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Bebê – 0 a 12 meses Chegou ao mundo

Teoria da Extero Gestação

Quem nunca ouviu alguém dizer que o bebê de dias está manhoso, chora muito e só quer colo? E quando a mãe ou o pai decidem acolher esse bebê, alguém da família, a própria mãe dos recém pais, a avó, a tia, falam que estão acostumando mal esse bebê e que ele ficará manhoso?

Eu já ouvi muito isso e ainda ouço com frequência. A ideia de que um bebê de dias, que não está entendendo que está não está mais dentro da barriga da sua mãe, está tentando manipular os pais é comum. As pessoas não param para ler sobre a questão biológica do ser humano, como nos reproduzimos, nascemos, nos desenvolvemos. Nós repetimos muitos achismos por aí e assim, vamos de geração em geração reproduzindo falsas verdades.

O antropólogo inglês Ashley Montagu construiu a teoria de que os seres humanos, precisariam de pelo menos mais três meses (4º trimestre) de gestação para terminar o seu desenvolvimento, mas por impossibilidade física (seríamos grandes demais para nascermos), passamos esses três meses nos desenvolvendo fora do útero materno, mas precisando de cuidados especiais, e se pudermos manter o clima do útero ajudará bastante ao bebê.

Hoje, sabe-se que o homem é o mamífero que nasce mais dependente comparando com bebês cães, bezerros, girafas que andam com horas de nascidos. O pediatra americano Harvey Karp foi o responsável pela ampla divulgação da teoria da externo gestação, e nos dá dicas de como simular algumas situações que irão dar para o bebê a sensação de estar no aconchego do ventre da mãe.

Abaixo iremos dar 5 dicas de como simular o útero da mãe e fazer com que o bebê se sinta aconchegado, como se estivesse na barriga de sua genitora.

  1. Faça sons parecido com o útero: secador, ruído branco, aspirador de pó, shiii (com a boca);

  2. Embrulhe o bebê e deixe-o mais seguro: faça charutinho com o cueiro;

  3. Faça um ninho para o bebê: rolinhos, almofadas, moisés;

  4. Dê colo e acolha o bebê: o sling ajuda e a amamentação em livre demanda também;

  5. Dê banho de balde no bebê: ofurô.

 

Por isso, quando alguém vier dar algum pitaco sobre você tentar acolher seu bebê de dias ou poucos meses, ouça sua intuição materna ou paterna e lembre-se, ele ainda não entendeu que está fora do útero, ele ainda não entende que é um ser separado da mãe dele. Ele precisa de cuidados, carinho, colo, atenção, peito, sentir o cheiro de quem o carregou por 9 meses e ouvir as batidas do coração dela para se acalmar.

 

Com carinho,

Lilica.

 

 

 

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Expectativas Maternas

Puerpério: sim, é possível sentir falta!

Diario do pai
Data Paternofilial 255.9
Terça-feira, eram 3 da manhã. Data paterna 246, começa a contagem de vida do meu filho, agora data paternofilial 246.1. O susto tinha passado. Minha esposa dormia na maca ao meu lado, logo após um parto complicado, logo após o susto que tive… apenas a via dormir… Mas no quarto faltava alguém. Não tinha a cama que mais esperávamos. Não tinha exatamente aquele que esperavamos desde a data paterna 01. Fiz a coisa mais difícil neste dia, a exatas 2h antes… leva-lo e interna-lo no CTI Neo Natal… nem pestanejei quando a médica sugeriu e agarrei com afinco que esta era a melhor decisão. E era. E foi. Aliás, a pior parte foi dar a notícia para minha esposa quando ela acordou.
Não, não vou falar da condição dele, foi mais um ato preventivo que qualquer outra coisa e isso é algo que condiz a família apenas. Portanto, ao encontrar uma família que o mesmo tenha ocorrido, segure a onda e não pergunte, se a família quiser te falar sobre, falará. Não tente falar do assunto, não tente encontrar justificativa (sempre parece crítica negativa a escolha dos partureintes… sério, sempre), fale apenas de força, se passou por situação parecida, fale da melhora, mas não force. Repetindo, apenas fale de força, fale de melhoras e nada mais. Neste momento, os parturientes só querem abraços e fim.
Mas esta introdução é apenas para relatar uma coisa: “Puerpério! Sim, é possível sentir falta!”.
Eu sei que o puerpério é uma fase complicada, mãe e bebê se adaptando, pai se adaptando a ambos (quando o faz), ninguém dorme, cólicas, dificuldade na amamentação, desespero total, a lista é grande e não quero romantizar nunca esta fase, ela é um caos regado de amor e desespero. Mas antes de dizer que ninguém sente falta do puerpério, eu e minha esposa hoje estamos ensandecidos para que o mesmo aconteça, afinal, ninguém merece os dramas do CTI que relato abaixo:
1- bebê no CTI, primeiro contato, ele está em uma incubadora, com tubos e mais tubos inseridos em um braço, um sistema de monitoramento que observa parâmetros corporais que realmente variam e apitam o tempo inteiro. No nosso caso, ainda tem um respirador no nariz. Você o vê por uma base de acrílico colocando apenas suas mãos no bebê sem poder colocá-lo no aconchego do colo. Não ainda. E quando tem esta autorização… o trabalho de tira-lo é tão grande devido aos tubos, que você não quer devolvê-lo para a caixa quente opressora. Então você começa a torcer que o respirador saia logo e facilite sua vida.
2- o primeiro banho não é seu. Nem a maioria das trocas de fraldas. Quando vão fazer algum procedimento ou revisão do bebê, você não pode ficar do lado. O resto do dia pode.
3- enquanto não sai o respirador do nariz, nada de amamentar. Vários bebês então se alimentam apenas de sonda, enquanto não tiram o respirador. Mas vai lá, a mãe é incentivada a ordenha para que seu colostro e leite fortaleça o bebê.
4- o local é desconfortável para os pais, por mais que as cadeiras sejam confortáveis. Passar o dia lá é mentalmente desgastante, desesperador, cansativo, mesmo que você faça nada, você fica totalmente esgotado.
5- a mãe tem alta, você pega na mão dela a noite e a leva para casa, quase a força, quase no papel do cara monstruoso que a está levando para longe da criança dela, mas porque você sabe que se ela não descansar, será pior.
6- no carro, o bebê conforto está vazio. Você o cobre com um pano para fingir que não a vê ali no fundo.
7- em casa você não dorme no quarto, pois o berço dorme vazio. Seu sono não vem, pois você não quer sair do lado da incubadora.
8- a noite é toda interrompida devido a dores e remédios do pós-parto. Ai você recorda, o bebê não está ali para reforçar que valeu a pena.
9- controlar para quem você fala a situação, dar notícias todo dia e controlar as visitações limitadas.
10- você saber o que seu filho precisa (ele ta com cólica por exemplo) e não poder fazer nada, pois ele está sobre controle rigoroso médico.
11- dia seguinte você volta ao hospital, e a rotina se repete.
Portanto, a única coisa que sentimos falta neste momento é o santo puerpério infernal. Adoraria passar noites em claro com o bebê chorando em casa e não em um esquife quente de acrílico.
Mas tem um alento nesta rotina malévola. Cada dia era uma melhora. Cada dia era uma comemoração. Cada dia você pensa que está mais próximo da alta. Mas a noite, ir para casa era um chute da realidade, pelo menos mais fraco, pois cada melhora era uma injeção de ânimo na esperança.
Por fim, não me dei ao luxo de chorar, este texto é meu choro. Apenas sei que não desejo isso a nenhum pai/mãe. Somente pior que este quadro seria a criança não viver. Repito isso na minha cabeça todo dia para aliviar a dor. Em breve ele estará em casa acabando com meu sono.
Meu próximo texto será sobre a importância do pai no pós-parto, exatamente com minha experiência no CTI. Espero que gostem.
Tulio Queto
É pai e escreve no blog http://jornadapai.blogspot.com.br/
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Bebê – 0 a 12 meses Chegou ao mundo

Visitando um recém-nascido: regras de ouro

Sua amiga, parente ou conhecida está grávida e em breve terá um lindo bebezinho, e você não resiste a esses encontros? Que legal! Afinal, celebrar a chegada de um bebê é realmente encantador. Ainda mais quando podemos ver aquelas fofurinhas assim que nascem.

Só que para evitar algumas gafes, vergonhas e incômodos, principalmente se você nunca foi pai/mãe, vale a pena dar uma olhada nessas regrinhas antes de sair de casa. E se vocês, futuros papais, quiserem evitar constragimento, vale mostrar esse texto para os familiares e amigos ou falar sobre o que desejam ou não que aconteçam nesse início, que é um período de adaptação da família que acaba de se formar.

  1. Visitar ou não?

Antes de sair de casa para ir à maternidade ou à casa, sonde com a família se eles desejam receber visitas. Nem sempre eles estão preparados para recebê-las neste início. Por isso, não fique triste se os pais se recusarem. Com certeza, em outro momento, você será muito bem-vindo e sua presença será igualmente especial.

  1. Na maternidade ou em casa?

Se a família disser que aceita a visita, veja o que é melhor com ela: se na maternidade ou em casa. Isso porque apesar de na maternidade a mamãe ter mais apoio de enfermeiras, muitos amigos podem ter a mesma ideia de visitá-la lá e o “descanso” que a mamãe teria, pode não acontecer devido ao grande “entra e sai” de pessoas. Desta maneira, receber em casa daria tempo de organizar melhor a quantidade de visitas. Por outro lado, muitas mães preferem evitar receber os amigos em casa, porque ainda não sabem como se adaptarão a nova rotina com o recém-nascido. Além do que, receber visitas em sua casa pode acabar estendendo a duração do encontro, pois os visitantes podem ficar se sentindo mais à vontade do que em um hospital, e isso pode gerar uma preocupação a mais para os papais quanto aos cuidados da casa ou o que servir pros amigos.

  1. Melhor horário?

Em especial para quem recebe a visita em casa: SEMPRE ligue antes para saber que horário é melhor, de forma que não atrapalhe a rotina do bebê e da mamãe. De preferência, vá até a casa da família evitando os horários de almoço e janta.

  1. Quanto tempo de visita?

Gente, bom senso sempre é o ideal. Uma visita não deve passar de 15 a 30 minutos, afinal, este não é o momento pra botar a conversa em dia, e sim demonstrar carinho pela família, é a famosa “visita de médico”. Evite o constrangimento da nova família ter de pedir pra que você se retire pois precisa descansar. Em especial, se foi um parto desgastante como o normal.

  1. Quero visitar, mas não devo se…
  • Primeiramente, se você estiver doente ou resfriado, afinal, ninguém quer que o recém-nascido se contamine com viroses assim que nascer. Seu corpo ainda é muito frágil e sem imunidades suficientes.
  • Acabou de fumar. Não há nada mais incômodo do que receber pessoas que estão com cheiro de cigarro e ainda querem tocar no bebê. Aguarde a vontade de fumar pra depois da visita. É mais prudente e higiênico.
  • Estiver muito perfumado. Os médicos não indicam o uso de perfumes para as pessoas que terão contato com o RN, afinal seu olfato ainda é muito delicado e sensível.
  1. Posso levar meu filho pequeno para visitar o bebê?

Mesma regra do tempo de visita, bom senso é a resposta. Se você conhece bem o seu filho e sabe que ele vai se comportar super bem neste curto período, ótimo. Agora se você acha que ele fará escândalos, barulhos ou que vai querer ficar mexendo na bebê, evite levá-lo. Dessa maneira você pode evitar que os novos papais passem por uma saia justa ao desejar que o encontro acabe antes do tempo.

  1. Mãos limpas: sempre!

            Independente se os pais vão oferecer a criança para que você a segure, ao chegar para visitar, lave SEMPRE as mãos. Se não tiver como lavá-la, use um álcool gel para “quebrar um galho”. E se você estiver o dia inteiro com a roupa usada (e suja, claro), escolha um outro momento que você acabou de tomar banho pra fazer a visita.

  1. É bom ir embora quando…
  • A mamãe for amamentar o bebê. Este momento de conexão entre os dois é importante que ocorra em um ambiente calmo e sem falatório. Especialmente nas primeiras vezes em que mãe e RN estão se adaptando um ao outro.
  • Os médicos ou enfermeiras chegarem. Em geral, neste momento eles querem saber ou passar informações aos papais ou realizar procedimentos mais íntimos com a mamãe (como ver se o seio está produzindo colostro ou ver os pontos da cirurgia) ou orientarão sobre algum procedimento a ser realizado com o bebezinho. Os papais precisam se concentrar nestas situações para os novos ensinamentos.
  1. Eu não devo…
  • Acordar o bebê. Acho que nem preciso explicar o porquê, né? Mas sempre tem uma tia, uma amiga ou aquela pessoa sem noção que sai mexendo na criança que tá dormindo e se adaptando a nova realidade pós-útero.
  • Pegar o bebê no colo, a não ser que os pais o ofereçam. Existem pais que não se incomodam que o bebezinho rode de colo em colo, mesmo depois de horas de nascido. Já outros preferem deixar o bebê descansando mais sossegado, mexendo nele o mínimo possível. Por isso, se ninguém o ofereceu a você, resista a vontade de tocar na fofurinha.
  • Tirar foto do bebê e postar na internet sem o consentimento dos pais. Novamente, pergunte aos pais se eles se incomodam que fotografe o bebê (sem flash, por favor!) e, principalmente, que poste nas redes sociais. Pergunte antes, afinal, você pode, sem querer, gerar um desgaste desnecessário.
  • Pegar nas mãos ou beijar o bebê. Não, você não deve mesmo! Eles estão com o sistema imunológico muito simples pra correr o risco de terem contato com a quantidade de vírus e bactérias que você, adulto, teve contato ao longo do dia.
  • Dar palpites e opiniões. Não é porque você fez assim ou assado há 10, 15 anos atrás, que seja o ideal. A nova mamãe provavelmente está com muitas inseguranças para ficar ouvindo pitacos do tipo: “esse bebê tá com jeito de ter fome”, “dá logo mamadeira pra ele” ou “você está mal acostumando o bebê no colo direto”.
  1. Eu posso/devo…
  • Levar uma lembrancinha. Você não é obrigado a levar nada. Mas é sempre de bom tom e delicado presentear o recém-nascido ou seus pais com algum presentinho ou flores, por exemplo.
  • Levar uma lembrancinha para outros filhos da família, caso haja. Em especial se for criança pequena. É comum nos esquecermos dos filhos maiores, no afã de ver o bebê que acabou de chegar. É uma gentileza levar qualquer lembrancinha (simples mesmo), afinal você evita até ocasionais ciúmes do mais velho com o mais novo (porque agora ele já não é mais o centro das atenções na casa).
  • Levar comida/ ajudar nos cuidados da casa. Essa é pra quem é bem íntimo mesmo. Se você se sentir à vontade e a família também, ajudar a lavar uma louça, levar uma comida congelada, frutas ou ajudar em algum cuidado doméstico, será uma baita auxílio pros novos papais. É claro, se a família não se ofender.

Essas regrinhas ajudarão demais tanto aos novos papais, como aos familiares e amigos na hora da visita e, com certeza, eles se sentirão muito especiais e amados por receberem a sua presença nesta fase tão deliciosa (e desgastante) de suas vidas.

Com carinho,

Nana.

 

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7 Dicas valiosas para os primeiros dias do bebê em casa

Mamães, quando eu tinha um bebê de quase 4 meses, eu escrevi para vocês algumas dicas que, para mim foram muito valiosas e realmente me ajudaram a passar por esse momento tão delicado e difícil de nossas vidas que é a chegada à casa com o seu bebê, sem a ajuda das enfermeiras e médicos do hospital.

1- Você vai precisar de ajuda!

Você não é super heroína e mesmo que tenha ajuda do seu marido/namorado/companheiro vocês não irão dar conta sozinhos de tudo, então aceite ajuda. Pode ser de uma vizinha, de uma amiga, da mãe, sogra, ou contratar alguém mesmo. Não estou falando sobre arrumar a casa, mas itens básicos de sobrevivência como comer, dormir, ir ao banheiro e tomar banho. Me lembro que os primeiros 15 dias foram os piores!

2- É bom ouvir conselhos mas filtre-os.

Conselho se fosse bom ninguém dava vendia, né? Pois é… O que funcionou para um, pode não funcionar para outros, então escute os conselhos com parcimônia, filtre o que achar desnecessário ou te agrida. Você não precisa passar por nada que não queira, sem contar que ficamos muito sensíveis, então um conselho mal dado, as vezes atrapalha mais do que ajuda.

3- Tenha alguém de confiança para conversar e desabafar.

Nos quinze primeiros dias de vida do meu filho, eu chorei todos os dias, as vezes mais de uma vez por dia. Simplesmente não tinha motivo, ele era saudável, mamava bem, não tive problema de pega, nem com o bico do peito, tudo estava nos conformes, mas eu me sentia muito frágil, insegura, sensível mesmo. Então tenha alguém com que você possa conversar, possa ter um ombro amigo, muitas vezes o que mais precisamos é ser ouvida.

4- Escolha um bom pediatra e confie nele.

Eu engravidei junto com a minha irmã, tínhamos 15 dias de diferença e o que mais me chamou atenção foi as diferenças de pensamentos e atitudes de nossos médicos obstetras. A minha passava ultrassonografia todos os meses, o dela não, a minha pediu para tomar vacina no final da gestação, o dela não, e assim percebemos diferenças durante todo o pré-natal. A mesma coisa está acontecendo com o pediatra: o meu indica clínica particular para vacinar com determinadas vacinas, o dela não, o meu passou vitamina, o dela não. Então, se você ficar comparando o que o pediatra da sua filha/o faz em relação ao dos colegas e parentes você irá surtar. Escolha um pediatra bom, de referencia e confie bastante nele, isso irá te confortar e fará você se sentir segura em diversos momentos em que divergir dos outros.

5- Descanse sempre que possível.

Você já deve ter ouvido muito isso, principalmente se está grávida. Eu ouvi de diversas pessoas: “durma quando ele dormir”. Como meu filho nasceu trocando a noite pelo dia e nos primeiros dias eu me senti exausta com a nova rotina, eu literalmente fiz isso. Quando ele dormia, eu e meu marido (que tirou férias para me ajudar) dormíamos. Eu simplesmente deixava a casa do jeito que estava, muitas vezes trocava a comida pelo sono. Como tive ajuda da minha sogra, da minha mãe e também de uma faxineira que vinha duas vezes na semana, elas se revezavam para estar conosco, traziam comida, lavavam a louça, traziam frutas, biscoitos. Não adianta sua casa está em ordem se na hora de amamentar ou ficar acordada a noite você não ter energia e paciência com esse serzinho que chegou ao mundo. Mesmo que você não tenha ajuda nenhuma, deixe tudo para lá e vá descansar, nem que seja uma parte do dia, pois recém-nascidos costumam dormir muito.

6- Saiba falar NÃO as visitas

Cada um reage de um jeito em relação a receber ou não visitas em casa. Eu e meu marido particularmente não quisemos. Estávamos no nosso primeiro filho e dentro de um mês iríamos nos mudar (imaginem o estado da casa!). Além disso, Antonio nasceu trocando o dia pela noite e teve muita cólica e gases a partir dos 15 dias de vida. Então optamos por não recebermos visitas em casa no primeiro momento, mas mesmo não convidando, muitas pessoas se ofereciam para visita-lo, as vezes já dizendo dia e hora. Ainda bem conseguimos dizer não, óbvio explicando os motivos e dizendo que assim que estivéssemos menos enrolados convidaríamos as pessoas. Quando nosso bebê completou 2 meses e meio nos sentimos mais confiantes, já na casa nova, mais ou menos organizada, começamos a receber as visitas e foi a melhor coisa que fizemos, pois tivemos privacidade e não tivemos que nos preocupar que roupa estávamos vestindo ou se a casa estava arrumada. As pessoas que foram antes desse período vieram para ajudar lavando louça, cozinhando, colocando roupa na corda, e não para fazer visita.

7 – Paciência na amamentação

Essa dica vai principalmente para as mães de primeira viagem. Calma! A amamentação não é fácil, é algo que requer paciência, perseverança e ajuda. Se você estiver insegura, mesmo com todas as dicas e ajuda que recebeu no hospital, não se acanhe em contratar uma pessoa (geralmente enfermeira) especializada em amamentação, ela vai te ajudar, te ensinar, te acalmar e você verá uma luz no fim do túnel. Se o bico do seio rachar, o leite demorar a descer, a pega estiver incorreta, tudo isso tem solução. Você só não pode se desesperar porque passará insegurança para o bebê e irá acabar cedendo ao leite industrializado e este não é o mais completo para o seu bebê, principalmente nos primeiros meses de vida.

Espero ter ajudado você,

Lilica.

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Desenvolvimento do bebê mês a mês

Depois que tive filho, fiquei curiosa para saber o que esperar de cada fase do bebê quanto ao seu desenvolvimento. Afinal, é muita expectativa durante os nove meses de gestação, não é? E nós, pais, ficamos loucos pelas novidades deles. Mas cuidado, não tente apressar os momentos deles. Cada fase nova é o aperfeiçoamento da anterior ou uma combinação de outras já aprendidas.
Pensando nisso, pesquisei um resuminho do que se pode esperar que eles façam mês a mês. Lembre-se que o desenvolvimento é individual e pode ser que o seu bebê não faça exatamente aquilo que está esperado, mas nem por isso desanime no incentivo ao filhote.

            Bom, pra começar, é preciso que a gente compreenda que existem três grandes áreas de desenvolvimento infantil e que são: motor, cognitivo e emocional. Todas elas são interligadas, acontecem ao mesmo tempo e se influenciam entre si. Porém, em alguns momentos da vida, uma delas pode estar mais “ativa” do que a outra, entretanto as outras duas não deixaram de acontecer.

Cada etapa é predeterminada pelo incrível cérebro e ocorre, segundo o neurologista Luiz Celso Vilanova, “de acordo com a formação dos circuitos neurológicos, que é induzida pela mielina, uma substância branca e gordurosa que aos poucos recobre as células nervosas. Sua função é agilizar o tráfego de impulsos nervosos entre as células para ativar as sinapses, as conexões que permitem a comunicação entre os neurônios. “Quando isso acontece, os estímulos fazem diferença. Um neurônio pode fazer sinapses com outros dois se a criança não for estimulada. Se for, é capaz de se conectar com outros dez”.

E aí? Vamos lá?

     Recém – nascido:

  • Quando nasce, o bebê consegue distinguir luz e escuridão, assim ele vê você em preto e branco.
  • Ele já reage ao som humano, mas nem sempre é intencional. Porém, ele já consegue reagir melhor, depois de duas semanas, em especial, ao ouvir as vozes de seus pais.
  • O campo de visão deles é restrito a uma média de 25cm (a distância entre o rosto bebê e a mãe quando amamentam).

O seu choro vai demonstrando suas necessidades. Cada timbre e constância no choro servem pra dizer uma causa.

      1 mês:

  • Reage aos sons fortes com desaprovação e aos sons calmos com agrado.
  • Faz movimentos bruscos de reflexo com o corpo como mostra de excitação ou alegria.
  • Consegue seguir um objeto com os olhos.
  • Vocaliza quando estimulado ou quando se conversa com ele.

      2 meses

  • É muito sensível ao rosto humano e já fixa a sua atenção num rosto. O rosto dos pais, e principalmente da mãe, tem um grande poder de o acalmar.
  • Reage de forma diferente a um sorriso ou a uma gargalhada.
  • Reage com atenção e curiosidade ao mundo exterior, principalmente, aos sons.
  • Mostra interesse por determinados objetos. 

      3 meses

  • Ganha consciência do seu próprio corpo.
  • Começa a explorar o mundo com as mãos e leva tudo à boca (fase oral).
  • Reconhece as pessoas próximas a ele com sorriso.

       4 meses

  • Imita os sons que ouve.
  • É muito curioso com o mundo à sua volta e observa tudo com muita atenção.
  • Reconhece objetos e rotinas.
  • A descoberta do seu corpo continua e os pés são a nova atração.
  • Procura o objeto caído.

       5 meses

  • A capacidade de atenção maior e consegue entreter-se por mais tempo.
  • Usa o seu corpo, movimentos e sons, para chamar a atenção sobre si.

          6 meses

  • Ergue os braços para pedir colo.
  • Observa seu reflexo em um espelho e pensa tratar-se de outro bebê.
  • Pode “estranhar” algumas pessoas ou ficar tímido.
  • Já articula monossílabos como ‘ba’ ou ‘da’.

         7 meses

  • Começa a compreender o “não”.
  • Usa o seu corpo para atingir os seus objetivos e satisfazer a sua curiosidade. Por exemplo, movimentar-se para chegar a um brinquedo.
  • Desenvolve cada vez mais a habilidade de engatinhar.
  • Quando vê um objeto a desaparecer, procura-o. Já sabe que o objeto existe mesmo quando não o vê, desde que o tenha visto desaparecer.
  • Já brinca.

          8 meses

  • Desenvolve bastante a memória.
  • Desenvolve a noção de ausência e presença.
  • Busca objetos escondidos.
  • Reconhece o seu próprio nome quando o chamam.
  • Reconhece jogos, músicas e rimas familiares.
  • Produz sons como “ba-bá”, “pa-pá” ou “dá-dá”.

          9 meses

  • Desenvolve a coordenação motora e tenta se levantar.
  • Sabe que o objeto existe mesmo quando não o vê e, se você o esconder, vai procurá-lo.
  • Gosta de brinquedos com encaixe.

         10 meses

  • Interage com os livros.
  • Gosta de atirar objetos, para que as pessoas o procurem.
  • Consegue agarrar com mais firmeza.
  • Entende o conceito especial (aqui, ali, acima, abaixo).

     11 meses

  • Desenvolve o sentido de humor.
  • Procura de maneira consciente a atenção e reação dos adultos, fazendo graças.
  • Abana a cabeça para dizer que sim.
  • Algumas crianças já repetem algumas sílabas iniciais de palavras pequenas.

       12 meses

  • Ele interage de acordo com o que lhe é ensinado, como retribuir um beijo ou acenar.
  • Entende pequenos comandos como: “Cadê o seu brinquedo?
  • Reconhecer personagens de desenhos ou livros que lhe são expostos com frequência.
  • Busca a interação com as crianças/adultos para brincar.
  • Interesa-se por brincadeiras como a de se esconder.

 

Nana.

Se quiser saber sobre a fase de desenvolvimento da linguagem, clique aqui.

Fonte:

baseado e adaptado de http://www.maemequer.pt

Revista Crescer

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Primeiros cuidados com o recém-nascido

Assim que uma mãe dá a luz ao bebê, os pais deverão tomar alguns cuidados muito importantes com o recém-nascido. Para esclarecer as possíveis dúvidas, convidamos a querida pediatra Renata Fróes para auxiliar os nossos leitores.

Dentro das primeiras 24 h de vida, o bebê deverá ser examinado por um pediatra, e geralmente receberá alta da maternidade após 48 h, com orientações gerais quanto aos seus cuidados. Depois disso, é importante que retorne a uma consulta entre 7-15 dias de vida (período que pode variar com a necessidade do bebê). Neste retorno, o pediatra irá avaliar questões referentes à saúde do seu filho, como o ganho de peso; discutir tópicos importantes, como as fezes do bebê (sim, você ainda falará muito sobre elas!) e padrão de sono; rever técnica de amamentação; avaliar a possível presença de icterícia (que é aquele tom amarelado da pele e dos olhos do bebê, muito comum em recém-nascidos) e esclarecer possíveis dúvidas. Até lá, alguns pontos importantes devem ser checados:

  • Certifique-se de que as pessoas que te ajudarão nos cuidados com o bebê receberam a vacina dTpa (incluindo você, mamãe, que deve ter vacinado ainda na gestação). Esta vacina é importante para proteger seu filho da coqueluche, doença que tem voltado a acometer os pequenos, que serão vacinados apenas aos 2 meses de vida. Está disponível para as gestantes na rede pública, mas os papais e demais cuidadores deverão procurar a rede particular para recebê-la.
  • Teste do pezinho: importante para a detecção precoce de doenças, deve ser realizado entre 3 e 7 dias de vida.
  • Teste da orelhinha: pode ser realizado ainda na maternidade, ou logo após a alta.
  • Teste do olhinho (reflexo vermelho): na grande maioria das vezes, é realizado ainda na maternidade. Caso contrário, será feito na 1ª consulta com o pediatra.
  • Teste do coraçãozinho (teste de saturação): deve ser feito ainda na maternidade, entre 24 e 48h de vida. As principais maternidades já tornaram o teste uma rotina antes da alta, mas é sempre válido checar se foi feito

É importante saber que a chegada em casa é uma caixinha de novidades, e muitas dúvidas irão surgir. Por isso, é fundamental que você já tenha em mãos o contato do seu pediatra, para que possa “gritar” por ele caso sinta necessidade. Não hesite em fazer perguntas! Você deve esclarecer suas dúvidas para que a maternidade seja mais leve e segura.

Renata Fróes – Pediatra

CRM RJ 52-85 095-0

 

Quer saber mais informações sobre como cuidar do seu bebê nas primeiras semanas de vida? Leia aqui!

 

       Se quiser saber mais sobre a hora do banho, leia aqui!

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10 conselhos para as primeiras semanas de um recém nascido

Desde que o recém-nascido chega ao mundo, começa a sua nova carreira para aprender a ser mãe. Você viverá muitas emoções e experiências novas a cada minuto, e será fundamental que conte com alguns conhecimentos que facilitarão esta etapa e que surgem a partir da experiência de outras mães.

Para isso, fizemos um compilado com 10 dicas fundamentais para você encarar as primeiras cansativas semanas de adaptação com o bebê.

  1. Não tenha medo de perguntar ao médico tudo o que precisa saber e o que gere dúvidas ou inquietação.
  1. Abasteça o freezer: armazene comidas congeladas pré-elaboradas. Isso vai te ajudar muito na hora de preparar um almoço ou jantar.
  1. Guarde recordações: tenha à mão a máquina fotográfica/filmadora ou o celular (que hoje em dia substitui os dois). Os bebês crescem muito rápido e você não pode perder a oportunidade de guardar esses momentos para sempre.
  1. Não se esqueça de se organizar com os filhos mais velhos. Consiga alguém que possa levá-los para passear ou convidá-los a dormir. Você terá valiosos momentos de calma. Não tenha medo de pedir ajuda.
  1. Envolva o pai nas atividades – ensina-lhe tudo o que puder para te ajudar, assim, ele se sentirá mais próximo ao bebê e você mais descansada.
  1. Agrade-se: afinal, seu corpo e mente estarão passando por tantas mudanças nestes dias que será bom que tente relaxar um pouco quando conseguir ou fazer algo que você goste.
  1. Delivery: deixe guardado na agenda alguns telefones de comidas com entrega em domicílio. Cada momento que você puder economizar, será fundamental para aproveitar o bebê.
  1. Abra a sua mente: por mais que durante a gestação você tenha definido que é contra o uso da chupeta, por exemplo, se for necessário usá-la para acalmar o bebê, use-a. Nunca diga nunca!
  1. Aceite ajuda que te ofereçam, você vai precisar.

10. Organize as visitas: avise a família que na primeira semana você gostaria de ter um tempo em particular com o bebê. Afinal, ainda tem muito pra aprender e muito trabalho adiante. E tudo o que você não precisa é de visitas inesperadas, não é?

 

Fonte: Traduzido e adaptado de bebesencamino