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Nutrição Materno infantil- os 1000 dias do bebê

Atualmente, os estudos sugerem que a nutrição no período da gestação (270 dias) e nos primeiros dois anos de vida (730 dias) podem determinar efeitos, a curto e em longo prazo, na saúde e no bem-estar das pessoas. Aproximadamente 80% dos nossos genes são influenciados por fatores ambientais como: medicamentos, estresse, infecções, exercícios e a nutrição.

Este período constitui uma janela de oportunidade para a construção de uma sociedade mais saudável, já que a alimentação balanceada nos primeiros mil dias de vida pode impactar profundamente no desenvolvimento neurocognitivo, crescimento otimizado e redução dos riscos de desenvolvimento de diversas doenças ao longo da vida. O crescimento mais significativo do cérebro acontece nessa fase.

As orientações de maior impacto na redução da mortalidade e do risco de doenças futuras consistem em alimentação equilibrada da mulher no período gestacional, aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses  de  idade  e  a  partir  daí  uma  alimentação  complementar   equilibrada. Nos primeiros mil dias podem ocorrer danos irreversíveis à saúde futura de uma criança, por isso as intervenções realizadas nesse período são de extrema importância.

Ainda na gestação, antes de nascer, a criança é sensível às modificações do gosto do líquido amniótico, conforme os alimentos consumidos pela mãe, já que as papilas gustativas estão presentes a partir da décima semana de gravidez. No aleitamento, é possível que a cor do leite materno e seu sabor se modifiquem também de acordo com a ingestão alimentar da mãe.

Quanto a Introdução Alimentar, ela deve ocorrer no tempo oportuno, em torno do sexto mês do bebê. Quando ela acontece precocemente o aleitamento materno exclusivo é descontinuado e pode haver ganho excessivo de peso ou desnutrição, dependendo do que passa a ser ofertado à criança. Além disso, pode haver desenvolvimento de alergias alimentares e déficit de vários nutrientes. Retardar a oferta também não é legal, especialmente quando isso é feito para evitar alergias alimentares que nesse caso podem se tornar até mais prevalentes.

Como então a nutricionista materno infantil pode ajudar as pessoas nesse período de ouro?

  1. Pré concepção – ajudando o casal a engravidar cuidando da saúde antes da concepção;
  2. Gestação – acompanhando a gestação para que ela ocorra de forma saudável, com um ganho de peso adequado e ingestão suficiente de nutrientes determinantes. Modificando os hábitos alimentares para que o bebê já vá conhecendo os sabores dos alimentos e seu crescimento e desenvolvimento intrautero seja otimizado. Indicando alimentos contraindicados para o momento;
  3. Amamentação – É um momento de grande demanda energética, logo, é importante recuperar o peso pré gestacional de forma saudável, sem radicalismos. Indicando, assim como na gestação, alimentos contraindicados e aqueles que não devem faltar na rotina. Muitas mulheres excluem uma variedade enorme de alimentos desnecessariamente e a nutricionista esclarece todos os mitos e crenças dessa fase;
  4. Introdução Alimentar – Momento crítico que, se iniciado de forma inadequada, pode gerar seletividade ou dificuldade alimentar, além de aumentar as chances para o desenvolvimento de doenças. Vários pontos são abordados como no acompanhamento: sinais de prontidão, tipos de abordagens e métodos, tipos de cortes, grupos alimentares, higienização, preparo, conservação, utensílios e alimentos contraindicados;
  5. Alimentação no 1º ano de vida – Continua inserida no período de ouro. Nesse momento novos grupos alimentares são introduzidos e destaca-se a importância da leitura de rótulo e das preparações caseiras. Indicação dos alimentos que continuam contraindicados e dicas para passar  pela mini adolescência de forma tranquila;
  6. Alimentação no 2º ano de vida – Reta final do período de ouro, mas tão importante quanto as outras etapas. Nesse momento, alimentos antes contraindicados, já não são mais. Porém, sua ingestão deve ser limitada e se a criança não teve uma boa relação com a comida até agora, dificilmente ela conduzirá a sua rotina de forma saudável.

            O acompanhamento nutricional precoce previne o aparecimento de diversas doenças e aumenta as chances de cura também. Dentre as doenças mais comuns nos dias atuais: obesidade, seletividade alimentar, hiperlipidemia, diabetes e hipertensão.

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Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

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Questão de saúde

Dicas práticas para uma alimentação saudável


Como ter uma alimentação saudável nos dias atuais? Estamos o tempo todo correndo contra o tempo, trabalhamos fora de casa, às vezes, estudamos, levamos e buscamos filho na escola, na natação e muitas vezes a alimentação familiar acaba ficando de lado. A verdade é que é muito mais fácil comprar comidas prontas, congeladas e resolver nossa questão em poucos minutos, não é verdade?

Quem nos acompanha aqui sabe que prezamos a alimentação saudável da família (não só do bebê, pois ensinamos através do exemplo), por isso temos a Nutriped como parceiras que escrevem textos para o blog, participam do nosso curso de casais grávidos e futuramente vamos ter vídeos também no YouTube entrevistando elas. Prezamos muito para quem nos acompanha tenha informação de qualidade.

Por isso, hoje, viemos trazendo dicas práticas para te ajudar na cozinha, no dia a dia, para que a alimentação saudável da família, se torne viável. A verdade é que para comer bem, devemos descascar mais e desembalar menos, então requer um pouco de dedicação, mas com as dicas que trouxemos hoje, irá facilitar e muito na cozinha!

Prepare papel e caneta e anote aí:

 

  • Leia os rótulos das embalagens: quanto mais ingredientes tiver, desconfie. Quando mais nomes estranhos, não é natural. Por exemplo, molho de tomate, busque os que tenha somente tomates e o conservante ou se tiver disposição e um pouco de tempo, veja nossa receita de molho de tomate caseiro no YouTube. Nos rótulos, o primeiro ingrediente que aparece é o que mais tem no produto, por exemplo, se você pega um pacote de biscoito e o primeiro ingrediente é açúcar, significa que o que mais tem naquele pacote é açúcar.

 

  • Siga perfis de comidas saudáveis: eles te darão dicas para facilitar sua vida na cozinha, por aqui sigo: @nutriped, @comidinhasdadiana, @paveg (comida vegana e super saudável), @ritalobo e tento adquedar as dicas a minha realidade.

 

  • Congelar comida: as comidas caseiras, sem conservantes, duram até 3 meses no congelador, então para facilitar a sua semana, faça grandes quantidades e congele. Eu, por exemplo, faço uma panela grande de feijão e separo em vários potinhos, conforme vou precisando, vou pegando. Fica bem mais prático e até evita de jogar comida fora. Não esqueça de botar etiquetas com as datas que você congelou a comida para não perder a validade.

 

  • Deixe tempero pré-pronto: Alho e sal triturado, conserva até fora da geladeira, assim quando você for cozinhar, não terá que descascar alho, amassar, isso economiza um tempo na nossa vida corrida. Dá para guardar cebola picada para a semana também, é só banhar no azeite, botar em um pote e guardar na geladeira. Lavar um pe de alface de uma vez, secar bem as folhas e guardar em um pote fechado (botar uma folha de papel toalha por cima do alface ajuda a conservar).

 

  • Potes de plástico: use potes de plástico BPA free, ou em português, livre de bisfenol (uma substância cancerígena que o plástico comum pode soltar).

 

  • Nos siga no Canal do YouTube: Lá damos dicas de comidas e lanches saudáveis para toda a família. Testada e aprovada por nós.

 

  • Menos açúcar: já parou para notar o quanto de açúcar consumimos diariamente? Se você começar a reparar, irá ficar surpreso! Então tenho feito esse exercício e tentado diminuir o uso do açúcar em geral, mas aboli o uso do açúcar branco, pois quanto mais branco mais refinado e mais químicas utilizadas para o refinamento. Tenho usado o demerara ou mascavo (ele é um pouco mais caro, mas como tenho usado pouco, não fez tanta diferença no orçamento).

 

  • Substituição: o achocolatado que estamos acostumado a usar, tem grande quantidade de açúcar. Consegui substituir aqui em casa pelo cacau 100% e mesmo que eu adoce, coloco a quantidade de açúcar que eu desejar, além de não ser o refinado. Substituí também a farinha de trigo pela farinha de trigo integral. A dica é peneirar ela antes de fazer o bolo, ele não fica tão pesado e seco.

 

  • Bebida em caixinha: não entra mais aqui em casa. Ou bebemos suco da fruta feito em casa, comprado nos hortifurttis (pois geralmente fazem no dia) ou bebemos suco de uva integral (sem adição de água ou açúcares) ou água mesmo, que tem sido nosso preferido.

 

Claro que as mudanças não ocorrem de um dia para outro. Temos que ter propósito, perseverança, além do que é aconselhável buscar um acompanhamento nutricional. Mas deixamos aqui dicas do que você pode mudar para tornar a sua vida e consequentemente a vida do seu filho mais saudável. E aí? Mãos à obra?

 

 

Lilica.

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Bebê – 0 a 12 meses Bebê – 1 a 2 anos Chegou ao mundo Questão de saúde

ALIMENTOS CONTRAINDICADOS DOS 6 MESES AOS 2 ANOS DE IDADE


A partir dos seis meses de idade, acompanhando o desenvolvimento neuropsicomotor da criança, é possível iniciar a introdução de novos alimentos. O aleitamento materno deve ser mantido e todos os grupos de alimentos devem ser introduzidos gradativamente para complementa-lo.

Esse novo período na vida da criança envolve riscos quando alimentos desaconselháveis são oferecidos e inseridos na rotina. Além disso, com o crescimento acelerado no primeiro ano de vida, o requerimento de micronutrientes aumenta, sendo fundamental atentar-se para a qualidade nutricional do que é ofertado.

O leite de vaca é pobre em ferro, micronutriente essencial para o crescimento e desenvolvimento, e, portanto não deve ser introduzido antes de um ano de idade. Quando oferecido antes da idade indicada, se torna um dos grandes responsáveis pela elevada incidência de anemia em crianças menores de dois anos.

O excessivo consumo de sal faz parte do padrão alimentar atual da população e se estende algumas vezes aos lactentes, infelizmente. Ele não deve ser acrescentado à alimentação complementar, sendo o sódio já presente nos alimentos suficiente. Os temperos naturais, como alho, cebola, salsa, cebolinha, coentro e manjericão, podem ser utilizados para dar sabor e aroma às preparações.

É contraindicado o uso de temperos industrializados na rotina alimentar da criança, assim como na de toda a família, pois são ricos em sódio e gordura e trazem consequências ruins à saúde.

A água de coco deve ser evitada antes do primeiro ano de vida, por possuir quantidades elevadas de eletrólitos, e o sistema renal da criança pequena ainda ser imaturo. O mel também não é recomendado, porque a probabilidade de estar contaminado por Clostridium botulinum é elevada, um microrganismo responsável por ocasionar uma doença conhecida como Botulismo.

Nos primeiros dois anos de vida, a criança ainda possui a mucosa do estômago sensível, portanto café, chá, mate e enlatados podem irrita-la e não devem ser oferecidos, além de prejudicarem a digestão e absorção de nutrientes.

Produtos industrializados, pré-prontos, gelatinas em pó, salgadinhos, frituras, embutidos, refrigerantes, achocolatados e açúcar são contraindicados também nessa faixa etária, e preferencialmente não devem ser apresentados já que os hábitos adquiridos nessa fase são levados para a vida adulta. Eles estão relacionados à anemia e ao excesso de peso.

A introdução precoce ou tardia de alimentos considerados alergênicos, como o peixe e o ovo, aumenta as chances do desenvolvimento de alergias alimentares, portanto deve ocorrer ao sexto mês. Assim como o glúten, presente em cereais, especialmente no trigo.

Ainda durante a amamentação os familiares devem receber as orientações corretas a respeito da introdução alimentar. Existem muito mitos, controvérsias e novidades sobre esse período da vida.

Não permaneça com dúvidas ou incertezas, procure um profissional da saúde capacitado. As decisões e atitudes nesse momento determinará o futuro da criança.

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

Nutriped

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Questão de saúde

Alimentação Complementar: Expectativa X Realidade

O momento da Introdução Alimentar é único! Para os familiares e para as crianças, sem dúvida, é um momento que marca suas vidas.

Qual familiar não aguarda ansiosamente pela apresentação de novos alimentos ao seu filho? A EXPECTATIVA é enorme e pode vir acompanhada de felicidade, ansiedade ou até mesmo angústia: “Será que ele vai comer a quantidade adequada?”, “Será que ele vai aceitar bem os legumes?” “O que será que devo oferecer primeiro?”.

Ao chegar o grande dia, após a expectativa inicial, a REALIDADE aparece, que pode não ser a que os familiares esperam. Calma! Mesmo não sendo como o planejado em sua mente, seu filho pode estar no caminho certo e apenas respondendo ao que o seu corpo pede ou se adaptando a essa nova fase!

Para as crianças, tudo é novidade na alimentação complementar. Os talheres, o alimento, a mastigação, a postura, muita muita coisa! Então, pode ser que ao receber esse desafio ele demore um pouquinho a se adaptar! Ou não! Cada criança é única e possui sua individualidade.

Em termos de quantidade de alimentos, normalmente, a oferta é bem maior que a necessidade da criança. E o que acontece? A REALIDADE não se assemelha a EXPECTATIVA! Boa parte da quantidade colocada no prato permanece no prato, gerando frustração.

No início da alimentação complementar, a sua qualidade merece mais atenção. É importante que todos os grupos alimentares estejam na rotina da criança. E quanto a quantidade, mais uma vez, dependerá da individualidade da criança. Algumas comem várias colheradas e outras apenas meia colher de chá no começo.

“Mas meu filho coloca toda a comida para fora!”, “Ele não gostou muito da cenoura não!”. Os movimentos que a criança faz com a língua para mamar são diferentes dos feitos para comer os alimentos sólidos. Quando você acha que ela está cuspindo um alimento, ela pode somente estar ainda aprendendo a mudar esses movimentos.

Nunca desista de nenhum alimento! Você acha que provar uma vez o alimento é o suficiente para definir se ela gosta ou não dele? Pense em você e nas suas experiências! Você nunca deu uma nova chance para algum alimento ou preparação?!Permita essa nova chance ao seu filho. Ofereça minimamente de 8 a 15 vezes o mesmo alimento e, ainda sim, se ele não aceitar NÃO desista! Invista em um outro momento!

Evite comparações do seu filho com outras crianças, mas não deixe de trocar experiências! É importante SEMPRE acompanhar a curva de crescimento e desenvolvimento do seu bebê com um profissional qualificado. Além de esclarecer todas as dúvidas que surgirem, pois essa fase pode determinar a saúde dele hoje e no futuro. Os hábitos alimentares dele começaram a ser criados na barriga da mamãe, mas continuam e se enraizam nesse momento!

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

Nutriped

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Crianças (a partir de 2 anos)

Os alimentos mais benéficos para a saúde bucal

De médico e louco todo mundo tem um pouco né? Mas depois da internet todo mundo acha que tem um pouco de nutricionista também, não é verdade? Quando éramos crianças a gente não ouvia nossas mães falando de glúten pra cá, lactose pra lá… Hoje em dia, é tanta informação e essa informação muda tanto a cada descoberta científica, que acabamos ficando um pouco perdidos, mas sempre tentando nos atualizar. Por isso, nada melhor do que a ajuda das nutricionistas da NutriPed!

Se perguntarmos quais alimentos são MALÉFICOS à saúde bucal, a maioria saberá responder pelo menos o “AÇÚCAR!” (alguém arriscou café? Alimentos ácidos?). E se perguntarmos quais são BONS? Você sabe pelo menos um?

Vamos fazer uma listinha do que é bom para suas gengivas e seus dentes? Seus e de sua família?

– Leite e derivados (fontes de cálcio)

Ahá! Meio óbvio né? Mas a gente nem se lembra. Leite e derivados são ricos em cálcio, tão importantes pra construção e manutenção de dentes fortes e saudáveis. Mas você sabe que não só o leite e seus derivados são ricos em cálcio, mas também o espinafre, a sardinha, o brócolis, o feijão… O cálcio também eleva o pH da boca, o que protege os dentes contra as cáries. Logo, incentive desde cedo o consumo de hortaliças verde escuras e do caroço das leguminosas (feijões, lentilha, grão de bico), não adianta oferecer somente o caldo! O leite e seus derivados devem ser ofertados a partir de 1 ano.

– Laranjas (e fontes de vitamina C)

A vitamina C ajuda na produção de colágeno, componente das gengivas. A vitamina C é tão importante, que sua falta pode acarretar na doença escorbuto, com sangramento gengival. Por isso sempre leve a sério o consumo desta vitamina, que você também pode encontrar no pimentão amarelo, brócolis (olha ele aí de novo), morango, mamão, caju, laranja, entre outros. Que tal unir à proteção das gengivas, um aumento da absorção de ferro nas refeições?! Ofereça uma frutinha rica em vitamina C após o almoço e jantar e melhore a saúde bucal e nutricional da criança!

– Verduras, legumes e frutas: maçãs, pêras, cenouras e pepino (fontes de fibras)

Os alimentos ricos em fibras exigem maior esforço da nossa arcada dentária para serem triturados, por isso permanecem mais tempo na cavidade bucal, e vão “arrastando” a sujeira conforme são mastigados, além de exigirem maior quantidade de produção de saliva, e saliva é muito amiga dos dentes!

– Uva passa

Sabiam que a uva passa contém ácido oleanólico, que inibe o crescimento de bactérias que provocam cáries, problemas periodontais e até mau hálito!

– Castanha-do-Pará

A castanha do Pará é tão benéfica à saúde bucal que seu óleo pode até ser encontrado na composição de alguns cremes dentais. Seu óleo é capaz de formar uma película protetora nos dentes, dificultando a formação de placa bacteriana. A natureza é sempre sábia!No entanto, fique atento à faixa etária da criança e evite oferecer até os 2 anos de idade.

 

Além disso, claro, ingira muita água (sempre ela) pois sua ingestão ajuda na produção de saliva, elimina sujeirinhas, além de manter a boca hidratada.

 

Este texto teve colaboração das nutricionistas da Nutriped!

Dra Livia Mayer

Endodontista Ortodontista CRO-RJ 32763

Graduada pela UFRJ/ Especialista em Endodontia pela UERJ/Especialista em Ortodontia pela INCO

Telefone: (21)3342-3931

Visite a página no facebook: Odonto White

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Crianças (a partir de 2 anos)

Socorro: meu filhou parou de comer!

Seu filho parou de comer ou deixou de consumir alimentos que antes ele amava? Quem anda mandando na casa é ele? Ele continua comendo, mas só se for no pratinho colorido ou no copo preferido dele? Fique calmo! Ele pode estar passando pela MINI ADOLESCÊNCIA.

A adolescência é caracterizada como uma fase de crescente consciência, conhecimento do EU e espírito de independência. Em torno de 1 ½ a 3 anos de idade a criança começa a apresentar características semelhantes, querendo comandar as suas próprias escolhas.

Isso é normal, afinal ela está crescendo. A criança começa a querer tomar decisões sozinha e muitas vezes mede forças com os pais. A NutriPed tem uma boa notícia: é uma fase de transição! Enfrente com calma e sem nervosismo, porque pode ser pior. Fique atento as nossas dicas:

  1. Não force seu filho a comer ou faça chantagens relacionadas à alimentação para que o momento não se torne traumático;

  2. Varie a alimentação e continue a oferecer os alimentos que ele está acostumado;

  3. Ofereça alimentos novos também. Ele pode estar aberto a novas descobertas;

  4. Nunca ofereça recompensas e lembre-se que nenhuma guloseima vai suprir as necessidades nutricionais dele, logo é melhor ele comer pouco, mas em melhor qualidade;

  5. Chame seu filho para ajudar a preparar as refeições. O fato dele participar na elaboração da própria comida pode incentiva-lo a experimenta-la;

  6. Não demonstre desespero ou ansiedade, porque ele saberá que o fato de não comer te tira do sério. Isso pode leva-lo a parar de comer ainda mais (lembre-se: é o momento da rebeldia);

  7. Não comente que seu filho parou de comer na frente dele, por mais que ache que não, ele estará atento ao que faz e diz;

  8. Todos os familiares da casa devem fazer as refeições juntos na mesa para estimula-lo e abusar de expressões positivas relacionadas à alimentação, como “Ficaremos tão fortes comendo essa cenourinha! ”;

  9. Não faça comparação do seu filho com o filho de uma amiga ou de um familiar. Cada criança tem a sua individualidade e isso só deixará vocês mais nervosos;

  10. Consulte um profissional de saúde, o pediatra ou a nutricionista materno-infantil, para acompanhar a evolução do estado nutricional do seu filho. A partir de 1 ano de idade o crescimento da criança fica mais lento. Mais um motivo para você não se descabelar!

Se você ainda não está passando por esse momento, varie o máximo que puder o cardápio da criança, oferecendo todos os grupos de alimentos no almoço e jantar e ao longo do dia, com lanches saudáveis.

Varie a apresentação, a textura e explore as cores dos alimentos. Se a criança for acostumada desde cedo a toda essa variação na alimentação será, provavelmente, menos seletiva quando essa fase chegar.

Por mais que seja difícil, afinal nenhuma mãe ou pai gosta de ver seu filho travar a boca para a comida, tente manter a calma. Essa etapa da criança vai passar e tudo ficará bem! Apenas não hesite em procurar um profissional para esclarecer dúvidas particulares e específicas.

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

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A gente testou

Molho de tomate caseiro: fácil e nutritivo

Olá, mamães e papais que gostam da cozinha!

Hoje eu trago uma receita fácil de molho de tomate caseiro. Isso mesmo, sem conservantes, corantes e substâncias que podem fazer mal aos nossos pequenos.

Eu fiz uma pesquisa na internet de várias receitas de molho de tomate e testei algumas, chegando a uma conclusão desta que passarei para vocês agora. Observação importante: não precisa ser chefe de cozinha para cozinhar e a receita desse molho é super fácil de se fazer também. Então, se você tem vontade de fazer seu próprio molho caseiro de tomates, super saboroso e nutritivo, mãos à obra!

Anotem os ingredientes:

5 tomates italiano ou débora (são excelentes para molhos)

1 cenoura pequena

½ beterraba

1 cebola

5 dentes de alho

100ml de água

¼ de ramo de manjericão (somente as folhas lavadas e higienizadas)

1 folha de louro

Sal a gosto

Lave bem os tomates e tire a parte escura (onde ficava o caule), corte em quatro pedaços, descasque a cenoura e parta-a em cubos, descasque a beterraba e parta-a em pedaços também, junte tudo e coloque no liquidificador.

Para você conseguir bater bem, acrescente 100ml de água e bata no liquidificador até que fique consistente e sem pedaços. Reserve.

Em uma panela grande, refogue o alho (já descascado e amassado), junto com azeite, cebola (ralada) e sal. Acrescente a mistura batida no liquidificador na panela e deixe em fogo brando, cozinhando por pelo menos 15 minutos. Nos minutos finais do cozimento, acrescente a folha de louro e o manjericão (que pode ser substituído por alecrim ou orégano). Espere esfriar para distribuir em potes para depois congelar, assim você terá o molho pronto para usar quando precisar. Eu retiro a folha de louro quando esfria e o molho fica pronto.

Essa medida rendeu 3 potes pequenos de 250ml. Caso você deseja fazer uma quantidade maior, já para deixar congelado, dobre a receita.

Se quiser acrescentar mais tomates, ficará mais grossinho e com mais gosto deles.  Utilizamos a cenoura para cortar o ácido do tomate e a beterraba para deixar o molho bem vermelhinho. Mas, cuidado para não exagerar na beterraba, senão o molho fica rosa! Como indiquei acima, meia beterraba já é o suficiente para dar cor e engrossar o molho.

Bom Apetite!

Lilica.

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Bebê – 0 a 12 meses Bebê – 1 a 2 anos Chegou ao mundo Crianças (a partir de 2 anos)

10 Alimentos infantis que parecem INOFENSIVOS

A obesidade infantil vem sendo amplamente discutida e tem gerado grande preocupação para a sociedade. As causas que levam a esse desequilíbrio são inúmeras e incluem, além da genética, fatores sociais, culturais e ambientais.

Há um tempo essa preocupação era direcionada apenas para os adultos, que com o passar dos anos adquiriam mais hábitos de vida inadequados e os transformavam em excesso de peso, consequentemente. No entanto, hoje, há uma massante busca, pelos profissionais e órgãos internacionais de saúde, pela redução da prevalência de obesidade infantil.

Como o número de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade aumentou tanto nos últimos anos? Como o Brasil e o mundo chegaram a esse ponto? A falta de informação ou o excesso da mesma (que confunde os responsáveis); as crenças e costumes passados de geração para geração; o sedentarismo; a interrupção do aleitamento materno e a introdução da alimentação complementar precoces; a oferta de alimentos contraindicados para a faixa etária e ultraprocessados estão entre as causas.

A oferta de produtos alimentícios ultraprocessados e/ou contraindicados para a idade da criança ocorre, muitas vezes, pelas propagandas covardes, a partir da mídia televisiva ou dos rótulos inconsequentes e pouco esclarecidos. A aquisição desses produtos, pelos responsáveis, pode acontecer também por não acreditarem nos reais malefícios para a vida da criança agora e no futuro. ACREDITE, ELES GERAM GRAVES PROBLEMAS DE SAÚDE PARA A CRIANÇA!

Além do excesso de peso, esses produtos impróprios podem levar a fome oculta. Você já deve ter ouvido: “Meu filho come e está com o peso ótimo! O pediatra falou que ele está dentro da curva de crescimento!”. Será que o peso isoladamente basta para uma avaliação nutricional completa? A fome oculta, que é a carência de um ou mais micronutrientes no organismo, também é um mal a ser combatido urgentemente. Os estoques de vitaminas e minerais podem diminuir no corpo sem apresentar, a princípio, sinais e sem mudanças no peso.

E o que dizer dos aditivos alimentares? Ingredientes adicionados aos alimentos intencionalmente, sem o propósito de nutrir, objetivando apenas modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais do produto. Como pode o aditivo químico ser inofensivo se suas quantidades devem ser controladas devido aos riscos que causam à saúde da população?! Imagina o que pode causar à uma criança, cujo trato gastrointestinal não está completamente desenvolvido e formado. Dentre as possíveis consequências estão a hiperatividade, o autismo e o desenvolvimento de alergias.

Voltando aos rótulos inconsequentes e pouco esclarecidos, mesmo aqueles que trazem descritos os ingredientes adicionados, não permitem ao consumidor mais preocupado escolher alternativas mais saudáveis, porque não relatam os efeitos para a saúde humana.

O MELHOR a se fazer, então, é evitar o máximo possível esses produtos ultraprocessados que trazem uma lista imensa de ingredientes, cujos nomes nem conhecemos. Além, é claro, de buscar informações confiáveis e auxílio de um profissional de saúde sempre que surgir alguma dúvida.

A NutriPed listou a seguir, os TOP 10 produtos processados e ultraprocessados oferecidos ao público infantil que devem ser evitados, a partir das experiências vivenciadas em consultório e das dúvidas que surgiram no nosso instagram @nutriped. Nesse momento, o objetivo é esclarecer sobre os rótulos e em um futuro próximo oferecer um material completo com receitas saudáveis e caseiras em substituição a esses produtos.

1 – Achocolatado: está disponível em pó ou em embalagem individual pronto para consumo, na apresentação líquida. Ambos, normalmente, alegam no rótulo ter vitaminas e minerais, mas será que os micronutrientes adicionados pela indústria têm o mesmo papel no organismo que aqueles que já vêm nos alimentos in natura? NÃO! Seus ingredientes mais comuns são açúcar e/ou maltodextrina (equivalente a açúcar), cacau em pó, micronutrientes sintéticos, emulsificantes e aromatizantes. Que tal preparar o achocolatado do seu filho em casa e esporaticamente? Desses ingredientes todos, você consegue usar somente o cacau em pó e melhorar a qualidade do açúcar oferecido.

2 – Iogurte de fruta: há quem diga que ele vale mais que um bifinho. Será? A carne é considerada uma excelente fonte de ferro e proteína, além de inúmeros outros nutrientes, essenciais para o crescimento da criança. Já o iogurte “de fruta” é de fruta por conter em sua composição corantes e aromatizantes artificiais que se aproximam de sua característica. Fruta mesmo você não vê em muitas das listas de ingredientes, mas vê açúcar e/ou maltodextrina (equivalente a açúcar), óleo, amido, micronutrientes sintéticos, corantes e aromatizantes. Você sabia que o iogurte natural só deve conter em sua composição leite e fermento lácteo? Aí se preferir adicionar sabor, é só bater com uma fruta in natura. Esse produto, de qualquer forma, não deve ser oferecido para crianças menores de um ano, sendo assim é possível preparar um “iogurte” de inhame. Você conhece?

3 – Suco “de fruta” de caixinha: Ele está muito presente no lanche escolar, por ser prático e fácil de transportar. Mas, um suco de fruta in natura e sem açúcar é complicado de ser preparado? Só descascar a fruta e bater com água no liquidificador! Dependendo da fruta, nem precisa coar (preferência)! Em um futuro não muito distante seu consumo frequente pode gerar doenças perigosas, dependentes de rémedio, como o diabetes mellitus e a hipercolesterolemia. Em geral, essas bebidas trazem um percentual bem pequeno de fruta e elevado de açúcar, além de estabilizantes e corantes. Lembrando que sempre a melhor opção é a oferta de fruta in natura sem nenhum processamento, especialmente para crianças menores de um ano.

4 – Gelatina: produto que, assim como a geleia de mocotó, confunde até mesmo alguns profissionais de saúde. Já recebemos prescrições de outros profissionais que incentivavam seu consumo por crianças que acabaram de introduzir a alimentação complementar. Seu consumo JAMAIS deve ser estimulado. Você sabia que além de açúcar, micronutrientes sintéticos, aromatizantes e corantes artificiais, a gelatina tem ADOÇANTE? TOTALMENTE contraindicado para crianças NÃO diabéticas.

5 – Geleia de Mocoto: produto muito utilizado como sobremesa ou para ganho de peso em crianças, sendo este último inaceitável. Fazer a criança ganhar peso com açúcar, corante e aromatizante? Sim, esses são os ingredientes desse produto de calorias vazias.

6 – Farinhas prontas: essas farinhas apresentam no rótulo indicação para serem utilizadas como complemento alimentar a partir dos seis meses de idade, mas todas elas seja de multicereais, de arroz, de milho ou de aveia possuem em sua composição o açúcar, contraindicado até, no mínimo, dois anos de vida.

7 – Bisnaguinha: parece um pãozinho inofensivo, que pode ser consumido diariamente pelas crianças, não é mesmo? Muitas marcas trazem em seus rótulos personagens que despertam ainda mais o interesse das pessoas nesse produto. A partir de um ano ou dependendo da rotina alimentar da família, um pouco antes, alimentos complementares são adicionados aos lanches das crianças, o que inclui o pão. Sem problema, mas devemos nos preocupar com sua composição. O pão deve conter basicamente, farinha, água, fermento, sal e óleo ou azeite. O que passa despercebido nessas bisnaguinhas inofensivas é que elas contêm açúcar, contraindicado para crianças menores de dois anos e desnecessário para qualquer faixa etária. Há inúmeras receitas de pães caseiros práticos e nutritivos.

8 – Biscoito polvilho: apelidado por muitos de biscoito de vento. Com certeza você já ouviu: “Esse biscoito é levinho, parece de vento! Dou o pacote inteiro para o meu filho levar no lanche!”. Não é bem assim, pois algumas marcas possuem gordura vegetal hidrogenada em sua composição, gordura modificada pela indústria e que cujos efeitos negativos na saúde cardiovascular já foram bem estabelecidos. Você sabia que é possível fazer um polvilho em casa utilizando uma gordura de melhor qualidade e com pouquinho sal?!

9 – Biscoito maisena – introduzido precocemente por quase todas as famílias, algumas vezes, por orientação de profissionais de saúde desatualizados como forma da criança ganhar peso. Esse produto é oferecido para crianças muito pequenas ainda, porque é considerado apropriado e interessante para o início da alimentação da criança. De onde tiraram isso? NÃO É! Além da farinha, possui açúcar, gordura vegetal hidrogenada, micronutrientes sintéticos, aromatizantes, conservantes e estabilzantes.

10 – Requeijão: é um produto presente nos lanches da manhã e da tarde da criançada e da família. Ele é elaborado a partir da coagulação do leite completada pela ação de bactérias específicas e adicionado de creme de leite. Quando consumido esporadicamente e havendo variação dos recheios para pães e torradas usados nos lanches, não há problema. Isso, desde que haja o hábito de leitura do rótulo das diferentes marcas. Quanto menos ingredientes e aditivos, melhor! Para que esse produto não fique com uma aparência ruim e com duas fases, a indústria lança mão de estabilizantes. É importante olhar os ingredientes e optar por aquela marca que apresenta o menor número de estabilizantes, conservadores e que não contenha maltodextrina (equivalente a açúcar). Basicamente, o produto deve conter leite, creme de leite, fermento, sal e alguns adicionam manteiga também. Que tal preparar uma pasta caseira com vegetais e outros alimentos in natura? BEM MELHOR!

Esses são apenas alguns dos produtos muito difundidos no meio infantil. Quando estão presentes de forma contínua na rotina alimentar da criança ou do adolescente podem contribuir para os agravos na saúde supracitados. Eles devem ser evitados por toda a família!

Não pense duas vezes quando surgir uma dúvida e procure um profissional de saúde capacitado e especializado. Reflita SEMPRE! Não se deixe enganar pelas propagandas e mídia. Lembre-se que o objetivo principal das indústrias é o LUCRO e não seu BEM ESTAR!

Faça com que os produtos ultraprocessados sejam exceção na sua casa. Priorize os alimentos in natura ou minimamente processados, praticando todos os dias a leitura dos rótulos e criando o hábito de cozinhar.

Você pode ter uma alimentação saudável e saborosa, fazendo trocas inteligentes dos ingredientes desses produtos! Se interessou? Fique de olho na nossa página! Iremos lançar em breve o nosso E-book Trocas Inteligentes com muitas receitas interessantes para você experimentar com toda a família!

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

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Bebê na barriga

Por que devemos cuidar da alimentação antes da gestação?

A nutrição adequada é essencial em todos os momentos da vida. Normalmente, as pessoas reconhecem sua importância durante a gestação, mas não sabem da sua enorme influencia no período pré-gestacional. O que será que o estado nutricional nesse período determina para o bebê e para a mãe?

Se o feto cresce e se desenvolve em ambiente adverso, ele pode ter consequências fisiológicas e metabólicas ao nascimento, na primeira infância ou até mesmo na vida adulta. Isso porque, a nutrição fetal (dependente da mãe) influencia na expressão futura do binômio saúde/doença do indivíduo.

Esse ambiente não é construído no momento em que a mulher já está grávida e sim ao longo de toda a sua vida. O estilo de vida, que inclui a alimentação e o estado nutricional, da mulher antes da gravidez (assim como na gestação) pode interferir no crescimento, desenvolvimento e na construção de hábitos alimentares da criança, a curto ou a longo prazo, por modificar expressões genéticas no feto.

A mulher que possui um cardápio variado e uma alimentação equilibrada nutricionalmente, antes de engravidar, constroi seus estoques de nutrientes e prepara melhor seu corpo para receber seu bebê. Além disso, fica mais fácil de manter hábitos saudáveis durante a gestação, possibilitando que o bebê tenha contato com os diversos sabores dos alimentos ainda na barriga e facilitando sua introdução alimentar no momento oportuno.

A nutrição adequada pré-concepção é extremamente importante para a mãe também. Ela pode evitar, entre outros, parto prematuro, anemia, pressão alta e diabetes gestacional, além de facilitar o seu retorno ao peso inicial e minimizar sintomatologias digestivas na gravidez.

Cuide de você e do seu filho antes mesmo dele existir! Antes de engravidar, reflita sobre seus hábitos de vida. Procure um profissional de saúde especializado para um bom acompanhamento a fim de garantir a sua saúde e do seu bebê!

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

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Bebê – 0 a 12 meses Chegou ao mundo

Carta do bebê aos familiares e amigos

Oi,

Eu sou um bebezinho de 7 meses, mamãe e papai começaram a me dar alimentos com 6 meses, antes eu só bebia leite do peitinho da minha mamãe. Há um mês venho experimentando variados alimentos: frutas, legumes, verduras e carnes… nham nham tudo muito gostoso e preparado com muito amor!

Eu percebo a preocupação do meu pai e da minha mãe em me dar os alimentos mais saudáveis possíveis porque eles pesquisaram muito sobre e a nutricionista falou que desde a gestação eu venho formando meus hábitos alimentares, mas desde o nascimento até os dois anos de idade esses hábitos se consolidam e eu os levarei para minha vida adulta. Por isso a preocupação deles em me dar os melhores e mais frescos alimentos nessa primeira fase.

Papai e mamãe me amam muito para se preocuparem assim com o meu futuro, não é? Mas muitas pessoas acham que os meus pais são frescos ou chatos, pois não entendem o real motivo dessa preocupação. Antigamente as pessoas não sabiam da importância de uma alimentação saudável desde bebê e davam açúcar, corante, alimentos industrializados e até cerveja na chupeta passavam dizendo não fazer mal. Tudo isso já foi comprovado pelos estudiosos que pode prejudicar a minha formação em diversos campos.

Por isso, hoje venho aqui para pedir para quem me ama, que respeite as decisões dos meus pais, que tenho certeza, são as melhores para mim. Eu preciso crescer saudável, com os nutrientes necessários para me desenvolver física e intelectualmente. Tenho certeza que com essas medidas, tenho menores chances de obesidade, de desnutrição e de poder desenvolver doenças que ás vezes ainda são desconhecidas atualmente, pois os alimentos com conservantes ou transgênicos ainda estão sendo estudados para descobrirem os resultados em nosso corpo, ainda mais o meu corpinho em formação.

Eu peço que você, por favor, respeite as decisões da mamãe e do papai e caso tenham vontade de me dar algo, converse com eles antes, pedindo permissão. Caso, eles digam não, não fique chateado, não é nada contra você, somente uma decisão importante para o meu futuro. Mesmo parecendo que eu queira muito algum alimento, como eu não conheço nada além do leite, eu não fico com vontade e nem aguado como muitos dizem. Agradeço muito a sua compreensão, tornando a vida dos meus pais mais fácil, além de cooperarem para que eu cresça forte e saudável!

Com muito amor e carinho, um beijinho do bebê que você ama.

Lilica.

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A gente testou

Canapé festivo – dica de comida para a festa de final de ano

A saúde é construída a partir do estilo de vida que se leva todos os dias, e não apenas das escolhas alimentares realizadas nas festas de final de ano. Esses momentos devem servir para reflexão, amor, carinho e união, não para angústias geradas pela rabanada “detonada”. A nutrição não se baseia apenas na composição nutricional dos alimentos, mas também nos sentimentos envolvidos no ato de comer ou cozinhar, por exemplo. Consumir as preparações típicas de uma data festiva, em uma mesa de família, na qual todos encontram-se reunidos trocando carinho é nutrição. Elogiar o familiar ou amigo que preparou a comida é nutrição.

A quantidade calórica da preparação deve ser a menor das preocupações nesse momento. O importante é a apreciação unida à moderação. Aprecie a refeição e a consuma com moderação, dando esse exemplo às crianças. Não é preciso e nem se deve extrapolar, só porque está disponível uma variedade enorme de pratos salgados e doces.

Junto às preparações típicas, é legal adicionar alguns alimentos que estão no hábito familiar e vão agregar ainda mais valor. Ao invés do arroz branco, porque não preparar um arroz de lentilha? Ao invés de uma farofa de bacon, porque não uma farofa de talos de vegetais? Dessa forma, a tradição da data é mantida e o estímulo aos hábitos saudáveis também.

A NutriPed se uniu à nutricionista Alexandra Vargas e desenvolveu uma receita muito especial para a sua festa de final de ano. Que tal testá-la? Pode ser o prato de entrada da sua festa de reveillon.

 

Canapé Festivo

Molho Pesto

Ingredientes:

– 1 maço de manjericão

– 1 1/2 xícara de chá de azeite

– 1/2 dente de alho pequeno

– 5 castanhas de caju cruas

– 1 pitada de sal

Modo de preparo: Higienizar o maço de manjericão e reservar as folhas. Bater com os outros ingredientes no liquidificador.

Creme de ricota

– 1 peça de ricota

– 1/2 dente de alho pequeno

– Sal e ervas aromáticas a gosto

– Leite integral (suficiente para dar a consistência de creme)

Modo de preparo: Amassar todos os ingredientes sólidos com um garfo. Acrescentar o leite aos poucos para dar a consistência de um creme firme.

Para a base do canapé, utilizar fatias de pão de forma. Descartar as cascas do pão e depois cortar cada fatia em seis quadrados. Em cima de cada quadrado de pão, acrescentar o creme de ricota (primeira camada), depois o molho pesto (segunda camada) e finalizar com meio tomate sweet grape. Bom apetite!

Nutriped

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

 

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Bebê – 0 a 12 meses Bebê – 1 a 2 anos

Como fortalecer o sistema imunológico através da alimentação?

O sistema imunológico humano atua protegendo nosso organismo de invasores externos, como microrganismos ou substâncias tóxicas. Quando esse sistema não está fortalecido e não consegue combater esses invasores, o corpo pode reagir com doenças, infecções ou até alergias.

Alguns fatores relacionados ao grupo materno-infantil podem ameaçar o sistema de defesa do organismo, como a ansiedade e o sono irregular da gestação e a alimentação inadequada que possibilita o desenvolvimento de deficiências nutricionais nessa fase e na primeira infância.

Proporcionar uma boa nutrição ao corpo é uma ação que deve ser permanente e fazer parte da rotina de todas as pessoas, em especial desse grupo, porque ajuda a manter o bom funcionamento do nosso sistema de defesa. Por exemplo, a alimentação adequada durante a gravidez otimiza a produção de células de defesa, que são passadas para o bebê durante a amamentação.

Existem nutrientes presentes nos alimentos ligados diretamente ou indiretamente ao fortalecimento da imunidade, no entanto, para que todos possam atuar de forma eficiente é preciso que eles estejam em equilíbrio. Vamos descobrir alguns deles?

As vitaminas e minerais são nutrientes envolvidos na resposta imunológica e, em geral, atuam aumentando a produção de células de defesa, reduzindo o estresse causado por invasores ou mantendo a integridade dos tecidos. Dentre as vitaminas destacam-se a E, a A e as do complexo B e dentre os minerais, o ferro, o zinco e o selênio.

Além dos micronutrientes, a alimentação deve estar nutricionalmente completa e equilibrada em relação aos macronutrientes (carboidrato, gordura e proteína). Quando ocorre a deficiência de proteína, há dificuldade em reparação tecidual e formação de novas células. Em relação a gordura, os ácidos graxos ômega 3 e 6 devem estar em proporções adequadas para que consigam responder a inflamação adequadamente. Os carboidratos devem entrar complementando esses dois nutrientes, mas a escolha não deve ser pelos refinados. A ingestão correta de água também faz parte de todo esse processo.

As vitaminas e os minerais citados podem ser encontrados nas frutas cítricas, legumes alaranjados, verduras verde-escuras, carnes em geral e grãos ou cereais integrais. Já os macronutrientes, em leite e derivados, ovo, carnes, peixes, óleos vegetais, oleaginosas, sementes de chia e linhaça.

É fundamental o acompanhamento nutricional para adequadar a proporção de todos os nutrientes e para identificar aqueles alimentos contraindicados para cada faixa etária.

Além da boa nutrição, para que a imunidade esteja fortalecida, deve-se ter uma boa noite de sono, praticar esporte, estar perto de pessoas queridas e desempenhar atividades que façam bem ao corpo e a mente. Nada funciona de forma isolada, mas sim em conjunto! Reflita sobre o seu dia-a-dia!

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

Nutricionista da Nutriped

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