo somente 5 horas por dia (ou até menos!).

Sou a melhor companhia que ele pode ter, seu melhor brinquedo, seu lenço para as lágrimas, sua confidente, o ombro que sempre servirá de apoio e as mãos que sempre estarão abertas para quando precise se agarrar nelas para sair de um problema.

Aprendi que sou humana, que às vezes não posso com tudo e que devo estabelecer prioridades. E que não… não tem problema se as coisas não sairem como eu pensei.

Aprendi que um dos meus beijos pode curar muitas coisas: quando são pequenos, feridas no joelho e quando são maiores, feridas no coração.

Agora sei que posso errar e que, por isso, não deixo de ser uma boa mãe.

Minha felicidade e minha harmonia já não dependem só de mim, é parte delas.

Sou capaz de inventar histórias interessantes, que se tornam os seus contos favoritos. E inventar letras de músicas, que acabamos cantando juntos.

Que não é fácil ser mamãe, mulher, esposa, filha, irmã e outros tantos papéis… mas que tiramos de letra (ainda que eu não saiba como, mas conseguimos).

Aprendi que podemos nos comunicar com um olhar. Entender-nos e esboçar um sorriso.

Aprendi, além de tudo, que você chegou não para mudar a minha vida, mas para fazê-la mais completa e feliz.

Que não importa a idade que tenham, sempre sempre sempre serão os nossos pequenos.

Que um beijo seu faz qualquer problema ficar mais leve.

Aprendi que ser mãe, “sua mamãe” eu não trocaria por nada no mundo.

 

Autor desconhecido.

Publicado originalmente em mamanatura.com.  Tradução e adaptação livres: Mãe Só Tem Uma. Os direitos Autorais no Brasil são regulamentados pela Lei 9.610. A violação destes direitos está prevista no artigo 184 do Código Penal. Este artigo pode ser publicado em outros sites, sem prévia autorização, desde que citando o autor e a fonte. 

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Expectativas Maternas

A escolha da maternidade

Olá, mamães!
Hoje eu, Nana, me proponho a bater um papo, trocar uma ideia sobre a escolha de ser mãe.
Sim, eu acho que a mulher sempre opta pela maternidade, seja quando a gravidez é desejada e totalmente planejada ou até mesmo quando ela engravida na base do “foi sem querer” e mesmo com todas as adversidades, topa ir até o final da gestação, ainda que aquele não fosse o melhor momento que ela imaginava.

Para mim, gravidez é escolha, é opção! Uma mulher tem que estar ciente de todas as consequências que a vinda de uma criança gerará em sua vida. Não falo somente da parte maravilhosa: a alegria de se ter uma criança em casa, de saber que você sentirá um amor inimaginável ou de poder acompanhar o desenvolvimento de um serzinho que estava dentro de você ou que você tanto desejou.
Refiro-me ao lado que a gente só descobre depois que o bebê já está lá dentro da barriguinha da gente.
Gestar é lindo, cheio de glamour, mas não é fácil pra todas as mulheres. O corpo dá uma grande modificada, as pernas incham, você geralmente enjoa e vomita, surgem (algumas vezes) doenças inesperadas, a bexiga fica cheia muito mais rápido que o normal. Mas aí você me diz: “Nana, em 9 meses isso tudo passa e o bebê fofuxo estará no seu colo!”É verdade, minha amiga. Mas volto a afirmar: a opção da maternidade não é para todas! E isso não significa que quem não opta seja mais ou menos mulher por isso. Depois que a fofurinha nasce, junto com ela vem uma série de situações que você nunca imaginou.

  1.  Você vai precisar de apoio. Seja físico ou emocional:Muitas recém-mamães não esperam que a depressão pós-parto aconteça com elas. Além disso, o seu corpo levará um tempo até se adaptar a nova rotina do bebê.
  2. Você pode se surpreender negativamente com o seu companheiro:Por sorte, aqui não tive problemas. Porém, conheço muitas amigas que me disseram terem se surpreendido com as reações de desinteresse ou falta de apoio (ou compreensão) por parte dos companheiros. Ou seja, toda aquela idealização de família comercial de margarina vai embora na primeira semana de vida do bebê.
  3. Você inevitavelmente dependerá do outro:
    Seja da creche, da mãe, da sogra, da tia, você aprende que não é mais capaz de se resolver sozinha.
  4. A sua liberdade já não é mais só sua (no início): Tem dia que dá vontade de sair pra dançar a noite toda, acordar às 11h da manhã e não se preocupar com o que você fará até de noite. Experimente fazer isso com uma criança pequena de 1 aninho. Você verá que o ítem 4 será fundamental ou que esta opção durante um momento da sua vida não é possível de acontecer.
  5. Um filho doente acaba com a sua noite, mas a sociedade não está preocupada com isso.Só quem já viu um filho ter febrão por toda a madrugada ou chorar a noite inteira de dor saberá o que é ter uma péssima noite de sono mas mesmo assim ter de acordar, botar a cara na rua e trabalhar como se nada tivesse acontecido. O mundo não quer saber o que houve na sua casa.

Sabe, eu poderia enumerar diversos outros tópicos, mas a ideia de hoje é ressaltar que quando escuto mulheres dizendo que são loucas pra serem mães, sempre friso que existe um lado B, um lado que não aparece nas redes sociais e nas fotos lindas com o bebê, um lado que se chama desgaste físico e emocional, que se chama resiliência, que se chama amor incondicional.
Se você acha que não está preparada para deixar a sua zona de conforto, não tenha filhos. Porque no futuro você não poderá cobrar nada deles (que deixou o emprego por eles ou se casou obrigada pra ter uma família por eles). Isso foi uma escolha sua! Apenas sua! E escolher não ter filhos não é ruim. É apenas mais uma escolha que se faz na vida.
Mas se você está certa de que as crianças têm de fazer parte da sua vida, vá em frente. Lembre-se sempre que não será um caminho repleto de flores por todo o trajeto, mas seguramente o cheiro delas estará presente nos momentos em que só encontrar espinhos pela sua rota.

Um beijo com carinho,
Nana.