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Expectativas Maternas

Autocuidado na maternidade

Quando nasce um filho, nasce una mãe. E eu arrisco a dizer que na maior parte do tempo ela fica em último plano. Ok, faz parte, principalmente nos primeiros meses ( que o bebê requer maior atenção). Mas essa situação de “abandono” da mulher não pode existir por muito tempo.
Apesar de carregarmos culpa de olharmos para nós, para nossas necessidades enquanto mulher, acredito que essa ação se torna essencial para darmos conta da maternidade de forma saudável para nós e nossos filhos.
Às vezes ficamos tanto tempo em segundo plano que já não sabemos mais o que gostamos fazer, o que nos traz alegria sem ser programas com filhos. PRECISAMOS olhar para nós e buscarmos o que podemos fazer por nós enquanto mulher e que nos traz satisfação, felicidade e prazer. Todas nós temos essa necessidade, mesmo que esteja guardada lá no fundo do baú…
O autocuidado não é algo grandioso e demorado. Sabemos que muitas mulheres não tem rede de apoio, a realidade pode ser bem dura com algumas de nós. Pois bem, o auto cuidado pode ser algo que fazemos por nós em 5-10 min diários ou até mesmo algum tempo semanal que conseguimos na soneca da tarde dos filhos, acordando 20 min mais cedo e tomando um café com calma, ler notícias do dia, ler 30 min ou ver um capítulo de série a noite após o filho pegar no sono. São tantas coisas que podemos fazer por nós!
Se temos rede de apoio, podemos buscar terapia, um exercício físico, meditação. Tudo isso é um carinho na alma e que traz um retorno tão grande para nós como pessoa, mulher e mãe.
Acredito que estando em dia com nossas necessidades (minimamente que seja), construímos mais paciência na maternidade, somos mães mais leves, menos estressada e no limite diário das atribuições que temos.
Por isso se priorize, se olhe, se cuide, se acolha enquanto mãe e mulher que também existe por traz da pessoa que só cuida dos outros e se doa constantemente.

Autoria: Elis de Andrade

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Bebê na barriga

Dicas para fazer o enxoval

Tem alguém aí está perdido com o enxoval?

Quando você começa a pensar na quantidade e possibilidades de roupas, tamanhos, utensílios, acessórios, fica sem saber por onde começar.

Então, a nossa orientação é: faça conta de qual estação do ano seu bebê nascerá. A partir daí,  invista nas peças RN e P, segundo o clima.

Você não precisa comprar tudo de uma vez. Compre o que vai usar nos 3 primeiros meses, assim,  foca no que realmente precisa sem ter que fazer um investimento inicial grande.

Caso não se importe que seu filho use roupas usadas (e na maior parte das vezes semi-novas), busque grupo de desapegos ou brechós modernos, pois eles vendem muitas peças bem conservadas ou até mesmo sem uso.

Evite comprar por impulso. Às vezes, olhamos coisinhas tão lindas e quando vamos ver, compramos peças demais ou coisa inúteis. Um bom exemplo são os sapatos para os recém-nascidos. Os pés são tão sensíveis, pequenos e molinhos que muitas vezes não usamos as dezenas de sapatinhos que compramos ou ainda ganhamos.

Faça uma tabela com as quantidades que você achar necessário para cada item, assim não irá se perder e comprar coisas só porque achou bonitinho. Conforme for comprando vá colocando ok ao lado do item na tabela.

Invista em peças coringas, como bodys e calça de moletom. Macacões de plush são bons para o inverno, principalmente quando os bebês são bem pequenos.

Compre pelo menos 6 peças de cada tipo de roupa: body, calça, macacão. Meias também são bastante usadas no começo, já que sapatos não são quase usados.

Algo muito útil são as fraldas de pano, pano de boca e cueiros (pode comprar pelo menos 4 de cada um). Mantas só vale investir em mais de 2 se você morar em lugar frio.

Vestidos cheios de detalhes, jardineiras, saias, bermudas jeans, podem estar no guarda-roupa a partir do sexto mês, pois o bebê já senta e começam a passear mais também.

Roupa de banho também pode ser adquirida a partir do sexto mês de vida do bebê. Observem também que muitas vezes compramos numerações pequenas de algumas peças e, no final, nunca usamos.

Lembrando que todas essas dicas são genéricas, caso você queira agora mais específico para o seu bebê, entre em contato conosco por email (blogmaesotemuma@gmail.com), pois criamos uma lista de enxoval personalizado de acordo com a sua realidade, do seu orçamento familiar e das características famíliares.

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Expectativas Maternas

Eu não amei assim que nasceu

Eu já ouvi de muitas mulheres que não sentiu todo o amor do mundo quando o filho nasceu. Geralmente a frase é um desabafo, dita com vergonha ou cautela pela mãe.
Falamos esse tipo de coisa para amiga muito íntima (que já teve filhos) e sussurrando… Pois junto com a frase vem a culpa. A culpa por não ter amado tão facilmente assim como muitas mulheres narram.
Isso é mais comum do que podemos imaginar! Afinal, o amor não é uma mágica instantânea e sim construído diariamente, dentro de uma relação.
A questão inicial que pretendo trazer para a reflexão hoje é essa cobrança social do amor de mãe ser infinito, incondicional, maior do mundo logo que ela pega seu bebê nos braços. Há uma grande romantização sobre o amor dos pais em geral, principalmente do amor materno.
Segundo a filósofa francesa Elisabeth Badinter, o amor materno é uma construção social histórica datada do século XVIII, na Europa. Anteriormente as mulheres delegavam as amas de leite a nutrição e os primeiros anos de cuidado com os bebês, estes, retornavam ao lar somente quando não usavam mais fraldas nem mamavam.
Isso significa que nem sempre todo esse amor de mãe existiu socialmente e sim, foi construído e dado importância em um período da história europeia. Gostaria de esclarecer que não estamos falando de instinto materno, algo ligado mais ao lado animal e físico da mulher: tentar proteger a cria, amamentar, alimentar e mantê-la viva, isso é comum da espécie dos animais (mamíferos) em geral.
Por essa razão, devemos entender que quando descobrimos a gestação e não sentimos o amor que todos falaram, quando nasce o seu filho e você não é tomada por todo amor do mundo materno, você não é uma aberração, uma péssima mãe.
Esse amor e vínculo, podem ser estimulados desde a gestação com conversas com a barriga, quando sentimos os primeiros chutes e começam as interações entre mãe e bebê, quando cantamos música para eles se acalmarem, mas o amor que irá florescer entre vocês vai vir com o tempo, com os cuidados diários, com os sorrisos, com as noites velando o sono do seu filho e não num piscar de olhos.
Por isso não se culpe, não se envergonhe, não se sinta mal… Repita para você “o amor é uma relação de construção e vamos fazer isso juntos!”.

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Crianças (a partir de 2 anos)

Óculos de sol para bebês e crianças

Mães e pais se preocupam muito em proteger a pele dos pequenos com protetores solares, mas costumam não dar a mesma importância para a proteção dos olhos. 

Os olhos dos bebês são mais sensíveis que os dos adultos à radiação ultravioleta, por isso, eles devem usar óculos de sol para prevenir futuros problemas oculares.

É difícil medir o dano nos olhos, pois o cristalino dos bebês, que exerce a função de filtro, ainda não se desenvolveu por completo e, antes do primeiro ano de vida, deixa passar 90% da radiação UVA e 50% da UVB, chegando diretamente à retina, podendo provocar danos a curto e longo prazo. 

Daí a importância de proteger os olhos do bebê com óculos de sol e também com um chapéu ou boné com a viseira, que cubra a região da testa e dos olhos. Não é preciso que sempre que for à rua use tudo isso, mas é recomendável sim, quando for à praia (a areia reflete até quinze por cento da radiação solar) ou à montanha. 

A partir de qual idade podem usar óculos de sol?

Nas crianças, os especialistas recomendam usar óculos de sol a partir dos seis meses de vida. 

Poucas pessoas sabem sobre os efeitos nocivos dos raios de sol sobre os olhos dos pequenos. Tem efeitos cumulativos e podem provocar queimaduras solares, alterações agudas na córnea, lesões degenerativas e queimaduras agudas na retina, assim como patologias mais severas a longo prazo como cataratas, que é a primeira causa de cegueira reversível, e degeneração muscular associada a idade. 

Ainda com óculos de sol, é preciso atentar que as crianças nunca devem olhar diretamente pro sol e evitar, na medida do possível, a exposição no início da tarde, enquanto os bebês não devem se expor diretamente ao sol. 

Qual óculos escolher?

Na hora de escolher os óculos adequados, temos que seguir alguns conselhos pra fazer a compra adequada dos óculos de sol infantis.

  • Devem possuir filtro UV400, pois protege cerca de 98% das radiações dos raios UV.
  • Os materiais devem ser seguros, hipoalergênicos e resistentes. O ideal são armações flexíveis, como as de silicone.
  • Devem estar acompanhados de um manual do fabricante que identifique quem é o fabricante, a categoria do filtro solar, seu uso recomendado, como cuidá-los, etc…
  • Com filtro de proteção da categoria 3. Se for para a neve, a categoria é o 4.
  • Deve adaptar-se bem ao rosto do bebê, para evitar que os raios UV entre pelas laterais,
  • Com corda (ou tira) pra prender atrás da cabeça dos menores.

Então não se esqueça de fazer uma boa aquisição de óculos de sol para os pequenos, nem de usar neles. E no final, há tantos modelos lindos que acho difícil você não curtir comprar um bem fofo. 

Publicado originalmente em bebesymas.com

Tradução e adaptação livres:  Mãe Só Tem Uma.

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Crianças (a partir de 2 anos)

Não jogue fora o desenho do seu filho

Não jogue fora o desenho do seu filho!

Você já prestou atenção nos desenhos que seu filho faz?

A valorização da produção da criança é o ponto chave para estas perguntas.

O desenho que a criança faz, é a sua produção. Para que fique mais claro, podemos dizer que o desenho é o trabalho da criança.

Vamos exercitar um pouco da empatia?

Imagina que seu chefe lhe pediu um trabalho sobre a estatística de venda de um determinado produto. Você perde 2 horas fazendo o trabalho. Seu chefe lê e depois amassa e joga fora na lixeira ao lado e bem na sua frente. Não seria imensamente frustrante? Provavelmente passaria pela sua cabeça que o seu trabalho não estava bom o suficiente.  Com a criança é exatamente a mesma coisa.  Quando ela não recebe a devida atenção pela sua produção, ela fica desmotivada a produzir e aos poucos ela vai deixando de fazer não só os desenhos, mas consequentemente não exercita sua criatividade, sua espontaneidade, cria dificuldades para se expressar e valoriza os sentimentos de insegurança e baixo estima.  Vale lembrar também, que através do desenho é possível identificar por exemplo, situações graves como pedofilia, violência doméstica, bullying , morte, dificuldades no convívio familiar, entre outras coisas.

É preciso compreendermos que a criança quando desenha , expõe toda a sua emoção e vivência no que esta desenhando, é a forma que ela tem de se expressar, de se comunicar, expor sua opinião, mostrar o que sente, seus desejos, seus medos e suas alegrias. A criança tem a capacidade de expressar todo o seu “EU” de forma lúdica no desenho que ela faz. Isso significa dizer que devemos receber este desenho atentamente e valorizar o que ali está registrado.  Valorize o desenho na frente da criança.

-Evite comentários genéricos como “ que lindo” “ tá bonito esse desenho” “adorei”

– Faça comentários específicos, “Esse pássaro vermelho está engraçado, eu gostei” “Você usou todas as cores, ficou muito bonito”, “você esta desenhando cada dia melhor”

– Faça perguntas sobre o que a criança desenhou “o que você desenhou?” “porque você desenhou isto?” “Porque você esta triste/feliz  neste desenho?”

Lembre-se, a criança precisa ser ouvida, e ela quer ser ouvida! O desenho é o meio que ela tem de se comunicar com você.

Fica a Dica: Sabemos que é complicado guardar tanto papel e tanto desenho dos nossos filhos e que fatalmente eles precisam ser jogados fora. Evite ao máximo jogar fora na frente da criança, ou então converse com ela e diga que não há espaço para acumular tanto papel e peça para que ela separe só alguns para guardar. Converse, negocie!

Bianca Santiago é mãe e pedagoga, parceira do Blog.

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Expectativas Maternas

O que ninguém te contou sobre amamentação

Meu objetivo com esse texto, sendo psicóloga, é sair desse discurso do senso comum de dualidade de “certo e “errado” para ampliar o olhar para essa mulher e reforçar a certeza de que somos um ser integral, nem só biológico, nem só psicológico, nem só social.

Você e eu sabemos que o aleitamento materno tem diversos benefícios e que é o ideal para o bebê. Reduz a mortalidade infantil, infecções, protege contra alergias e estimula o vínculo entre a mãe e o recém-nascido. Mas você sabia que apesar de tantos benefícios, pesquisas indicam que apenas 40% das crianças no mundo recebem amamentação exclusiva no início da vida? (Unicef) E por que, mesmo havendo campanhas, tendo mais acesso à informação, esse índice ainda é tão baixo?

Porque apesar da amamentação ser considerada uma prática natural, ela é atravessada por muitas questões, que não andam sendo consideradas, inclusive nessas campanhas. A amamentação é determinada biologicamente, mas também emocional e culturalmente.

Amamentar é uma decisão da mãe que envolve:

– Sua história de vida: Noto que a experiencia da mãe da mãe, tem um impacto direto nas crenças e expectativas das mulheres com respeito a amamentação. Algumas ouviram das próprias mães que foi uma experiência maravilhosa, outras que foi difícil, que machucou, que o leite não sustentou, que não conseguiu. Essas informações que passaram a vida ouvindo, mais as experiências de outras pessoas significativas, mais o que se diz sobre o assunto culturalmente, vão fazendo essa mulher construir crenças que influenciam de forma direta seu comportamento com respeito a amamentação.

– Apoio: O apoio de profissionais no processo da amamentação é fundamental, pode fazer toda a diferença se ela conseguirá ou não amamentar. Ter informação anterior ao processo não é suficiente, pois podem surgir muitas dúvidas e situações não esperadas. 

– Condições físicas e emocionais dela e do bebê: Dependendo do estado de saúde da mãe, pode ser que a amamentação não seja recomendada. Seja pelo risco de passar algum tipo de doença para o bebê ou pelo uso de medicações necessárias.

– O valor social que é dado a amamentação: Como já citei, o olhar cultural para a amamentação também influencia muito essa decisão. Sabemos que nem sempre o aleitamento materno foi algo valorizado e estimulado como vem sendo hoje. No livro de Elizabeth Badinter, “O mito do amor materno”, demonstra que houve uma época em que amamentar era considerado algo irrelevante. Já que os bebês eram amamentados por amas de leite. Isso começa a mudar por uma questão social e econômica. Quando a mortalidade infantil começa a aumentar e impactar a economia é que começam a difundir a amamentação como algo valoroso.

– Questões psicológicas: São inúmeros motivos psicológicos e emocionais que podem impedir ou dificultar uma mulher de amamentar. Infelizmente, ainda hoje as questões ditas psicológicas, não só no que diz respeito a amamentação são vistas como “frescura” e com uma série de outros julgamentos. Muitas mulheres têm dificuldade de amamentar por vergonha, por não ter uma relação saudável com o próprio corpo, por receio das mudanças corporais que a amamentação pode trazer, por ter vivido abuso sexual. E como psicóloga e mãe, não considero nada disso frescura. Para cuidar dessas questões, precisamos aceitar que elas existem e que causam muito sofrimento a muitas mulheres.

Além disso, algo que noto ser muito comum são casos em que as mulheres não conseguem separar a maternidade da sexualidade. Vivem conflitos inconscientes no processo de amamentação. Não conseguem atribuir ao seio uma outra função a não ser a sexual. Amamentar para essa mulher é algo insuportável, porque associam a sucção do bebê, a exposição do seio, a uma estimulação erótica.

E a isso podemos atribuir a nossa cultura, já que aprendemos a associar a maternidade sempre com pureza e santidade. Como se, ao nos tornarmos mães, deixássemos de sermos mulheres.

São muitas as questões que envolvem a amamentação quando olhamos de uma forma ampla e cuidadosa. As campanhas generalistas que vejo hoje, só reforçam ainda mais o sofrimento das mães, que se culpam por “não conseguirem” realizar algo dito tão natural e ainda se sentem responsáveis pelas possíveis consequências que isso pode gerar para seus filhos.

 Além de consequências para saúde física, essas campanhas enfatizam o aleitamento materno como fundamental para a construção do vínculo mãe/bebê. E te convido a ampliar também essa questão. Winnicott, um teórico importantíssimo que pesquisou o vínculo mãe/bebê fala que a amamentação é sim uma via privilegiada para a construção desse vínculo, porque o aleitamento materno, o contato corporal com a mãe, se aproxima muito da necessidade do bebê da continuidade uterina (teoria exterogestação). Mas note, ele disse que essa é uma via privilegiada, não a única. Em seus estudos, ele observou que algumas mães mesmo sendo zelosas e cuidadosas tinham dificuldades com a amamentação. 

A qualidade do vínculo acontece para além do peito, em alguns casos, quando amamentar é algo muito difícil para a mãe, o vínculo pode ficar mais comprometido, do que se ela optar por não amamentar. Segurar, tocar manipular, o olho no olho pode ser mais facilitador da intimidade entre mãe e bebê, do que em casos que essa mãe se sente obrigada a fazer isso.

Meu compromisso é acompanhar mães, levando em conta sua singularidade e suas possibilidades, porque sendo mães, tudo que menos precisamos é de mais geradores de culpa.

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Bebê na barriga Chegou ao mundo Questão de saúde

Nutrição Materno infantil- os 1000 dias do bebê

Atualmente, os estudos sugerem que a nutrição no período da gestação (270 dias) e nos primeiros dois anos de vida (730 dias) podem determinar efeitos, a curto e em longo prazo, na saúde e no bem-estar das pessoas. Aproximadamente 80% dos nossos genes são influenciados por fatores ambientais como: medicamentos, estresse, infecções, exercícios e a nutrição.

Este período constitui uma janela de oportunidade para a construção de uma sociedade mais saudável, já que a alimentação balanceada nos primeiros mil dias de vida pode impactar profundamente no desenvolvimento neurocognitivo, crescimento otimizado e redução dos riscos de desenvolvimento de diversas doenças ao longo da vida. O crescimento mais significativo do cérebro acontece nessa fase.

As orientações de maior impacto na redução da mortalidade e do risco de doenças futuras consistem em alimentação equilibrada da mulher no período gestacional, aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses  de  idade  e  a  partir  daí  uma  alimentação  complementar   equilibrada. Nos primeiros mil dias podem ocorrer danos irreversíveis à saúde futura de uma criança, por isso as intervenções realizadas nesse período são de extrema importância.

Ainda na gestação, antes de nascer, a criança é sensível às modificações do gosto do líquido amniótico, conforme os alimentos consumidos pela mãe, já que as papilas gustativas estão presentes a partir da décima semana de gravidez. No aleitamento, é possível que a cor do leite materno e seu sabor se modifiquem também de acordo com a ingestão alimentar da mãe.

Quanto a Introdução Alimentar, ela deve ocorrer no tempo oportuno, em torno do sexto mês do bebê. Quando ela acontece precocemente o aleitamento materno exclusivo é descontinuado e pode haver ganho excessivo de peso ou desnutrição, dependendo do que passa a ser ofertado à criança. Além disso, pode haver desenvolvimento de alergias alimentares e déficit de vários nutrientes. Retardar a oferta também não é legal, especialmente quando isso é feito para evitar alergias alimentares que nesse caso podem se tornar até mais prevalentes.

Como então a nutricionista materno infantil pode ajudar as pessoas nesse período de ouro?

  1. Pré concepção – ajudando o casal a engravidar cuidando da saúde antes da concepção;
  2. Gestação – acompanhando a gestação para que ela ocorra de forma saudável, com um ganho de peso adequado e ingestão suficiente de nutrientes determinantes. Modificando os hábitos alimentares para que o bebê já vá conhecendo os sabores dos alimentos e seu crescimento e desenvolvimento intrautero seja otimizado. Indicando alimentos contraindicados para o momento;
  3. Amamentação – É um momento de grande demanda energética, logo, é importante recuperar o peso pré gestacional de forma saudável, sem radicalismos. Indicando, assim como na gestação, alimentos contraindicados e aqueles que não devem faltar na rotina. Muitas mulheres excluem uma variedade enorme de alimentos desnecessariamente e a nutricionista esclarece todos os mitos e crenças dessa fase;
  4. Introdução Alimentar – Momento crítico que, se iniciado de forma inadequada, pode gerar seletividade ou dificuldade alimentar, além de aumentar as chances para o desenvolvimento de doenças. Vários pontos são abordados como no acompanhamento: sinais de prontidão, tipos de abordagens e métodos, tipos de cortes, grupos alimentares, higienização, preparo, conservação, utensílios e alimentos contraindicados;
  5. Alimentação no 1º ano de vida – Continua inserida no período de ouro. Nesse momento novos grupos alimentares são introduzidos e destaca-se a importância da leitura de rótulo e das preparações caseiras. Indicação dos alimentos que continuam contraindicados e dicas para passar  pela mini adolescência de forma tranquila;
  6. Alimentação no 2º ano de vida – Reta final do período de ouro, mas tão importante quanto as outras etapas. Nesse momento, alimentos antes contraindicados, já não são mais. Porém, sua ingestão deve ser limitada e se a criança não teve uma boa relação com a comida até agora, dificilmente ela conduzirá a sua rotina de forma saudável.

            O acompanhamento nutricional precoce previne o aparecimento de diversas doenças e aumenta as chances de cura também. Dentre as doenças mais comuns nos dias atuais: obesidade, seletividade alimentar, hiperlipidemia, diabetes e hipertensão.

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Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

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Questão de saúde

6 maneiras de influenciar na autoestima do seu filho

A autoestima é a percepção que temos de nós mesmos. É o como nos vemos, e o quanto nos percebemos capaz de realizar. Ela é um fator importantíssimo para termos sucesso em todas as áreas da nossa vida. Por vezes, ela nos encoraja a lidar com desafios, a dizer não para coisas e pessoas que nos fazem mal e, principalmente, a ser um autosuporte diante dos erros e frustações.

Nós, pais, certamente desejamos que nossos filhos desenvolvam uma autoestima elevada. E, na maioria das vezes, pensamos estar contribuindo com esse processo por “fazer elogios”. Será mesmo? Qual é o nosso papel como pais nessa construção?

De fato, essa construção do nosso autoconceito começa a se desenvolver na infância, a partir da relação com os nossos pais ou de pessoas que tenham essa função. Quanto mais a criança se sentir amada, respeitada, confirmada em seus sentimentos, mas ela aprenderá a nutrir bons sentimentos em relação a si mesma, afinal, nesse primeiro momento “o como” ela se sente em relação ao ambiente será uma espécie de ressonância do que aprenderá sobre si mesma.

Eu tenho acompanhado muitas famílias ao longo desses 9 anos de clínica e posso arriscar algumas reflexões sobre o nosso papel enquanto pais nesta construção:

Estar atento ao que dizemos e como dizemos. A criança tem uma forma muito concreta de entender as coisas. Ela costuma aceitar como verdade absoluta o que é dito sobre ela. Isso ocorre porque as crianças têm um pensamento concreto e não conseguem entender algumas abstrações. Então, ao falar com as crianças precisamos ser objetivas e claras, entendendo que elas tomarão como verdade o que falamos sobre ela, inclusive as coisas que só falamos por estarmos cansada ou com raiva. Outro ponto é observar o que costumamos falar com certa frequência sobre a criança. Sabe aquela característica que estamos o tempo todo repetindo? (Ela é muito chata, ela é chorona, ela é boazinha e por aí vai…) Sim, isso reforça na criança a ideia de que ela precisa corresponder a isso, diminuindo as possibilidades dela experimentar ser outras coisas.

Tempo de qualidade. As crianças precisam de tempo com os pais e não é só aquela uma hora diária que “andam dizendo por aí ser suficiente, desde que você esteja inteiro”. Crianças precisam se sentirem cuidadas, se sentirem prioridade na vida dos pais, de presença de verdade, dentro das possibilidades e circunstâncias de cada família.

Encorajar. Ao invés de elogiar tudo o que a criança faz da forma que você gostaria, experimente mostrar a ela a sua capacidade. Ao invés de um “parabéns”, diga a ela “você conseguiu”. Não estou dizendo que não pode elogiar, mas quando nos limitamos a fazer isso, só estamos ensinando nossos filhos a ficarem condicionados a receber os parabéns do outro para se sentir confirmado. Já mostrando pra ele o que ele tem conseguido, fazendo ele perceber o processo que ele realizou para determinados resultados, encorajando-o, apoiando-o, você está ajudando a desenvolver confiança em suas capacidades.

Escolhas. Permita que ele faça escolhas. Claro que você irá fazendo isso conforme as possibilidades de cada idade. A minha filha de 3 anos, por exemplo, ainda não tem a capacidade de discernir qual roupa é mais adequada vestir em cada ocasião, então para exercitar a escolha, eu sempre mostro algumas opões e permito que ela faça a escolha. Isso gera uma confirmação da personalidade que já está sendo construída.

Apoio. Apoiar a criança quando algo não sai bem, é muito importante. Acolher seus sentimentos quando ele ou ela não consegue fazer algo que gostaria ou quando não tira aquela nota que desejava. Conversar, pensar juntos no que poderia ter sido feito diferente para obter o resultado desejado. Tudo isso feito de forma acolhedora pode ensinar seu filho que os erros fazem parte do nosso desenvolvimento. É claro que, como tudo que desejamos ensinar para nossos filhos, precisamos acreditar e agir com coerência. Não adianta dizer para ele que os erros fazem parte da vida, que tudo bem tirar uma nota baixa, se quando você vivencia uma frustação, não costuma reagir bem. Talvez, no processo de ajudar o seu filho, você descubra muitas coisas a seu próprio respeito. Mas isso é conversa para outro artigo.

Você. Sim, sua própria autoestima é fundamental nesse processo. Você precisa ter um autoconceito equilibrado para ser capaz de ajudar seu filho nessa construção. Cuidar da saúde física, espiritual e emocional é fundamental.

Um autoconceito construído com bases fortes, pode até oscilar conforme as circunstâncias, mas sempre estará ali, acessível a nós.

Até a próxima!

Tatiana Queiroz é psicóloga de famílias e casais.

Instagram: @tatianaqueirozpsi

Facebook: https://www.facebook.com/tatiana.queiroz.564

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Festas!

Como abordar datas festivas com as crianças?

Olá famílias,

Hoje o assunto é “Datas festivas Religiosas”

Como devemos falar destas datas festivas com as crianças? Ao longo do ano passamos por Natal, Carnaval e em breve a Páscoa e a festa Junina. Essas festividades são de origem cristã, com base cultural e religiosa. No entanto, a mídia, nos impulsiona a acreditar que são datas necessárias a se presentear as pessoas e a cometermos excessos. Mas e a origem cultural? Os reais significados dessas datas, o porquê delas existirem, muitas das vezes, acabam ficando esquecidas lá no fundo do baú de presentes.

Indiferente à crença de cada um, o que eu indico é que antes de comprarmos um presente, fantasiarmos as crianças, dar um ovo de páscoa, procurar o coelhinho, ou “dançar uma quadrilha e vestir uma caipira”, sempre converse amplamente com a criança sobre toda a história dessas festividades.

Cada família é livre para comemorar como achar mais adequado, mas é bem verdade que esses momentos são celebrados de diferentes maneiras. Algumas famílias preferem viver o sentido mais profundo da festa, se unindo em orações e costumes voltados à religião, enquanto outras valorizam mais o marketing que existe em torno dela realizando festas recheadas de alegria, comidas típicas e presentes.

O importante para a criança, é que ela entenda o que estamos festejando, pois isso ajuda a criança a construir a sua identidade, a conhecer a sua cultura e a compreender melhor o mundo que a cerca.

Para facilitar este entendimento, convidem as crianças a pesquisarem sobre as origens dessas festas junto com vocês, conte a história dessas tradições. Seja em família ou na escola, esse pode ser um momento de despertar a criatividade e o interesse da criança para assuntos diferenciados. São momentos que podem vir juntos com muitas brincadeiras, histórias, criatividade, imaginação, ou seja, despertar desenvolver, usar e abusar de muita ludicidade e por fim desenvolver ainda mais o pimpolho.  

Como exemplo, você pode fazer como a cultura inicial da Páscoa em que se confeccionavam os ovos, pintando os ovos de galinha ou patos e os escondendo para que a criança achasse. Também é possível fazer um teatrinho com a história do nascimento de Jesus ou organizar um baile de máscaras lembrando os carnavais antigos. As possibilidades são muitas, as atividades podem ser das mais variadas, o que vale é a criança tomar conhecimento de sua cultura e de suas tradições.

Mãos à massa?

Bianca Santiago é pedagoga, mãe do Luan e escreve como parceira do Blog.

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Pé na estrada

Dicas para crianças nos parques da Disney

Hoje a nossa convidada aqui no Mãe Só Tem Uma é a Marcela Correa. Ela é professora de inglês, possui o canal no Youtube e Instagram “Aventura Orlando” e também promove viagens em grupo como guia Disney. Com vocês, Marcela!

“Uma das coisas que mais amo fazer é viajar! E desde que tive minha filha, Helena, que hoje tem 2 anos, tem sido um sonho para mim levá-la à Orlando. Esse sonho não era apenas por ela, mas por mim também que sou apaixonada pela cidade e há muitos anos não a visitava.

Um belo dia, uma oportunidade bateu à minha porta. Fui convidada a trabalhar com turismo, uma paixão antiga, e a fazer um treinamento para ser guia Disney. Aceitei na hora e junto com isso veio a oportunidade de criar um canal no Youtube e um perfil no Instagram. Além disso, precisaria fazer uma viagem de uma semana à Orlando. Foi hora de repensar nossas escolhas, e logo veio a pergunta: “Vamos levar Helena ou não?” Pensamos em TUDO que vocês possam imaginar. Nossa viagem seria em julho e muitos fatores desfavoreciam a ida dela – o forte calor, as grandes multidões no período de férias, a alta do dólar, o trabalho como guia, a documentação dela que não estava em dia – até que decidimos que ela ficaria em casa com minha mãe.

Confesso que foi uma decisão difícil, não apenas por ficar longe dela por 8 dias mas principalmente por ter sonhado tantas vezes com esse momento.

Durante a viagem o trabalho fluiu muito bem mas a verdade é que pensamos nela o tempo todo.. No nosso último dia na cidade estávamos no Magic Kingdom e decidi fazer um vídeo contando tudo sobre como levar uma criança para os parques em Orlando. Esse vídeo você confere logo aí embaixo.

Pensando nos principais itens, resolvi fazer uma listinha básica.

Carrinho: Esse é um item essencial! Mesmo que seu filho seja um pouquinho maior você vai ficar muito feliz por ter um carrinho durante sua viagem. Isso porque visitar Orlando é geralmente uma maratona. Todos ficam muito cansados e as crianças mais ainda. Você tem algumas opções: alugar um carrinho no parque, alugar um carrinho em uma empresa de Orlando mesmo, ou levar o seu daqui do Brasil. Se você decidir pela última opção, você pode levar seu carrinho até o momento do embarque no aeroporto, e ele não contará como uma bagagem.

 

 

Child swap: Esse é um benefício que está presente nos parques e você não pode deixar de aproveitar. Quando você entra em uma atração que seu filho não pode participar, ou não quer participar, você pode entrar em uma family room, um espaço reservado para as famílias que se revezam nos cuidados com a criança. Por exemplo, enquanto o pai está na atração a mãe está na family room com o filho, e quando o pai retorna, eles invertem os papéis. Dessa maneira, não precisam entrar na fila duas vezes.

 

 

 

Baby center: são espaços reservados para o cuidado com as crianças.

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora voltando a nossa história…

Conclusão: voltamos para o Brasil e duas semanas depois decidimos deixar a opinião dos outros de lado e compramos nossas passagens para voltarmos à Orlando! E agora com ela, Helena, nosso bem mais precioso!

No final do ano embarcamos para mais uma Aventura Orlando! Se você quiser acompanhar nossa trajetória em mais uma viagem mágica, é só me seguir no insta: @aventuraorlando, e se inscrever no nosso canal no Youtube Aventura Orlando.

Bye bye, and see you in Orlando!

 

 

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Crianças (a partir de 2 anos)

Por que devemos evitar gritar com nossos filhos?

Vou começar meu texto de hoje lhe fazendo uma pergunta. Você sabe como a criança “aprende” a ser um adulto?

Uma das teorias de aprendizagem, nos diz que as crianças observam, absorvem e copiam. A criança está em constante aprendizagem, e vê no adulto uma fonte de exemplo e orientação a ser seguido.  Toda criança brinca de ser adulto, ela fica imaginando como deve ser “Ser um Adulto”, e por consequência ela aprende conosco o que deve ou não fazer. Que atitudes ela deve ter.  E é aí que começa a nossa responsabilidade em educar.  Afinal, se somos o exemplo, precisamos ser o melhor exemplo.

Comecei com este assunto para trazer algo ainda mais importante. A criança é o espelho do adulto que ela tem em casa e isso é algo tão importante a ponto de ela formar parte do próprio caráter de acordo com a educação que ela recebe.

Dentro desta lógica, te chamo para refletir junto comigo. Se você grita com a criança diversas vezes, o que será que ela está internalizando? Lembre-se que uma criança aprende por meio da observação. Então, quando você grita exigindo dela uma determinada postura, ela entende que é possível alcançar um objetivo por meio de gritos. A criança começa a reproduzir este comportamento no seu meio social, o que acarreta num círculo infinito de comportamento inadequado, se você grita com ela, ela grita com você, e isso não mudará nunca, a não ser que você mude a sua postura, e isso é só um dos problemas que se tem quando se grita com uma criança.

“A família é a primeira experiência de socialização das crianças. Quando você grita, ensina que o desrespeito, a falta de controle e o autoritarismo são atitudes corretas”

Cristina Lorga, psicóloga infantil do Instituto de Terapia Sistêmica.

A criança interpreta o grito como um ato agressivo, um momento de violência emocional. Na verdade, a criança paralisa ao ouvir o grito dos pais porque elas se assustam, sentem medo, ficam temerosas em ocorrer algo ainda mais agressivo após o grito. O grito dói na alma! Em crianças mais sensíveis, o grito dói mais do que uma palmada, machuca o coração. A criança sente-se atacada, humilhada, negligenciada, e até odiada por quem ela mais ama. Essas emoções chegam a ser tão intensas que as crianças podem guardá-las por muito tempo e ao longo dos anos desenvolverem sérias dificuldades de relacionamento familiar.

Ao invés de gritar, crie laços afetivos positivos. O ideal é estabelecer um diálogo amigável com a criança, mesmo que seja exaustivo, trabalhoso, mas é importante que se converse com a criança, explicando os motivos, dando lhe razões suficientes para que ela compreenda a situação. Não é necessário gritar com ela para impor limites. Limite não tem a ver com gritaria, tem a ver com respeito e diálogo aberto e sincero entre pais e filhos.

Mas como evitar os gritos que dou com meu filho?

1-      Planeje suas atitudes. Tente diversas técnicas de disciplinas, crie estratégias, observe os comportamentos e as respostas do seu filho e vai adequando de acordo com os momentos, a gravidade da situação e com o comportamento dele.

2-      Exerça a empatia. Coloque-se no lugar do seu filho que recebeu o grito. Admita que receber gritos e gritar com as pessoas, não é agradável, não é correto, e na maioria das vezes não gera um resultado positivo.

3-      Dê atenção ao seu filho. Pergunte e escute o que ele tem a dizer antes de gritar por ele ter agido de maneira errada.

4-      Saiba pedir desculpas. Os pais também erram e precisam reconhecer o seu erro, isso gera um conforto emocional, um vínculo de afeto e confiança entre você e seu filho que é capaz de suavizar muitos problemas ou até saná-los.

5-      Controle a sua raiva e cuide de você. Muitas vezes gritamos com nossos filhos simplesmente porque estamos esgotados, estressados, impacientes e acabamos descontando em quem está mais próximo.

Uma das coisas que venho observando com frequência em diversos momentos é sobre como as crianças estão perdendo a atenção dos seus pais. O mundo de hoje nos cobra demais, ficamos imersos em tantos afazeres, que por muitas vezes acabamos deixando a atenção aos nossos filhos em último lugar.  Vivemos numa rotina de muito trabalho, estudo, afazeres domésticos, preocupações de como sobreviveremos às dificuldades da vida e até mesmo a tecnologia.

Hoje as crianças disputam nossa atenção até com o celular. Somado a tudo isso, ainda temos que saber lidar com as questões familiares. Muito provavelmente em alguns momentos, você está tão assoberbado com suas questões que acaba gritando com seu filho diante da mínima desobediência dele. Já parou pra pensar que talvez ele esteja sendo desobediente porque ele quer chamar a sua atenção? Será que não está na hora de revermos nossa postura?  Espero que eu tenha ajudado e que tenha feito você refletir sobre as suas praticas do dia-a-dia!

Até breve!

 

 

 

 

 

 

 

 

Bianca S S Santiago

Pedagoga.

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Curso para casais grávidos

Toda mãe de primeira viagem deveria ler

Mamãe de primeira viagem, você já parou para pensar se tivesse acesso a algumas informações valiosas que você deveria saber sobre o seu bebê desde antes de nascer até os primeiros meses? Incluindo sobre a amamentação que é um momento tão delicado de descobertas e ajustes?

Você já parou para pensar que poderá passar pelo puerpério (pós nascimento do bebê) de forma mais tranquila sabendo quais são as possíveis mudanças que seu corpo, mente e emocional provavelmente terão? Que o seu marido/parceiro/companheiro também teria essas informações valiosas sobre todo esse momento delicado da vida de um casal que é a chegada de um bebê?

Nem sempre as mamães que passaram pela experiência de ter um bebê nos conta os detalhes sobre todas essas mudanças! E às vezes podem passar informações errôneas…

Pensando nisso tudo, eu e a minha amiga Aiga, pensamos em um curso de gestantes no formato de como nós gostaríamos que fosse quando estávamos grávidas e tivemos tantas dúvidas. Um curso com poucos casais para poder haver uma maior interação, um curso em que pudéssemos ser ouvidas, pudéssemos tirar dúvidas, sem vergonha de perguntar.

Um curso que abordasse o plano de parto, mala da maternidade, primeiros cuidados, amamentação, alimentação durante a gestação e na amamentação e puerpério. Juro que ninguém NUNCA me falou sobre o tal do puerpério, e eu sofri logo de cara com ele.

Por isso, planejamos algo através da nossa experiência e necessidade com muito carinho, esmero, estudo e convidamos as melhores profissionais do ramo da nutrição (Nutriped) e da psicologia, especializada em pós parto (Tatiana Queiroz) para compor nossa equipe!

O Curso de casais grávidos foi desenvolvido para passar o máximo de conteúdo, o que realmente é importante, em um dia de curso, que começa as 9h e termina as 16h, com 1h de intervalo para almoço. Além disso, temos sorteio com alguns mimos dos nossos parceiros que vocês irão adorar! O curso acontece na cidade do Rio de Janeiro.

Se interessou? Ficou curiosa para saber mais informações sobre o curso? Nos procure através do instragram @blogmaesotemuma ou nos envie um email: blogmaesotemuma@gmail.com, que iremos sanar todas as suas dúvidas. Não deixe passar essa ótima oportunidade de se preparar para a chegada do seu bebê tão amado e esperado.

 

Curso de Casais Grávidos Mãe Só Tem Uma

 

 

Com carinho,

Lilica e Nana.

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Crianças (a partir de 2 anos)

Não dê presentes ao seu filho

Olá, mamães e papais. Hoje vamos falar um pouco sobre consumismo!

Quando você dá presente pro seu filho(a)? O que você dá de presente a ele(a)? Será que dar presente é mesmo tão necessário?

Fim de ano chegando e junto com ele vem duas datas em que gastamos uma boa quantia em presentes para nossos filhos. Temos como tradição presenteá-los no dia das crianças e no Natal, ambas as datas tem grande apelo comercial.

Nesta época somos todos bombardeados por anúncios de diversos produtos para que compremos cada vez mais e mais! Mas já pensou quantos males isso pode fazer a você e ao seu filho? Vamos lá que vou apresentar algumas questões que vão ajudá-los a refletir.

Há algum um tempo atrás, as crianças não davam tanto valor aos bens materiais, elas brincavam de uma maneira diferente. Inventavam seus próprios brinquedos. Uma lata virava um tiro ao alvo, uma meia velha era uma bola, a imaginação voava alto. Eram muitas as brincadeiras que estimulavam a criatividade, a ludicidade e o corpo físico. As crianças mantinham-se em movimento o tempo todo quando brincavam, por exemplo, de pique, de bola, de bicicleta, patins, entre outras coisas.

E hoje? Como as nossas crianças brincam?

Elas estão dando um valor exagerado aos objetos, ao TER/POSSUIR brinquedos caros, industrializados, eletrônicos que as deixam paradas imersas num mundo tecnológico e virtual. São vídeo games, celulares, tablet, jogos on-line, redes sociais, vídeos na internet, desenhos animados em demasia, tudo despertando a criança para um mundo pouco criativo, e, cada vez mais, inerte (atualmente até o skate ganhou uma versão eletrônica que a criança não faz esforço para andar!).

Por tanto, o primeiro aspecto que destaco sobre o consumismo excessivo de brinquedos e eletrônicos é: como eles estão limitando a criança, tornando-as sedentárias e com pouca capacidade criativa, já que muitos dos brinquedos não induzem mais a ludicidade e a criatividade da criança?

A segunda questão igualmente importante é:  quanto esses brinquedos e eletrônicos custam ao nosso bolso? A maioria custa caro, muitos pais acabam contraindo dívidas ou fazendo compras parceladas para conseguir dar um presente de alto custo para o seu filho. Será que vale a pena você se endividar por conta de um brinquedo que provavelmente seu filho usará pouco? Lembre-se que crianças crescem rápido e perdem ou mudam o interesse pelas coisas rapidamente também.

A terceira e (em minha opinião) a mais importante: a aquisição de objetos não nos traz felicidade, não são eternos, não constroem memórias. Os momentos que vivenciamos são para sempre! Aquela viagem, aquela tarde na praia, aquele passeio de bicicleta, aquela ida ao cinema, ao parque de diversão, aquela brincadeira gostosa na cama dos pais num domingo de manhã. Tudo isso (esses momentos em família) é infinitamente mais importante na construção de valores para uma criança do que apenas um presente caro. A ausência dos pais NÃO será suprida com a aquisição de um objeto milionário! A convivência, a conversa, a participação, a amizade, o carinho, o respeito. Tudo contribui para uma relação sadia entre pais e filhos, para a criação de laços afetivos, para a construção de uma família unida e comprometida com a criação de um futuro adulto, saudável, responsável e com valores sustentáveis.

Quero deixar claro que meu objetivo hoje jamais foi proibir os pais de dar presentes aos seus filhos, mas que eles deem seus presentes de maneira mais conscientes, principalmente nessas datas festivas de apelo unicamente comercial e, lembrá-los que os momentos com seus filhos são muito mais importantes do que qualquer presente. Deixo a dica de que se quiser dar um presente de alto valor ao seu filho, faça com que a criança entenda que este objeto custa muito caro, de que não é fácil comprar, que é preciso cuidar, ter responsabilidade, e que acima de tudo ele precisa merecer tal presente, seja com boas notas na escola, tarefas em casa ou coisas semelhantes.

Precisamos criar em nossas crianças o entendimento de consumo responsável. E aí? Já trocou o “overboard” do seu filho por um bom passeio num fim de semana?

Até a próxima!
Bianca Santiago
Pedagoga

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Questão de saúde

“TIVE MUITA CÁRIE PORQUE TOMEI MUITO ANTIBIÓTICO NA INFÂNCIA”

A dentista Livia Mayer, parceira do blog, vem esclarecer um dos grandes mitos sociais relacionado a dentes. Eu me lembro bem de ter ouvido muito na infância e também quando adulta sobre antibiótico dar cáries e também manchar os dentes. Quando temos que tratar nossos pequenos ou mesmo nos tratar, ficamos naquela indecisão e insegurança em usar o remédio que o médico receitou. Você também tem essa dúvida? Então continua lendo a matéria pois a dra. Livia vai nos esclarecer sobre esse assunto.

Acho que todo dia um dentista ouve essa frase. As pessoas ainda têm o hábito de atribuir a quantidade de cárie ou a “fraqueza” dos dentes ao constante uso de antibióticos. Tanto na infância quanto na fase adulta.
Porém já se sabe que o antibiótico sozinho não é responsável pelos problemas bucais de ninguém.

O que acontece é que os antibióticos e outras medicações, especialmente os infantis, têm doses elevadas de açúcar para amenizar o gosto ruim e facilitar a administração. E como as doses são em intervalos de 8/8 ou 6/6 em grande parte deles, os pais acabam ficando com pena de acordar a criança para fazer a higiene após tomar o remédio.

Somente há um antibiótico, a tetraciclina, que pode sim manchar os dentes, se for administrado em grandes doses enquanto ocorre a formação dos dentes, ou seja, de 0 a 12 anos. Sendo assim, os pediatras já evitam indicar esse tipo de antibiótico nesta fase. Não há problema seu uso após esse período, pois não consegue mais afetar a formação do dente.
Então fica a dica. Se seu filho estiver tomando antibiótico, redobre os cuidados, escovando os dentes todas as vezes que possível após o remédio, para não ficar açúcar na boquinha dele ok?

Grande abraço.

Dra Livia Mayer

Endodontista Ortodontista CRO-RJ 32763

Graduada pela UFRJ/ Especialista em Endodontia pela UERJ/Especialista em Ortodontia pela INCO

Telefone: (21)3342-3931

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Questão de saúde

Bebês e crianças podem ser vegetarianas?

Uma pergunta frequente no consultório é: “Bebês e crianças podem ser vegetarianas?” E nossa resposta é: SIM, desde que sejam adequadamente acompanhados por uma nutricionista ou profissional capacitado.

Muitos estudos tem demonstrado que a alimentação vegetariana quando bem planejada é adequada em todas as fases da vida. Quando bem direcionada pode, inclusive, prevenir e tratar doenças, como câncer, diabetes mellitus, obesidade, pressão alta, dentre outras.

O vegetarianismo pode ser classificado da seguinte forma:

Ovolactovegetarianismo: indivíduos que não consomem carne, mas ingerem ovos, leite e seus derivados;

Ovovegetarianismo: indivíduos que consomem ovos, mas nenhum outro alimento de origem animal;

Lactovegetarianismo: indivíduos que consomem leite e seus derivados, mas nenhum outro alimento de origem animal;

Vegetarianismo estrito: indivíduos que não consomem nenhum alimento de origem animal.

Cada uma dessas classificações merece cuidados específicos, mas existem algumas atitudes que podem ser tomadas e que minimizam possíveis deficiências nutricionais em todos os casos.

Muitas famílias que já seguem essa filosofia de vida e querem passar para seus filhos esse caminho, se sentem inseguras por falta de informação. Então estamos aqui para esclarecer que é possível e dar algumas dicas de cuidados gerais:

  1. Ainda na gestação é importante que a mulher vegetariana seja acompanhada, sua alimentação cuidada e seja realizada a suplementação individualizada, porque já sabe-se que a gravidez faz parte dos 1000 dias de vida do bebê, período de ouro para o desenvolvimento e crescimento da criança, sendo assim, qualquer falha nesse momento pode determinar consequências para o resto da vida da criança;
  2. Realizar, sempre que possível, a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida do bebê. O leite materno é capaz de suprir todas as necessidades nutricionais do bebê

até essa idade, sendo importante complementar após esse período somente. Nesse

momento é importante seguir com o acompanhamento nutricional da nutriz;

  1. Se a família tem o hábito de consumir alimentos integrais, alterne nesse início da introdução alimentar os brancos e os integrais para o bebê. O excesso de fibras naalimentação pode prejudicar a absorção de alguns nutrientes;
  2. Inclua leguminosas (feijões, ervilha, lentilha, grão de bico) 2x ao dia, no almoço e no jantar (quando a criança já realizar essa refeição), pois são alimentos que irãofornecer proteínas de origem vegetal para o bebê, além de ferro;
  3. Deixe as leguminosas imersas em água por pelo menos 12h antes do preparo,trocando de 2 a 3 vezes essa água e cozinhando com uma nova;
  4. Ofereça verduras verde escuras no almoço e jantar para fornecer mais aporte deferro para a criança;
  5. Ofereça uma fruta rica em vitamina C (acerola, caju, goiaba, laranja, carambola,maracujá, morango) após o almoço e o jantar para ajudar na absorção do ferro dasrefeições;
  6. Não dê leite de vaca e derivados, chás, mate e guaraná natural após o almoço ejantar. Além de sobremesas e doces com leite em sua composição. Lembrando que todos esses alimentos são CONTRAINDICADOS na Introdução Alimentar, independente da família ser vegetariana ou não!

Em geral, os bebês e crianças vegetarianos precisam de atenção nos mesmos aspectos da alimentação que aqueles não vegetarianos. No entanto, é preciso analisar individualmente a rotina alimentar da família e da criança e a necessidade de suplementação da mãe ou do próprio bebê.

Conforme a criança vai crescendo, ela vai precisando de um aporte maior de alguns nutrientes, então o ideal é que o profissional a acompanhe e vá analisando a necessidade de mudanças na alimentação e suplementação. Mas, SIM, é possível realizar uma introdução alimentar vegetariana.

 

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Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca