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Fralda de pano ecológica – eu testei

Olá, amigos leitores. O assunto de hoje é fralda de pano ecológica. Você já usou? Ouviu falar? Tem curiosidade para saber como funciona?

Quem nos segue por aqui sabe que tenho 2 filhos.

Com o meu primeiro filho, optei pela tradicional fralda descartável no chá de bebê porque eu sequer sabia da existência das fraldas de pano. Já com o segundo filho, eu já tinha o nosso blog e comecei a entender mais sobre questões maternas e afins.

No chá de bebê, fiquei tentada em pedir ou não as fraldas de pano, porque neste momento eu já conhecia pessoas que a usavam.

Mas aí bateu um monte de noia e insegurança: com 2 filhos e tendo que lavar fraldas (afinal rn usam muuuitas fraldas diariamente): será que darei conta?

Desisti.

Preferi usar o método tradicional das descartáveis mesmo. Mas coloquei uma possibilidade na minha mente: quando acabarem as fraldas do chá e eu tivesse que comprar mais, posso cogitar usar as de pano pra testar como funcionam.

Dito e feito. Cheguei a comprar algumas descartáveis pra mais uns 6 meses e quando ele estava com 18 meses resolvi me arriscar. Li bastante sobre o funcionamento, entendi a importância delas pro meio ambiente, pro bolso e pra saúde do bebê.

E agora estou há 2 meses nesta nova realidade e digo pra vocês o que senti nesse período.

Há pelo menos 3 aspectos importantes que me chamaram atenção:

  1. Meio ambiente: você sabia que um bebê usa em média quase 3000 fraldas até o desfralde? E que não temos previsão de quando elas desaparecerão do planeta? Sempre me chocava a quantidade de lixo diário que eu produzia com as descartáveis.
  2. Financeiro: quanto maior o tamanho das fraldas, mais caras as tiras vão ficando. Então, o valor de uma fralda que pode ser usadas vááááárias vezes faz com que o custo diminua absurdamente. Além do fato de que a gente não deve usar pomada pra não impermeabilizá-las. Daí, já diminui mais um gasto no orçamento da família.
  3. A pele do bebê respira melhor porque não tem plástico em contato com ela o tempo todo. O tecido dos absorventes é específico pra estar em contato com a pele e evitar alergias.
modelo pocket

Como que funciona a fralda?

Nem de perto ela é como as de antigamente, da época de nossas mães. A fralda é composta por uma capa e um ou dois absorventes – comprados separadamente. O mais utilizado é o estilo pocket (bolso), no mesmo formato das fraldas descartáveis e que tem um bolso que permite colocar os absorventes. Cada fralda acompanha um absorvente. Você pode optar por colocar mais absorventes de acordo com a absorção ou o fluxo de xixi da criança. Para o fechamento, em vez de fita adesiva, há opções com botões ou com velcro (isso é legal porque regula o tamanho do bebê desde rn até o desfralde).

E pra lavar?

É na máquina mesmo, na pior das hipóteses, pode dar uma pré-lavada pra tirar o excesso de urina ou se sujar com fezes. No caso das fezes, uso o liner que é uma espécie de lenço umedecido (sem estar umedecido) dentro da fralda, daí, o bebê faz o cocô nele e eu o descarto direto no vaso sanitário.

Você pode juntar por até 7 dias as fraldas em um balde com tampa (ela serve pra evitar que o cheiro forte atraia insetos), mas por aqui, lavo dia sim e dia não. Uso pouca água e lavo com detergente neutro (uma colherinha de café para a quantidade de 5 a 6 fraldas).

Depois que a máquina centrifuga, elas já saem quase secas e fica bem mais fácil. Lavo à noite e de dia já estão sequinhas pra uso.

Pode reaproveitar as fraldas?

Sim! Eu mesma comprei muitas usadas e paguei MUIIIITO mais barato do que uma nova. Cada fralda custa em média 50 reais, mas uma usada pode sair por menos da metade do preço. Dá pra reaproveitar com outro filho ou repassar pra uma amiga.

Dá muito trabalho?

Olha, com a descartável você se “livra” do problema mais rápido, mas ela não desaparece no meio ambiente, né? Essas dão um pouco mais de trabalho, mas assim, eu já incorporei a minha rotina a lavagem de 2 em 2 dias das fraldas, então acho q gasto mais 10 minutos entre botar na máquina e estender na corda.

Você ainda usa descartável?

Sim, tenho um pacote pra usar em uma emergência. Mas não uso diariamente. É só se estiver na rua e sentir que aconteceu algo e preciso usar.

Onde comprar as fraldas?

Existem muitos sites e marcas famosas de fraldas no mercado, inclusive as chinesas (dá pra comprar pelos sites como Aliexpress).

 

Balanço geral:

Estou super adaptada ao uso da fralda de pano, indicaria para qualquer mamãe que quisesse tentar. Sugiro que comece com uma quantidade pequena para ver se será bom pra você e pro bebê pra depois aumentar o seu enxoval.

 

Em breve, escreverei sobre como de fato usar as fraldas, dicas e tudo mais.

Com carinho, Nana.

 

 

 

 

 

 

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Crianças (a partir de 2 anos)

Brincadeiras com crianças

Em uma era digital e conectada, cada vez mais as crianças dominam os celulares, tablets e computadores com excelência e desconhecem as brincadeiras que divertiram gerações que sequer sonhavam em ter mais tecnologia do que a TV.  Parece estranho dizer isso, mas muitos pais não sabem brincar com os seus filhos. Não sabem como conduzir as brincadeiras ou com quais deve brincar.

Tudo bem se o caso acima for o seu. O mais importante é entender a importância de brincar. É a partir das brincadeiras que as crianças ampliam os conhecimentos sobre elas mesmas, o mundo e o seu entorno. “Elas manipulam e exploram os objetos, comunicam-se, desenvolvem suas múltiplas linguagens, organizam seus pensamentos, descobrem regras, tomam decisões, compreendem limites e desenvolvem a socialização e a integração com o grupo. E todo esse aprendizado prepara as crianças para o futuro, onde terão de enfrentar desafios semelhantes àqueles vistos nas brincadeiras.” 1

Por tudo isso, vou deixar 10 sugestões de brincadeiras das mais simples as mais elaboradas pra que vocês consigam aproveitar esse tempo livre em família e se divertirem juntos.

  1. Jogo de acertar a bolinha no copo:

Use copos descartáveis, prenda com durex na ponta e estimule a criança a rolar a bola na mesa pra acertar os copos.

  1. Jogo da velhas com pedras decoradas:

A brincadeira já começa no passeio pela praça buscando pedrinhas que possam ser usadas pra serem pintadas.

Depois, é pintar as pedrinhas com os formatos que quiserem e jogar o hogo da velha.

  1. Basquete com a cesta de lixo:

Essa é super simples e as crianças adoram. Pegue a cesta de lixo, separe algumas bolinhas e incentive a criança a lançar a bola na lixeira.

  1. Brincar de fazer comidinha (de verdade):

Já experimentou levar a criança pra cozinha? Pode parecer caótico no início, mas se você organizar todo o processo antes, será divertido.

Minha sugestão é começar com cookies que fizemos pro nosso canal. Deixe os ingredientes separados e peça para que as crianças misturem tudo em um recipiente e depois formem as bolinhas para assar os cookies no forno.

  1. Passa anel:

Coloque as crianças em uma roda e uma delas segura um anel nas mãos. As mãos estão fechadas em forma de concha de modo que as outras não possam ver o anel, nem quando e para quem este será entregue. Ganha quem descobrir “com que está o anel”. O ideal é que tenha um número grande de crianças para ser mais animado.

  1. Gato comeu:

Pegar na mão da criança com a palma para cima e ir tocando com dos dedinhos pelo braço da criança até o pescoço, fazendo cosquinhas.

(Apontando para a palma da mão da criança)
Cadê o toucinho que estava aqui?
Criança: O gato comeu.
Adulto: Cadê o gato?

Criança: Foi pro mato.

Adulto: Cadê o mato?
Criança: O fogo queimou.

Adulto: Cadê o fogo?
Criança: A água apagou.

Adulto: Cadê a água?
Criança: O boi bebeu.

Adulto: Cadê o boi? Foi por aqui, por aqui, por aqui… (e fazer cócegas na criança)

  1. Cabaninha:

Um clássico das brincadeiras que mexe no “faz de conta” das crianças é a cabaninha. Para isso, use a mesa da sala. um canto no jardim ou um sofá para ganharem uma cobertura mágica de lençol e dar início a uma grande aventura. Brincar de cabaninha é sempre muito divertido. E lá dentro é só inventar histórias incríveis.

  1. Desenhos e colagens de retalhos:

Revistas ou jornais velhos, tesoura e cola já são o suficiente para que as crianças esqueçam da TV e passem uma tarde super animada. Sente-se com a criança e sugira o que vão recortar: por exemplo, só frutas, partes do corpo, objetos da cozinha, ou então deixe que elas mesmas brinquem de forma independente.

9.  Teatro de Sombras:      

Não precisa muita coisa pra que consiga se divertir. Com uma caixa de sapato e papel vegetal se transformam em um palco. Com papel e palitinhos as crianças criam personagens. A ideia é deixar que as crianças a criem seus personagens e contem suas próprias histórias.

10.   Morto-vivo
Crianças lado a lado de frente para uma que estará sentada. O que está sentado grita bem alto: Morto! (para todos se abaixarem) e Vivo! para se levantarem. Quem errar, sai da brincadeira. O vencedor é aquele que ficar por último.

 

Espero que vocês se divirtam muito e aproveitem o máximo de tempo com presença e não com presentes!

Com carinho,

Nana

 

1http://tstsmaisacao.blogspot.com/2009/08/recreacao-infantil.html (acesso em Fev. 2010)

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Pé na estrada

Beto Carrero com crianças – guia completo

Olá, queridos leitores!

Recentemente, viajamos em família para o parque Beto Carrero que fica em Santa Catarina e não me contive para contar toda a minha experiência para vocês. Afinal, antes de irmos, pesquisei também em muitos blogs que auxiliaram na construção do nosso roteiro.

Bom, nossa viagem em família envolviam 2 adultos, 1 criança (4 anos) e 1 bebê (1 ano e 3 meses). Por isso, organizamos todo o processo de ida e volta de forma que os nossos filhos ficassem confortáveis e aproveitassem da melhor maneira o parque, minimizando os possíveis desgastes.

Duração da viagem?

Tínhamos pouco tempo para viajar, praticamente um final de semana. Por isso, optamos por ir numa quinta-feira à tarde e voltarmos no domingo à noite.

Roteiro?

Como disse, tivemos pouco tempo para conhecer apenas o parque do Beto Carrero.  Então, preferimos não incluir outras cidades, como Balneário Camboriú (mas se você tiver tempo, aproveite e conheça. São 40 minutos de carro).

Ir por agência ou por conta própria?

Sempre acho a resposta muito pessoal. Cada família tem de avaliar qual será o melhor custo X benefício. Considere questionar-se sobre: quantas pessoas estão viajando? Tenho o  hábito de viajar com frequência? Tenho facilidade em organizar programação de viagem (com horários, endereços, datas)? Prefiro pagar pelo conforto de ter alguém me esperando e me levando aos passeios?

Daí, depois de responder estas questões, você pesa se o ideal é ir através de agência turística ou por conta própria.

Por aqui, curtirmos organizar toda a viagem com antecedência e deixá-la da maneira que se adeque melhor a nossa rotina e a de nossos pequenos.

Voo?

Saímos do Rio de Janeiro e optamos por um voo pela Gol para Navegantes/SC. A escolha deste aeroporto foi feita porque:

  1. Preferimos ficar próximo do parque, visto que teríamos pouco tempo de passeio.
  2. Não queríamos ter de nos deslocar por muito tempo de carro com os meninos.
  3. Não precisaríamos alugar carro.
  4. A promoção da Gol Rio-Navegantes estava chuchu beleza!

Mas se você terá tempo de curtir outras cidades, considere voar da sua cidade até os aeroportos de Florianópolis ou de Curitiba. Apenas observe as distâncias e valores antes de comprar as passagens para que possa fazer a melhor escolha.

Onde ficar?

Antes de ter filho, sempre curti ficar em hotel ou pousada para que tivesse o mínimo de preocupação e o máximo de conforto. Mas depois do nascimento dos meninos, alugar apartamento entra na minha lista de prioridades. Isso porque temos:

  • Mais espaço para eles andarem;
  • Cozinha pra fazer a comida deles (seja café-da-manhã, jantar e ainda economizar em restaurantes);
  • Como tem a estrutura mais ou menos semelhante a nossa casa, eles não estranham e se eu preciso lavar uma roupa na urgência, é bem mais fácil. Pesquisei no site Air Bnb e escolhi o perfil ideal para nós. O valor saiu próximo ao que seria uma reserva em uma pousada ou hotel, só que por um imóvel de 80 m2.

Qual região escolher ?

Fizemos a opção por ficarmos na cidade de Navegantes (bairro Gravatá) pelo fato de estarmos há 10 minutos do parque. O bairro não tem nenhuma estrutura para receber o turista. É bem simples, mas tinha um mercado de média estrutura (Top Hauss), padaria, farmácia, enfim, o suficiente para que pudéssemos ficar três noites.

Vi muitas indicações para hospedagem em Penha (que igualmente não tem nenhuma estrutura) ou na cidade de Balneario Camboriú – fica há 40 minutos do parque – mas tem uma estrutura MUITO boa para os turistas.

Época do ano para ir?

Como a viagem foi uma comemoração de aniversário do meu mais velho, fomos em junho. Era uma época mais fria, a temperatura estava entre 13 e 21 graus. Pra nós, que somos do RJ, era o suficiente pra encasacarmos bem as crianças, com direito a gorro e luva.

Como não fomos nos períodos de férias escolares, achamos muito boa essa “escapulida” porque o parque estava bem vazio e tranquilo para curtir e não tinham filas absurdas. Aliás, filas longas com crianças pequenas junto com a gente é algo bem difícil de contornar. Eles não aguentam esperar muito tempo parados.

Aluguel de carro, transfer ou táxi/uber?

Aluguel de carro não era a opção mais viável para nós, porque só o estacionamento do parque custa ao redor de 50 reais (valores de 2018). Como não fomos por agência, não utilizamos o transfer, entretanto pode ser uma escolha confortável especialmente para aqueles que ficarão em Balneário Camboriu. Optamos por Uber porque as corridas para o aeroporto/parque ficavam em torno de R$10,00.

Atenção: levar crianças sem cadeirinha é considerado infração de trânsito (além de arriscado em caso de acidentes) e pode ser que os motoristas não aceitem realizar viagens sem a presença delas.

Onde comer?

Como disse, a região não tem estrutura. Então, compramos em um mercado do bairro o suficiente para que pudéssemos tomar café da manhã, lanchar e frutas que serviriam pra ser levadas pra dentro do parque.

Na hora do almoço, optamos pela praça de alimentação do parque no primeiro dia e o almoço do Excalibur (atração paga à parte) no segundo dia. Na praça há uma variedade razoável de restaurantes, desde fast food até comidas de cardápio. O preço médio do quilo é de R$ 7,45 por 100g. Assim, só nos restava cuidar do jantar. Optamos por levar comidas congeladas conosco para oferecer um cardápio melhor para os meninos. Foi tudo na mala e em uma bolsa térmica. Chegou tudo pouco descongelado na casa. O plano B era pedir comida pelo aplicativo mesmo.

Levar ou não carrinho de bebê?

Escolha individual. Nós optamos por levar, já que nosso filho menor teria direito a despachar o seu carrinho. Entretanto, se vocês não quiserem se preocupar com este item, existem muitos carrinhos individuais e duplos no parque para aluguel (os valores de 2018 estão na foto).

Quantos dias de parque?

Definitivamente dois dias são suficientes. Existem muitos shows para serem vistos, fotos com personagens e as atrações. Anda-se muito e o ideal é que vocês acessem o site ou app do parque pra programar o que farão nesses dias antes de chegarem lá, porque desta forma vocês conseguem aproveitar mais o parque, evitando perder shows ou atrações que gostaria muito de ir/ver.

Ingressos –aonde comprar?

Optamos por comprar pela internet antes de viajarmos. Durante alguns períodos do ano, o parque oferece diversas promoções como comprar 2 ingressos pelo preço de 1. Além disso, se você for ao parque no dia do seu aniversário (caso o parque não funcione no dia, pode ser um dia antes ou depois), o ingresso é grátis. E para quem compra pela internet, tem uma fila especial na entrada.

ATENÇÃO: aproveitamos e compramos o almoço para o Excalibur pela internet também, afinal são poucas vagas.

Vale a pena ir com crianças a partir de qual idade?

Dentro do parque, até às 10:30h, as crianças podem ser medidas e recebem uma pulseira com a cor de acordo com o seu tamanho. Crianças menores de 80 cm  podem brincar em poucas atrações. Já as que estão entre 80cm e 1,20cm têm mais opções para irem, se acompanhados de um adulto. Acima disso, as atrações estão liberadas para os maiores.

Na época, nosso mais novo media 78cm, daí fizemos revezamento e cada um o olhava quando o outro estava brincando com o mais velho.

Roda gigante

Shows:

Em junho de 2018, havia os shows do Madagascar Circus Show, Blum, Excalibur (pago à parte) e O sonho do cowboy ( o Extreme Show seria reinaugurado a partir de julho). Todos são muito bons e valem ser assistidos.

Madagascar Circus Show– é baseado no filme Madagascar 3 e mistura os personagens do filme com dança e números circenses.

Blum– se assemelha demais aos shows do Cirque du Soleil, com números acrobáticos com duração de 30 minutos.

Excalibur– Chegue meia hora antes do início para poder almoçar em clima medieval. Escolha na arquibancada a cor do cavaleiro que vocês torcerão e entre no clima. Atenção: pro meu filho de 4 anos, achei um pouco violento.

O sonho do cowboy– espetáculo todo cantando ao vivo que narra o sonho de Beto Carrero. Dura por volta de 1 hora e é sempre ao final do dia.

Fraldario

Quais são os principais brinquedos?

No quesito radicais, há montanhas russas (Fire Whip e Star Mountain e Jacaré dum dum – para crianças), Big Tower (torre que despenca), Free Wall (elevador que tem uma queda referente a 18 andares e freada brusca).

Já os intermediários, há o Crazy River (corredeiras), Tchibum (queda na água em um pequeno bote), Tigor Mountain (semelhante ao Tchibum, mas tranquilo), Barco Pirata, Portal da Escuridão (trem fantasma interativo).

Para as crianças pequenas, as opções são: Ferrovia Dino Magic (sugiro tentar sentar nos vagões do meio), Baby Elefante, Raskapuska, roda-gigante, xícara- maluca, Auto – pista (bate-bate), o Teleférico; Pedalinho; e o Carrossel Veneziano, além do zoológico.

Vale a pena ir ao parque?

Se você curte parque de diversão, sim! Os gastos são muitíssimos inferiores se comparados aos de Orlando (por conta do dólar). Há uma ótima estrutura, limpeza, organização, funcionários muito atenciosos e prestativos.

Existe uma quantidade razoável de atrações de muita aventura, mesclado aos shows, zoológico, contato com os animais e fotos com os personagens da DreamWorks.

 Dicas adicionais:

  • O parque não tem bebedouros. Sabendo disso, levei minhas garrafas de água. Existem muitos quiosques em todo o parque que as vendem também.
  • Dentro da mochila, levei muitas frutas e lanchinhos porque lá dentro o valor é beeem salgado.
  • Se tiver o KM de vantagens, tem direito a 20% de desconto na compra dos passaportes.
  • Não deixe de baixar o app do parque (ele informa online o tempo de fila de cada atração) ou o mapa para facilitar o deslocamento e as escolhas do roteiro.
  • Na hora dos shows, muitas atrações costumam ficar mais vazias. Essa dica é bem boa se for o seu segundo dia e você já tiver ido ao show.
  • Fast pass é o famoso “furador de filas” – ele vale ser comprado se o parque estiver MUITO cheio. Como na sexta o parque estava SUUUUPER vazio, fizemos todas as atrações que costumam ter horas de filas em poucos minutos, assim, resolvemos não gastar com isso. Pode ser necessário considerar essa possibilidade dependendo da lotação do parque e da época do ano que você vá.
  • Tente fazer um rascunho de quais atrações você não pode deixar de ir (dá pra fazer pelo app do parque) e quais serão as ordens de visita. Lembre-se que as atrações mais distantes da entrada costumam ficar vazias logo no início.

 

 

Espero que tenha ajudado vocês com este guia.

Qualquer dúvida, me escreva.

Com carinho,

Nana.

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Bebê – 1 a 2 anos Crianças (a partir de 2 anos)

Pote da calma

Já ouviu falar sobre? Em inglês se chama “calming jar” e é muito conhecido por  ser usado no método montessoriano, que propõe a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo. Quando as crianças estão agitadas/nervosas  após choros ou brigas, o método sugere utilizá-lo para acalmá-las.

O objetivo deste pote é fazer com que as crianças se acalmem nos momentos em que elas precisam ter tranquilidade pra ouvirem o que os adultos querem conversar com elas.

Através da tinta e o glitter colorido, basta agitá-lo um pouco e criam um pouco de “magia. Assim, conseguimos distraí-los e fazer com que se foquem no vidro. Dessa maneira, eles tendem a respirar com mais calma e se acalmarem. Também auxilia para que as crianças se expressem e tentem explicar os motivos de raiva, tristeza ou frustrações.

E como fazer esse “pote da calma”? Existem diferentes formas, mas vai a sugestão de uma forma bem simples.

  • 1 pote de vidro com tampa
  • 1-2 colheres de sopa de cola glitter (dê preferência para as cores que seu filho gosta);
  • 3-4 colheres de chá de purpurina
  • 1 gota de corante alimentar (se quiser deixar a água colorida)
  • Água quente
  • Shampoo infantil transparente (para o glitter deslizar mais fácil)

Como fazer:

A quantidade de água a ser utilizada varia de acordo com a capacidade do pote. Leve em consideração que você deve deixar um espaço vazio na parte superior do vidro, para poder agitar o seu conteúdo.

Despeje no vidro a água quente, o shampoo e a cola glitter. Mexa com muita paciência para que o glitter da cola se desmanche na água. Adicione a purpurina e misture novamente. Adicione uma gota de corante alimentar e feche bem a tampa do pote.

Sugestão:

Azul é a cor que mais inspira a calma. Além disso, inclua brinquedinhos ou pequenas figuras dentro do pote (estrelas, animais, corações, etc…). Uma alternativa é adicionar tinta de cor fluorescente.

Aqui abaixo, seguem sugestões de modelos de potes da calma para que você possa se inspirar.

Agora é mãos à obra.

Com carinho, Nana.

 

Imagens: Pinterest

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Questão de saúde

Amamentação: guia básico

Olá, papais e mamães.

Se você está perto de ter o bebê ou acabou de tê-lo, pode estar com algumas dúvidas sobre esse momento.

Para isso, trouxe um guia básico sobre as informações mais importantes sobre esta nova etapa: amamentação.

Para começar, apesar de amamentar ser algo natural, nem sempre é simples e existem muitas informações confusas por aí. Na dúvida, sempre procure por uma consultora de amamentação para ajudar neste momento.

 

  • Primeira vez amamentando: o que vai acontecer?

Na primeira vez, ainda não sairá o leite materno, mas sim o colostro. Sai pouco, no início vai dar saciedade por bastante tempo, porém depois de algumas horas o bebê começará a sentir mais fome e pode ser que ele queira mamar em um intervalo mais curto. Tente, se possível, amamentar o bebê assim que ele nascer.

  • Posso oferecer o seio sempre que ele quiser?

Claro! O peitinho é sempre bem-vindo. Nas primeiras 24h de vida, o bebê dorme um pouco mais e pode ser mais difícil para vocês acordá-lo. Enquanto você tiver colostro, pode estimulá-lo a cada 3 ou 4 horas.  Mas se ele quiser mamar em menor intervalo, sem problemas. Depois, quando o leite descer, o bebê escolherá o seu próprio ritmo e você pode oferecer em livre demanda.

  • Ofereço as duas mamas ou apenas uma só?

Não existe regra. Oferecendo uma mama depois da apojadura (descida do leite), o bebê mama mais gordura, ganha peso e fica saciado. Porém, pode ser que suas mamas estejam muito cheias e você queira oferecer as duas mamas a ele. Na mamada seguinte, comece pela última mama que você ofereceu.

  • O que é apojadura?

É o momento em que o colostro é substituído pelo leite. Em geral, acontece entre 3 e 5 dias. Você saberá que o leite desceu através de alguns sinais, como: a mama fica quente, dolorida e dura. Você passará a produzir uma quantidade bem maior de leite do que o bebê consegue mamar. Por isso, o leite acumula virando uma gelatina, dando aspecto mais endurecido ao seio. Isso acontecerá apenas no início, porque depois de uns dias seu corpo perceberá qual é a demanda do bebê e parará de produzir em excesso.

E sempre que você ficar um período grande sem amamentar, suas mamas podem ficar mais duras.

  • O que fazer quando as mamas estiverem duras?

Massagem e ordenha (manual ou na bomba). O leite materno é um filtrado do sangue, por isso, não se deve colocar compressas mornas, quentes ou frias. Isso porque o calor ajuda a vir mais sangue pras mamas e, assim, aumentar a produção do leite. E se colocar compressas geladas, as mamas que já estão com o leite “gelatinoso”, endurecerão e deixarão o leite mais preso nelas.

  • Como eu faço a massagem?

Deve ser feita em movimentos circulares, com as pontas dos dedos, sem deslizar os dedos sobre a mama. Primeiro, ao redor da aréola, depois ao redor do seio todo, como se fosse um alvo, do centro para fora. A massagem deve ser feita até a mama amolecer, e depois a ordenha. Mas a ordenha não pode ser feita por mais que 15 minutos, para não estimular a produção exagerada.

  • Como saber quanto que o bebê mamou?

Repare nas fraldinhas sujinhas em um dia. Se ele sujar seis, ele está mamando bem. Quanto mais ele mamar, mais fraldas vai sujar.

  • Como colocar o bebê pra mamar? Se não fizer direito, machuca?

A pega é realmente muito importante. Se ela estiver errada, pode machucar bastante, além do bebê não mamar o que precisa. E ele acaba emagrecendo, o leite diminuindo, afinal, se o leite não “está saindo”, o corpo não produz mais.

Pra entender sobre a pega, é importante saber que o bebê mexe a mandíbula e a língua pra mamar. Dessa forma, a língua deve massagear a aréola e não o bico. A pega correta não dói e não machuca.

  • Quem tem bico pequeno pode amamentar?

Claro, o bico serve para “tocar o céu da boca” e lembrar o bebê de começar a mamar. Onde o bebê tem que apertar para o leite sair é a aréola.

  • Como saber se a pega está correta?

Quanto mais aréola tiver em contato com a língua, melhor será a mamada. O mamilo deve encostar no “céu da boca”. Para isso, encaixe o peito com o bico voltado pro nariz do bebê, em um movimento de nariz pra boca. O lábio inferior do bebê tem que ficar no limite da aréola e a boca deve estar com os lábios voltados para fora, a bochecha redonda, sem covinhas e a mamada sem barulhos.

  • O que fazer antes de amamentar?

Limpe o seio somente com o seu leite. Além de hidratar, ele limpa melhor que água, removendo as bactérias da pele.

  • E se aparecerem machucados?

A primeira coisa é corrigir a pega, pois se ela estiver errada, gera as lesões. Depois passe o seu próprio leite, pois além de hidratar e limpar, ele também cicatriza.

  • Depois de amamentar, o que devo fazer?

Colocar o bebê para arrotar. Nem sempre ele arrota, somente se tiver engolido ar. O ideal é que mantenha-o em pé por uns 15 minutos e depois pode colocá-lo no berço de barriga para cima.

 

Nana.

 

Fonte de pesquisa: Maternidade Perinatal

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Expectativas Maternas

Carta de um pai para a mãe dos seus filhos

“Meu amor,

faz dois dias que tivemos uma forte discussão. Eu havia chegado em casa, cansado com os problemas do meu trabalho. Eram 20h e a única coisa que eu queria era me sentar no sofá e assistir aquele jogo de futebol.

Quando eu te vi, você estava esgotada e mal-humorada. As crianças estavam brigando e o bebê não parava de chorar enquanto você tentava colocá-lo para dormir.

Resolvi aumentar o volume da TV.

– Seria bom que você me ajudasse um pouco e se envolvesse mais na criação dos nossos filhos – você me falou com um bico enquanto abaixava o volume da TV.

Eu, aborrecido, te respondi que “passei o dia todo trabalhando para que você pudesse ficar em casa brincando de boneca”.

A discussão aumentou. Você chorava de raiva e de cansaço. Eu disse coisas cruéis para você. Você gritou que não aguentava mais. Saiu de casa chorando e me deixou com as crianças.

Eu tive que dar a janta deles e colocá-los para dormir. No dia seguinte, você ainda não tinha voltado, tive que pedir uma folga ao meu chefe para que pudesse cuidar deles.

Vivi todos os chiliques e choros. Senti o que é correr sem parar e não ter tempo nem para tomar banho. Tive que preparar o café, vestir cada criança, limpar a cozinha e tudo isso ao mesmo tempo. Além disso, fiquei o dia todo em casa sem falar com ninguém maior do que 10 anos de idade.

Passei pelo que é não comer tranquilo, sentado em uma mesa e, ao mesmo tempo, estar correndo atrás de uma criança. Fiquei esgotado físico e mentalmente e só desejei dormir por 20 horas seguidas, mas tive que acordar às 3h da manhã porque o bebê acordou chorando.

Vivi dois dias e duas noites no seu lugar e agora posso dizer que te entendo. Entendo o seu cansaço, entendo que ser mãe é renúncia constante e que é mais esgotante do que 10 horas entre os “tubarões empresariais” e as decisões econômicas.

Entendi o que é a tristeza de ter que renunciar a sua profissão e a sua liberdade econômica para não deixar de estar presente na criação de nossos filhos.

Entendi a incerteza que você sente já que a sua economia não depende mais de você e sim, de mim,

Entendi os sacrifícios de não ter tempo para sair com suas amigas, fazer uma atividade física ou dormir a noite inteira.

Entendi como pode ser difícil se sentir presa cuidando das crianças e notando como está perdendo tudo o que acontece lá fora.

Até entendi o teu aborrecimento com a minha mãe, cada vez que ela critica a sua forma de educar os nossos filhos, porque ninguém sabe o que é melhor para eles do que a própria mãe.

Entendo que ao ser mãe, você acaba levando a carga mais pesada da sociedade. A que ninguém valoriza, nem reconhece e muito menos remunera.

Não te escrevo esta carta para que você volte apenas porque sinto sua falta, mas porque não quero que acabe um novo dia sem que eu te diga: “Você é valente! Está fazendo um excelente trabalho e eu te admiro muito!”

 

Nota recompilada por Sara Rosenthal

Naran Xadul

Tradução e adaptação livres: Mãe Só Tem Uma. Os direitos Autorais no Brasil são regulamentados pela Lei 9.610. A violação destes direitos está prevista no artigo 184 do Código Penal. Este artigo pode ser publicado em outros sites, sem prévia autorização, desde que citando o autor e a fonte. 

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Como escolher os padrinhos do seu filho?

Olá, mamães e papais.

O assunto de hoje é interessante e pode ajudar a orientar aqueles que ainda não definiram quem serão os padrinhos do(a) seu(ua) filho(a).

De modo geral, o conceito de padrinhos é de uma grande responsabilidade, pois os pais designam a estes a responsabilidade de zelar pela educação e cuidados de seu filho, em especial em suas ausências. Ou seja, esta função é de grande comprometimento por parte dos escolhidos e, por isso, deve ser bem analisada antes de acontecer.

Mas como escolher? Existe alguma regra? Se a pessoa for casada, tem que ser convidado o casal? E se a pessoa negar? Não existem regras definidas para isso, mas de qualquer forma, proponho um top 10 pra tirar as dúvidas mais comuns quanto a este momento.

 

  1. Precisa ser um parente?

Não. Em geral, os pais costumam escolher pessoas próximas com quem já tem algum vínculo na trajetória dos dois para esta função. Podem ser os irmãos, primos ou amigos com quem tenham maior afinidade e confiança. O único cuidado com os amigos é que em momentos da vida temos mais proximidade a algumas pessoas e em outros, acabamos nos distanciando. Por isso, muitos investem nos parentes porque é mais “garantido” que estarão próximos a sua família.

  1. Amo minha amiga, mas ela não tem paciência com crianças. E agora?

Então pense bem antes de convidá-la, afinal, se você já a conhece o suficiente para saber que lidar com crianças não é forte dela, você não deve criar grandes expectativas quanto a sua participação como madrinha.

  1. Quero que minha amiga seja madrinha, mas ela é casada e não gosto do seu marido. Convido ele para ser o padrinho?

Aí vai do grau de intimidade que você tem com sua amiga pra saber o quanto o convite para apenas uma das partes poderá gerar um desconforto para o casal. Se você estiver certo de que o cônjuge não se incomodará, faça o convite.

  1. Nossos amigos são muito queridos e gostaríamos que fossem os padrinhos, porém vivem muito longe de nós. E agora?

Analise bem a questão da presença e do convívio. É interessante que os padrinhos estejam em contato com a criança, principalmente para que possam desenvolver uma relação de confiança e cumplicidade.

  1. Queremos convidar um amigo do meu esposo para ser o padrinho e uma amiga minha para ser madrinha, mas eles não se dão bem entre si. O que eu faço?

Reflita sobre isso. Apesar de não ter necessidade da criança encontrar os dois ao mesmo tempo, é legal que os padrinhos tenham uma relação minimamente respeitosa entre si, em prol de seu afilhado.

  1. Os futuros padrinhos do meu filho já possuem muitos afilhados. Convido mesmo assim?

Tudo depende dos pais, mas é importante lembrar que quanto mais afilhados, mais difícil se torna para os padrinhos estarem disponíveis para o seu filho e também de dar conta de todos os afilhados.

  1. A pessoa que escolhi como madrinha não tem uma boa situação econômica. Convido assim mesmo?

Aiiii, essa pergunta chega até ser feia, porque o maior intuito de entregar o seu filho como afilhado é buscar nos padrinhos aqueles que possam dar atenção, carinho, amor, presença, convívio, confiança e todos esses valores estão muito distantes do aspecto financeiro. Falando por mim, o critério $ nem entra em pauta.

  1. Convidei uma amiga mas ela recusou. O que fazer?

Olha, pra mim é melhor que recusem antes do bebê nascer do que você se decepcionar criando grandes expectativas de que a pessoa vai fazer e acontecer como madrinha e na prática não acontecer nada do que imagina.

Se ela recusou, vida que segue. Ouça suas justificativas, agradeça por ela ter sido sincera e pense em outra pessoa que preencha o perfil que os pais supõe ser o ideal para esta função.

  1. Os padrinhos do meu filho me frustraram depois que ele nasceu. Posso trocar?

Enquanto ele ainda não foi batizado, sim. É uma situação um pouco constrangedora você ter que se “desfazer” desta função e convidar novos padrinhos para a missão. Entretanto, nada impede que isto ocorra.

  1. Ao longo da gestação não conseguimos definir os padrinhos. Posso escolher depois que o bebê nascer? 

Claro! Por que não?? É fato que quando se sabe desde a gestação quem assumirá esta função, os escolhidos podem curtir mais a gravidez, mas escolher depois não implica em nada de errado. Pode significar até em uma escolha mais consciente.

 

Espero que tenha ajudado com algumas dicas para vocês.

Beijos carinhosos,

Nana.

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A gente testou Crianças (a partir de 2 anos)

Massinha de modelar caseira

Oi! Quem curte sentar com a criançada e colocar a mão na massa?

Não!! Não é de comida que eu estou falando. É de massinha de modelar mesmo.

Por aí as crianças já chegaram na famosa fase da massinha?

Quando pequenas, elas curtem demais brincar de modelar em massinhas. Só que em geral, elas costumam ser caras e até perigosas, caso sejam engolidas.

Então, a dica SUUUUPER fácil que eu trago hoje é a receitinha de massinha de modelar caseira. Simples, com ingredientes que você tem em sua casa e que, caso a criança engula, não fará mal.

Então, separe os ingredientes e chame os pequenos para prepararem a brincadeira junto com você. Só a preparação já será uma grande diversão!

RECEITA

Ingredientes:

  • 4 xícaras de farinha de trigo,
  • 1 xícara de sal,
  • 1 colher de (chá) de óleo (qualquer óleo)
  • 1 xícara e meia de água
  • Gotas de corante comestível (cor do seu gosto)

Modo de preparo:

Coloque todos os ingredientes juntos em uma bacia e misture tudo com a mão mesmo. Escolha a cor do corante que deseja e acrescente aos poucos. Coloque poucas gotas para chegar ao tom que você deseja.

 

 

DICA para diminuir a sujeira: forre jornais no chão e sente com as crianças em cima do jornal, pois caso as crianças deixem cair a massa, ficará mais fácil para limpar.

Depois de brincar, ela pode ser guardada em um pote de vidro ou saco plástico para ser reutilizada depois. O grau de complexidade da receita é zero e as crianças vão adorar poderem ser autoras do seu próprio entretenimento.

Espero que tenham curtido!

Se tiver alguma sugestão de brincadeira caseira, manda pra gente.

Com carinho,

Nana.

 

 

 

 

 

 

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Bebê na barriga Questão de saúde

Relato do parto VBAC do Luan

Se você está nesse texto e não leu o relato do parto do meu primeiro filho, talvez não saiba como eu gostaria de ter conseguido realizar um parto vaginal.

Com a gravidez do Luan, vislumbrei mais uma vez essa possibilidade, mas agora de um modo mais realista, porque não gostaria de ter de lidar com a frustração novamente.

Não, não estou dizendo que o parto do Theo não foi especial. Claro que foi! Afinal foi o momento do nascimento do meu filho, aquele por quem esperei por 9 meses. Mas eu gostaria de ter vivenciado a sensação do que é auxiliar no processo do trabalho de parto e me sentir ativa até o final, quando o bebê nascesse.

Bom, desde as primeiras consultas com a dra. Michelle Zelaquett (e que já me conhecia antes de ser a minha obstetra), conversei sobre esse desejo de realizar o parto normal. Mas, será que eu poderia? Havia vindo de uma cesariana há quase 3 anos. Foi aí que ela me explicou que as informações que eu tinha sobre partos VBAC (em inglês, VBACvaginal birth after cesarean) é uma prática que tem um risco muito baixo de ruptura do útero e que sim, eu poderia tentá-lo sem medo.

Ah, alívio no coração… mas, é aquilo, né? Vai que não dá? Ou que acontece alguma complicação? Confesso que passei os 9 meses tentando não alimentar o desejo desenfreado pra evitar uma segunda frustração.

Mas vamos aos finalmente: o dia do parto!

Em uma das últimas consultas, já com 38 semanas e 5 dias, em conversa com a (fofa) dra. Michelle, disse a ela que seria muito bom se o Luan já estivesse preparado pra vir ao mundo, porque o papai viajaria a trabalho dois dias depois e correríamos o risco dele não chegar a tempo pra hora do parto (você que está grávida entende essa minha ansiedade, não é?). Ela me sugeriu que tentássemos a manobra de descolamento da bolsa para que, quem sabe, o trabalho de parto pudesse começar. Saímos do consultório esperançosos que os 2 cm de dilatação que eu já tinha há quase 1 semana pudessem evoluir o quanto antes e que ele não demorasse muito pra desejar vir ao mundo.

Batata! 3 horas depois começaram as contrações. Conseguia reconhecer o processo pois já havia passado por isso antes. E comecei a marcar a frequência e a duração. A família já estava avisada, médica e fotógrafo também. 3 horas depois do início, rumamos para a maternidade: eu, meu esposo, meu filho, meus pais, irmão e Paçoca (o peixe que o Luan traria como presente para o Theo).

Chegamos à maternidade e já estava com 6 cm de dilatação. Sentia contrair muitas vezes, mas pra mim ainda era bem tolerável. Agora a sala de parto normal estava preparada. Em minha playlisttocavam “Coisa linda”, do Tiago Iorc, “Beauty and the Beast”  e “Photograph”. Já estava na banheira com água morna, tentando me acalmar entre uma contração e outra. A equipe médica ia chegando aos poucos e minha emoção aumentando. Seria agora? Demoraria? Eu encontraria o mais novo amor da minha vida logo? Eu conseguiria ter amor suficiente pra ele também? Tantas dúvidas, tantas questões.

Eu olhava pro relógio da sala, com misto de ansiedade e alegria. Perto da meia-noite chegou a Renata, uma querida amiga médica pra segurar a minha mão e me lembrar que eu não estava sozinha naquela madrugada. Estava rodeada de gente que desejava presenciar a chegada do meu Luan. Me sentia confiante e gravava vídeos pro Theo, dizendo que muito em breve ele conheceria seu irmão, aquele que por tantas vezes recebeu seus beijos ainda em minha barriga.

Era meia-noite, dra. Michelle acompanhava com o ultrassom a posição do coração dele, se estava girando ou não. Às vezes eu olhei pra suas feições e pensei em perguntar se ela achava que eu conseguiria. Temi sua resposta. Preferi as minhas dúvidas.

Já tinha chegado aos 10 cm de dilatação, já estava com analgesia e um clima de “e aí? Será que demora muito?” se misturava com uma conversa informal sobre novas mídias sociais… o papo estava descontraído por fora, mas por dentro eu ainda era pura ansiedade… muita mesmo…

E a Michelle e Renata sugeriram que eu me movimentasse, usasse a bola de Pilates, caminhasse um pouco pela sala e tentasse a banqueta… ah, Santa banqueta! Eu ainda não sabia bem a sua função mas não demorou muito pra eu entender. Foi questão de tempo, minutos, poucos… Quando eu me sentei nela, meu marido ficou atrás de mim me apoiando (literalmente) e não demorou pra eu sentir uma dor, uma força absurda que eu nunca havia sentido na vida. Eu estava anestesiada, mas era como se não estivesse. Comecei a gritar, bateu um medo, um nervoso, um desespero. Não! Eu não daria conta, aquilo não era pra mim. Eu quase disse que preferiria a cesárea. Quase… porque em meio ao desespero que eu sentia, me lembro como se fosse hoje ver a imagem da Renata, da Michelle e da anestesista, segurando a minha mão e me dizendo: “Calma, Aiga! Ele tá nascendo. É assim mesmo! Se prepara que ele vai chegar. Não, não feche a perna! Ajude o seu filho nascer.”

Acho que me acalmei naquele momento. Senti uma força gigante de evacuar. Pensei: “Ferrou! Logo agora?”, no fundo me diziam: “faz força, Aiga, ele tá vindo!”. A segunda força absurda surgiu e eu me entreguei… forcei o que eu conseguia e gritava, de dor, de medo, de nervoso ou sei lá de quê. Olhei pra baixo, ele nasceu! Ele saiu de mim! Foi rápido e intenso. Michelle me entregou pra que eu fosse a primeira a tocar, abraçar e beijar meu pequeno Luan. Eu queria chorar, gritar e sorrir. Tudo ao mesmo tempo e não necessariamente nesta ordem.

Senti tantos beijos dela em mim, me parabenizando por ter conseguido; um abraço apertado do meu marido que não acreditava em nosso bebê ali no meu colo e a Renata que acariciava meu cabelo pela nossa vitória. Me senti como em uma nuvem de endorfina. Era sensação de êxtase. Era realização o que eu sentia.

E agora ele estava no meu colo, no meio seio, sugando o meu colostro com uma força que me parecia desproporcional ao seu tamanho.

Tive pequenas lacerações que precisaram de alguns pontos. Mas eu nem ligava. Ele tinha chegado: 1:35h da manhã.  Virei a madrugada acordada tentando reviver cada segundo do que acabava de acontecer. Não queria que a minha memória me traísse e me fizesse esquecer de nada.

E foi assim o nosso primeiro encontro. E sobre o amor por ele? Que besteira! Nos amamos de cara, nos reconhecemos um ao outro pelo toque, pela pele. Nós conseguimos o VBAC (juntos!).

 

Observação: Se você procura uma ginecologista obstetra atenciosa e muito capacitada em partos normais, a Dra. Michelle Zelaquett atende no consultório Lead Américas (Barra da Tijuca), telefone: (21)99983-2200 e no email: mmszelaquett@gmail.com

 

Nana.

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Questão de saúde

Ela quase perdeu o bebê porque não sabia que tinha uma doença hereditária

Você está grávida? Seu obstetra já solicitou o exame para averiguar seu risco para trombofilia? Não?!

Então, leia a entrevista e entenda todos os perigos desta doença na gestação.

Marianna Lavega é mãe de um menino de 5 anos e teve uma gestação aparentemente tranquila, mas não imaginava o risco que a sua vida e a de seu filho sofreram por conta de uma doença que ela desconhecia.

Depois de muitos exames após após o parto, Marianna descobriu que tinha trombose e, por isso, teve altos riscos de perder seu filho na gestação.

Mas, afinal, o que são trombose e trombofilia?  Trombose é a formação ou o desenvolvimento de coágulos sanguíneos enquanto a trombofilia é a propensão a desenvolver trombose ou outras alterações em qualquer momento da vida, inclusive, durante a gravidez, parto e pós-parto, devido a uma anomalia no sistema de coagulação do corpo.

Ou seja, trombofilia é uma tendência ao chamado “sangue grosso”, que, na prática, contribui para o entupimento de veias. Não se trata de uma doença, mas de uma condição que pode ter diferentes causas.

Por conta de uma falta investigação do histórico da paciente (e/ ou familiar), deixaram de solicitar um exame simples e que poderia ser realizado junto com os de rotina que a gestante realiza, e, por isso, atualmente Marianna trava duras batalhas para tentar reestabelecer a sua saúde.

 

Mãe Só Tem Uma: Marianna, você já tinha conhecimento do que era a trombose antes da sua gestação? Sabia que existia tanto a trombofilia genética como a adquirida?

Marianna: Eu já tinha ouvido falar sobre trombose, mas sabia pouco a respeito e achava que era o tipo de coisa que só acontecia com pessoas mais velhas. Não imaginava o risco durante a gestação nem sabia sobre a trombofilia hereditária.

 

MSTU: Como foi a sua descoberta da trombose no pós-parto?

Marianna: Quando recebi alta após o parto, meus pés estavam extremamente inchados. Como não haviam inchado durante a gestação, achei estranho e perguntei ao meu médico, que me informou que era normal. Mas a cada dia eles inchavam mais e foi surgindo uma vermelhidão na panturrilha, que ficava quente ao toque. Eu sentia dor e tinha dificuldade para andar. No nono dia após o parto, falei novamente com meu médico e ele me pediu para ir à emergência. Lá descobri que estava com diversos trombos espalhados nas duas pernas.

 

MSTU: Qual exame deveria ter realizado para saber se era trombofílica e não foi sugerido a você?

Marianna: Há diversos tipos de trombofilias e é necessário fazer uma pesquisa genética de trombofilias para saber se você é portador dessa condição.

 

MSTU: Você mencionou um episódio de perda gestacional antes do nascimento do seu filho, ao longo de nossas conversas. Existe relação entre esse aborto espontâneo e a sua condição?

Marianna: Sim. A trombofilia faz com que seja mais difícil uma mulher engravidar e, quando ela engravida, a implantação do feto é mais difícil, levando a abortos, muitas vezes de repetição. Também é alto o risco de perdas gestacionais tardias.

 

MSTU: Quais os maiores riscos para uma gestante que descobre ser trombofilica?

Marianna: São vários, e todos graves. Se ela passa a gestação sem a medicação adequada, pode ter uma trombose durante a gravidez, que pode virar embolia pulmonar caso algum coágulo se solte e vá para o pulmão. Ela pode ter trombose placentária e perder o bebê. A fase de maior risco é na reta final da gestação, o que causa muitas perdas gestacionais tardias, com 38/39 semanas. E o risco sobe por até 3 meses após o parto, aumentando as chances de uma trombose pós-parto e embolia pulmonar. No meu caso, por motivos ainda não muito bem compreendidos, meu filho teve trombose intestinal aos 7 meses de vida e precisou de cirurgia de emergência.

 

MSTU: Quais consequências você sofre em seu corpo atualmente por conta da ausência de tratamento adequado no período da gestação?

Marianna: Meu corpo entregou a minha saúde para conseguir manter a vida do meu bebê. Foi um lindo milagre, mas isso forçou meu organismo além dos limites, deixando-o mais frágil. Como consequência, além de ter tido uma trombose que me deixou internada longe do meu bebê de 9 dias, que me impediu de amamentar e que causa dores fortes ainda hoje, acabei desenvolvendo uma doença autoimune, o lúpus, por causa do estresse que meu corpo passou. A minha medula ainda não retomou seu desempenho normal, pois tenta compensar o estresse  passado e estabilizar o meu organismo.  Passei por inúmeros médicos, exames e tratamentos. Hoje, quase 6 anos depois, ainda estou tentando recuperar minha saúde.

 

MSTU: Você acredita que o uso de anticoncepcionais e hormônios em mulheres pode aumentar a possibilidade de uma trombofilia adquirida?

Marianna: Sem dúvida. Hormônios, em especial o estrogênio, podem causar alterações na coagulação sanguínea e aumentar em até 4 vezes o risco da trombose adquirida. Para quem tem trombofilia hereditária, esse risco pode até triplicar com o uso dos hormônios.

 

MSTU: Você possui um grupo na internet de Apoio a Mulheres Trombofílicas (colocar o link). Por quais causas vocês lutam? Qual o objetivo deste grupo?

Marianna: O Grupo de Apoio às Mulheres Trombofílicas (https://www.facebook.com/mulherestrombofilicas) tem o objetivo de levar informação e suporte emocional às mulheres portadoras da condição. Quando aconteceu comigo, havia pouquíssima informação disponível e eu tive que estudar o assunto através de artigos acadêmicos. O intuito é que mulheres trombofílicas não se sintam desamparadas, especialmente na gestação, que á  fase de maior risco. Além disso, queremos trazer mais atenção para a importância de se falar sobre a trombofilia e temos a meta de que passe a ser obrigatório o obstetra pedir exames de pesquisa de trombofilia para toda mulher grávida ou que esteja tentando engravidar.

 

Marianna escreveu um manual para mulheres trombofílicas. A intenção é que ele seja um e-book vendido a um preço simbólico, cuja renda vai ser revertida para um projeto de doação de medicamentos para portadoras de trombofilia. Em caso de interesse, entre em contato pelo link https://www.facebook.com/mulherestrombofilicas.

Segundo a publicação do site guiadobebe.com, o Dr. Antonio Braga, obstetra da Maternidade da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro explica que “Não podemos nos esquecer que entre as modificações do organismo da futura mamãe, há uma grande tendência de hipercoagulabilidade natural. Isso é fundamental para garantir que após o parto, a contração uterina ajude a encerrar a hemorragia que acontece após a saída da placenta. De outra forma, as mulheres morreriam após dar à luz”.

A trombofilia é um problema grave de saúde e deve ser tratada rapidamente. Caso contrário, é possível que gere sérios problemas para a mãe e até causar a morte do bebê. Afinal, o risco é que os coágulos obstruam os vasos sanguíneos, causando o entupimento das veias dos pulmões, coração e cérebro materno, como também obstruindo a circulação na placenta.

“É importante que o ginecologista que acompanha a gestante conheça o histórico da paciente e faça um acompanhamento mais detalhado, caso tenha história pessoal ou familiar de trombose; três ou mais abortos naturais de 1º trimestre, dois abortos de 2º trimestre ou um caso de natimorto; casos de pré-eclampsia grave, principalmente em grávidas com menos de 32 semanas de gestação; história de descolamento prematuro de placenta e parente de primeiro grau com mutações no sangue.

Para detectar se há algum tipo de trombofilia, o médico deve pedir uma complexa investigação laboratorial.

Segundo o Dr. Antonio Braga, existem tratamentos eficazes caso haja o desenvolvimento de trombofilias. O ideal é que o médico que acompanha a mamãe fique atento a qualquer sinal e assim que detectado o problema, encaminhe-a para um hematologista ou reumatologista.”

 

Saiba sobre diabetes gestacional.

 

Fonte: http://www.guiadobebe.com.br/o-que-e-trombofilia/

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A gente testou

O que levar na mala de viagem da criança?

Oi, papais e mamães.

Vocês vão viajar? Vão à casa de familiares ou mesmo têm alguma necessidade profissional e precisam levar seu filho com vocês?

Mas, como arrumar a mala dele? Que itens não podemos nos esquecer de levar de maneira alguma?

Resolvi compartilhar a última listinha de itens para a mala que fiz com meus filhos para orientar vocês. Nunca se esqueçam que as quantidades de cada objeto são proporcionais ao clima do lugar e a quantidade de dias que vocês estarão por lá.

Além disso, se você for ficar em um local que dispõe de uma máquina de lavar, isso também influencia, pois poderá levar menos peças de roupa com você, o que pesa menos na mala.

Uni a lista pra 2 idades diferentes: bebê e criança.

Neste caso, é só ver quais das indicações se adapta a sua realidade, certo?

 

Bebê (0 a 2 anos) e Criança

       Roupas:

  • Body
  • Blusa manga curta
  • Blusa manga comprida
  • Cueca / calcinha
  • Camiseta
  • Calça
  • Calça jeans
  • Short / bermuda
  • Vestido
  • Macacão
  • Pijama
  • Casaco
  • Babador
  • Meia
  • Sapato / chinelo / sandália
  • Gorro
  • Luva
  • Sunga / biquíni
  • Fralda de piscina
  • Roupa de proteção UV           

         

        Higiene:

  • Fraldas descartáveis
  • Lenço umedecido
  • Pomada
  • Sabonete
  • Shampoo / condicionador
  • Creme para cachos
  • Pente / escova de cabelo
  • Escova de dente
  • Creme dental
  • Perfume
  • Álcool 70o
  • Algodão
  • Cotonete
  • Cortador de unha
  • Saco de lixo                                                                                                                                                                                       

       Itens pessoais:

  • Manta
  • Lençol
  • Toalha
  • Travesseiro
  • Cueiro
  • Fraldas de pano (fralda de boca)
  • Chupeta
  • Copo / mamadeira
  • Leite / pote para armazenar o leite
  • Garrafa de água
  • Prato
  • Colher
  • Garfo / faca
  • Pote térmico
  • Certidão de nascimento / identidade             

     Acessórios:

  • Colar / pulseira /
  • Óculos
  • Pulseira de identificação
  • Boné / chapéu
  • batom           

     Farmacinha:

  • Remédios (pedir a lista ao pediatra)
  • Band-aid
  • Termômetro
  • Soro + seringa
  • Aspirador nasal
  • Nebulizador
  • Repelente
  • Protetor solar
  • Receitas com as dosagens dos remédios             

     

     Outros:

  • Cadeira de alimentação portátil
  • Carrinho
  • Brinquedos
  • “Canguru”
  • Naninha
  • Mosquiteiro
  • Carteira de vacinação
  • Tablet

 

Existe mais alguma coisa que você costuma levar e que não está nesta lista?
Escreve para gente, que aumentaremos a nossa listinha também.

Com carinho,

Nana.

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Questão de saúde

Fases no desenvolvimento da linguagem

Quem é pai e mãe de um bebezinho já notou que o choro dele é a primeira 
manifestação de comunicação com o mundo. De acordo com a intensidade, entonação 
ou tipo de choro, ele tenta manifestar algo: fome, sono, dor, irritação, nervoso, enfim.

Ao redor dos 4 meses de idade, aquele bebê fofo já começa a balbuciar, isso 
significa que ele já é capaz de emitir diferentes sons com os órgãos que participam da 
produção do som.

Desta idade até os 3 anos, é o período mais importante na aquisição de 
linguagem que é a base para todo o desenvolvimento infantil.

Caso você observe que a criança, nesta idade apresenta pouco contato verbal, 
utiliza mais gestos, choros e comportamentos para se comunicar do que palavras, isso 
pode ser um alerta para algum atraso no desenvolvimento da fala, e, por isso, o ideal é 
que busque a orientação e tratamento de um profissional de fonoaudiologia para auxiliar
no processo de aquisição de linguagem.

Para ajudar aos papais sobre o desenvolvimento da linguagem infantil, segue 
uma tabela elaborada pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia que faz a referência 
entre a idade e o que se espera que a criança deve produzir em cada época.

Agora, vale dizer que esta tabela serve como um referencial. Caso o seu filho não esteja dentro dos parâmetros sugeridos, não se desespere. Aguarde o tempo de desenvolvimento da criança e, caso você note algo bem diferente dentro do que ele já deveria estar produzindo, procure a ajuda de um fonoaudiólogo.

 

Desenvolvimento da Linguagem:

1 a 3 meses – Comunica-se com o meio basicamente através de variações na entonação 
do choro e dos sons emitidos. Chora, emite alguns sons e dá gargalhadas. Sorri quando 
alguém fala de frente para ela.

4 a 6 meses – Grita, emite alguns sons como se conversasse e imita sua voz. Presta a 
atenção quando alguém está falando e vocaliza.

7 a 11 meses – Emite alguns sons. Repete palavras simples. Bate palmas, aponta o que 
quer e dá “tchau”.

12 meses – Fala as primeiras palavras e imita a ação de outras pessoas. Aumenta a 
interação verbal através do balbucio e de palavras simples. Identifica o próprio nome 
quando a chama. Entende ordens simples como “dar tchau”, “mandar beijo” e “bater 
palmas”.

18 meses – Está apta a se comunicar formando frases curtas de 2 ou 3 palavras.

2 anos – Tem cerca de 300 palavras em seu vocabulário. Compreende e emite frases 
simples. Pergunta nomes e funções.

3 anos – É possível entender tudo o que a criança fala, no entanto há erros gramaticais.

4 anos – Inventa histórias. Entende regras e jogos simples.

5 anos – Fala frases completas corretamente. Fala corretamente todos os sons da língua.

 

Espero que tenha ajudado a todos.

Com carinho,

Nana.

Fonte: CREFONO6 (Conselho Regional de Fonoaudiologia – 6ª Região)

 

Se quiser saber sobre o desenvolvimento de bebê mês a mês, clique aqui.

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Chegou ao mundo Crianças (a partir de 2 anos)

Sexualidade infantil: como lidar?

Ao ouvir ou ler sobre sexualidade infantil, surgem muitas dúvidas, perguntas, mitos ou medos.

Afinal, apesar de estarmos em pleno século XXI e com um desenvolvimento tecnológico inimaginável, com avanços surpreendentes na ciência e cada vez mais liberdades ideológicas, o assunto da sexualidade infantil ainda apresenta desafios aos pais.

Ao falar deste tema, não nos restringimos apenas a sexualidade genital. A sexualidade ou libido surge desde o momento do nascimento. A primeira coisa que os pais devem aceitar é a de que o seu filho aproveita a sua sexualidade desde o momento que nasce.

A criança busca a satisfação de seus desejos por meio de certas partes sensíveis do seu corpo. O prazer obtido por elas está diretamente relacionado com as necessidades básicas da criança: ou seja, a sensibilidade das diferentes partes do seu corpo depende do nível de desenvolvimento em que a criança se encontra.

A sensibilidade do seu corpo

 

  • Boca: A primeira parte do corpo que uma criança gosta de estimular é a boca. No primeiro momento, ela recebe o estímulo por uma necessidade básica de alimentar-se e depois busca estes estímulos não somente pelo alimento mas porque mesmo sem o interesse do alimento, ela sente prazer. Por isso é tão comum vermos os bebês colocarem o dedo, a chupeta, os brinquedos ou panos na boca.
  • Ânus: A segunda parte do corpo muito sensível é o ânus. Quando a criança está na época do controle do esfíncter , ou seja, no desfralde, adquire maior controle sobre o corpo e pode decidir quando reter e quando expulsar as fezes. Ao ter este controle, estimula esta parte do corpo e descobre o prazer nesta região. Por isso, muitas vezes, a criança resiste em ir ao banheiro pra evacuar, mesmo que sinta vontade, porque ao adiar este momento, prolonga a sensação de prazer.
  • Genitais: Aos três anos, ao manipular objetos ou ao realizar atividades como tomar banho, a criança descobre acidentalmente sensações prazerosas, como roçar seus genitais. Logo voltará a repetir mas agora com a intenção de proporcionar a si próprio o prazer novamente. Assim, com o caráter agradável destas novas sensações, a criança aprende a controlar e coordenar suas ações de tal forma que produzam sensações específicas que ela busca ao estimular-se com as mãos ou usando outros objetos como animais de pelúcia ou móveis.Os genitais são a terceira parte do corpo que adquirem grande sensibilidade. Isto não significa que antes não é prazeroso tocar neles, entretanto, ao poder estimulá-los com maior liberdade, graças ao seu melhor controle dos movimentos, o prazer genital chega ao seu ápice.

                                                                                                 Corpo alheio

            Também é natural que a criança tenha a curiosidade pelo corpo do sexo contrário ao seu e o de seus pais, já que através do corpo alheio reconhece o seu próprio. Por isso é tão comum as brincadeiras sexuais, como por exemplo brincar de médico na idade da pré-escola.

Convém ficar atento a essas brincadeiras, já que eles ainda não têm a consciência dos perigos com que podem deparar-se. Ao introduzir objetos na vagina, no ânus ou simplesmente se machucarem ao realizar movimentos bruscos.

O importante é que reconheçamos a sexualidade de nossos filhos e entendamos como parte de um dos processos naturais da infância.

Nós, como pais, devemos observar o momento em que essa curiosidade natural da criança surgirá e tentarmos trata-la da maneira mais natural possível, evitando comentários com noções de que a sexualidade é algo pecaminoso ou recriminatório. Afinal, este momento faz parte do autoconhecimento infantil. Lembrem-se de que quanto mais “tabus” gerarmos sobre algum assunto, mais a criança passa a se interessar sobre, afinal tudo o que é desconhecido, chama a atenção deles.

Tentem tratar de modo natural, a partir do momento em que eles demandarem as perguntas / o interesse sobre o tema. E se vocês não se sentirem à vontade pra responder ou não souberem como fazer, procure um auxílio profissional com alguém que trate do assunto de forma objetiva e sem mistérios.

 

Nana.

 

Publicado originalmente em Bebé Momentum (Ano 8, número 89), texto de Montserrat Ferragut – Tradução e adaptação livres: Mãe Só Tem Uma. Os direitos Autorais no Brasil são regulamentados pela Lei 9.610. A violação destes direitos está prevista no artigo 184 do Código Penal. Este artigo pode ser publicado em outros sites, sem prévia autorização, desde que citando o autor e a fonte.

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A gente testou

Adesivo para aliviar a febre: funciona?

Conheci o adesivo “Be Koool” em um instagram de pessoas que fazem importações de produtos dos EUA para o Brasil e achei a proposta bem interessante.

A descrição do produto diz que se trata de um adesivo com objetivo de aliviar a febre, baixando a temperatura e melhorando o mal estar. Ele não possui nenhum tipo de medicamento. A proposta é que funcione como aquelas compressas que as mamães costumavam fazer para ajudar a baixar a temperatura dos bebês antigamente. Os locais de aplicação podem ser nas bochechas, pescoço ou testa da criança, podendo ficar até 8 horas colado na pele.

Pois bem, achei a proposta bem interessante e comprei logo duas caixas (cada uma vem com 4), porque se funcionasse já teria meu estoque. O valor médio de cada caixa é de 10 dólares, mas você pode encontrar mais barato se comprar o conjunto com 3 caixas.

Enfim, depois que chegou o “Be Koool”, estava ansiosa para testá-lo, mas não muito, afinal, meu filho teria que estar com febre, o que não é nada legal. Daí, quando calhou um momento em que ele estava febril, peguei o adesivo e li as instruções para usá-lo.

Achei que colar na testa seria meio complicado, porque ele poderia querer retirar com facilidade. Então, resolvemos colar na nuca em um momento de distração dele.

Ficamos cheio de expectativa de que ele reduziria a febre de forma significativa, porém não vimos nenhum efeito aparente. Aguardamos uma segunda oportunidade em que ele estivesse com febre para agora usar na testa, afinal, vai que o lugar que havíamos colado antes não tinha ajudado??
Testamos mais 2 vezes em momentos diferentes e, por aqui, o adesivo não funcionou.
Então, dando a minha opinião, acho melhor investir no método tradicional de colocar uma compressa com toalha úmida na cabeça do seu filhote que costuma surtir mais efeito, além de ser mais econômica que o adesivo e auxiliar bem mais a regular a febre.

Lembrando a todos que este é apenas um método paliativo para ajudar a regular a temperatura e que em caso de febre, o ideal é consultar um médico (ou emergência) para que possa averiguar o motivo dela e receitar o medicamento adequado para a criança.

E você? Já usou o adesivo também?

Beijos carinhosos,

Nana

 

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Expectativas Maternas

Carta para uma mulher grávida

            Querida mamãe, e te chamo de mamãe porque ainda que o seu bebê não tenha nascido, você já é mãe. Já sente isso, não é? Não é verdade que você já se sente mãe desde o momento que descobriu que estava grávida?
            Você está preparada para amar alguém mais do que jamais imaginou que seria capaz? Mais do que a sua própria vida?
            Você está, eu sei que está. 
            Mas calma, porque este sentimento não nasce assim que o filho chega ao mundo para todas as mulheres. 
            Tudo bem se nas primeiras semanas você não se reconhecer ou se todos ao seu redor estiverem celebrando a chegada do bebê e você não esteja no mesmo clima. Não se sinta culpada: isso se chama puerpério. 
            O que? Ninguém te falou sobre isso? Como eu entendo você! Pra mim também ninguém me falou sobre ele. Eu mesma não havia me dado conta dele mesmo sendo pediatra. A verdade é que fiquei muito aborrecida quando entendi o que era o puerpério, sabia?  
            Fiquei chateada comigo mesma por não ter reconhecido nas tantas pacientes que passaram diante dos meus olhos antes de que eu fosse mãe. Fiquei triste com as minhas amigas, minha família, com meus professores e até com o mundo. Por que ninguém me falou sobre isso?? Eu só queria gritar!
            Afinal, a mulher que eu via no espelho não era eu. Todos esperavam de mim alguns sentimentos e sorrisos que se negavam surgir em mim ainda. 
            Senti o escuro da solidão mesmo estando rodeada de gente feliz e com um bebê super saudável em meus braços. 
            Eu senti a dor física dos pontos que nunca imaginei que doessem daquela maneira, uma vez que o pior do parto já havia passado. 
            Até que um dia, acabada com a frustração e a negação de tudo isso, e com um bebê que só sabia mamar, mamar e mamar o dia inteiro, acabada por não conseguir dormir mais de duas horas seguidas e decepcionada com um marido que não o reconhecia, minha mãe entrou pela porta da minha casa, secou cada uma das minhas lágrimas e me disse: “Isso é o puerpério. São quinze dias. Vai passar, minha filha, vai passar. Te prometo”.  E ela não errou, porque passou. Ele se foi e eu voltei a ser o que eu era.
             Assim, querida mamãe, quando seu filho nascer, se você entrar nesse túnel escuro do puerpério, não sofra. Não sofra porque isso é normal. Os níveis de estrogênio e progesterona cairão bruscamente e este será o motivo de sua inquietação. 
            Preste atenção: não faça muitas perguntas. Não desconte no seu parceiro, na sua família, o problema não está neles. Não pense muito. 
            Preocupe-se apenas em recuperar-se o quanto antes. Consulte um médico se estiver sentindo dor, porque ninguém deve sentir dor. Afinal hoje em dia há remédios para quase todas as dores. E se você estiver amamentando, fale com o pediatras. Existem remédios que podem ser tomados nesta época. Por favor, não sinta dor física. 
            A dor emocional se vai, sozinha. E irá porque assim é a nossa natureza feminina. Em menos de um mês ela já terá ido. Mas se passar de um mês e você piorar, se a angústia continuar escurecendo os seus dias, se a tristeza, a falta de energia, a apatia forem tão grandes que você não se sente capaz de cuidar nem mesmo de você mesma, converse com o pediatra ou o seu ginecologista, pois você pode estar passando por uma depressão pós-parto e isso já não é normal. 
            Assim que você superar o primeiro mês (porque a sensação é de superação mesmo), você descobrirá o maravilhoso e apaixonante mundo da maternidade e fará as pazes com esses primeiros dias tão escuros e difíceis. 
            Você vai desejar estar com o seu filho o tempo todo e voltará a ver o seu marido como aquele homem pelo qual você se apaixonou um dia e resolveu formar uma família. 
            Há uns dias, durante uma entrevista, me perguntaram: “O que você diria a uma mãe preocupada, agoniada e estressada e que só consegue ver a maternidade como uma montanha difícil de ser escalada?” 
            Eu respondi: Que de fato é uma montanha, mas uma montanha às vezes íngrime, às vezes fria, porque o inverno chegou e talvez você não tenha levado a roupa adequada, mas que ela pense que essa montanha tem uma ladeira linda repleta de flores na primavera e que ela poderá aproveitar de seus cheiros e cores e que, sem dúvida nenhuma, será uma montanha maravilhosa e impossível de repetir. Eu diria que ela deve viver essa experiência. Vivê-la intensamente! E diria também que ela estará a ponto de realizar a viagem mais apaixonante da vida e sem direito a bilhete de volta. 
            Aproveite-a! Viva-a! Sinta-a!
 
 Nana.
Publicado originalmente em luciamipediatra.com. Texto de Lucía Bertrand.  Tradução e adaptação livres: Mãe Só Tem Uma. Os direitos Autorais no Brasil são regulamentados pela Lei 9.610. A violação destes direitos está prevista no artigo 184 do Código Penal. Este artigo pode ser publicado em outros sites, sem prévia autorização, desde que citando o autor e a fonte.