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Maternidade Ideal X Maternidade Possível

Quando uma mulher se torna mãe, junto com a chegada do bebê, vem também muitas dúvidas, ansiedade, desconhecimento, medos e um misto de sentimentos que sozinhas não damos conta de entender. Seria perfeito se viesse junto com o bebê um manual de como “criar um filho” da melhor maneira possível, mas não vem. Por isso, mamães antenadas recorrem aos blogs de maternidade, textos, livros que nos “ajudam” como educar e lidar com as dificuldades que é criar uma criança.

Nós mesmas, antes de engravidar começamos a ler bastante sobre este universo ainda desconhecido. Com isso, já lemos muita coisa e nem sempre dá para colocar em prática tudo ou porque não concordamos ou porque algumas sugestões não são aplicáveis à nossa realidade.

Assim, no dia a dia, vamos adaptando o que acreditamos e desejamos fazer para nossos filhos dependendo do nosso cotidiano, com o que é possível fazer. Além disso, carregamos muita bagagem, seja ela da própria infância ou do que vivenciamos por toda nossa vida até o que nos tornamos hoje. Dessa forma, somos uma mistura do que desejamos e do que conseguimos fazer, e, assim,  vamos exercendo a maternidade.

Acertando, errando, acertando de novo, questionando o que fizemos, refletindo como podemos nos melhorar e observando que cada filho é um e não existe modelo perfeito de criação.

Acreditamos que a maternidade seja assim, não existe uma “receita de bolo” pronta para seguirmos, vamos construindo ao longo da nossa jornada como mães e pais. Até por que alguns conselhos que recebemos de amigos, parentes e até de  próprias nossas mães, não funcionam tão bem assim com a gente, aí você se reinventa, adapta o que dá e vai seguindo a criação de seu filho, cheia de dúvidas!!!

Enquanto tivermos dúvidas, se estamos acertando ou errando na formação dos nossos pequenos, estamos no caminho certo, pois refletir sobre as nossas ações é o primeiro passo para seguirmos o caminho que acreditamos e achamos que seja o mais adequado.

Dúvidas sempre existirão, por isso existem os blogs de maternidade e o Mãe Só Tem Uma! Para trocarmos experiências, trazermos informações, estudos, reflexões acerca de algo tão complexo que é exercer a maternidade e a paternidade em sua plenitude.

Gostaríamos de abrir esse espaço para essa troca tão bacana acontecer e esperamos que vocês, mamães e papais (também, porque não?) se sentissem acolhidos. Para isso, uma de nossas regras de ouro sempre será o respeito mútuo, pois, assim teremos um ambiente agradável para debatermos ideias, ações e métodos que possam nos auxiliar na criação dos nossos filhos.

Sejam muito bem-vindos!

Com carinho,

Lilica e Nana.

 

 

 

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A escolha da maternidade

Olá, mamães!
Hoje eu, Nana, me proponho a bater um papo, trocar uma ideia sobre a escolha de ser mãe.
Sim, eu acho que a mulher sempre opta pela maternidade, seja quando a gravidez é desejada e totalmente planejada ou até mesmo quando ela engravida na base do “foi sem querer” e mesmo com todas as adversidades, topa ir até o final da gestação, ainda que aquele não fosse o melhor momento que ela imaginava.

Para mim, gravidez é escolha, é opção! Uma mulher tem que estar ciente de todas as consequências que a vinda de uma criança gerará em sua vida. Não falo somente da parte maravilhosa: a alegria de se ter uma criança em casa, de saber que você sentirá um amor inimaginável ou de poder acompanhar o desenvolvimento de um serzinho que estava dentro de você ou que você tanto desejou.
Refiro-me ao lado que a gente só descobre depois que o bebê já está lá dentro da barriguinha da gente.
Gestar é lindo, cheio de glamour, mas não é fácil pra todas as mulheres. O corpo dá uma grande modificada, as pernas incham, você geralmente enjoa e vomita, surgem (algumas vezes) doenças inesperadas, a bexiga fica cheia muito mais rápido que o normal. Mas aí você me diz: “Nana, em 9 meses isso tudo passa e o bebê fofuxo estará no seu colo!”É verdade, minha amiga. Mas volto a afirmar: a opção da maternidade não é para todas! E isso não significa que quem não opta seja mais ou menos mulher por isso. Depois que a fofurinha nasce, junto com ela vem uma série de situações que você nunca imaginou.

  1.  Você vai precisar de apoio. Seja físico ou emocional:Muitas recém-mamães não esperam que a depressão pós-parto aconteça com elas. Além disso, o seu corpo levará um tempo até se adaptar a nova rotina do bebê.
  2. Você pode se surpreender negativamente com o seu companheiro:Por sorte, aqui não tive problemas. Porém, conheço muitas amigas que me disseram terem se surpreendido com as reações de desinteresse ou falta de apoio (ou compreensão) por parte dos companheiros. Ou seja, toda aquela idealização de família comercial de margarina vai embora na primeira semana de vida do bebê.
  3. Você inevitavelmente dependerá do outro:
    Seja da creche, da mãe, da sogra, da tia, você aprende que não é mais capaz de se resolver sozinha.
  4. A sua liberdade já não é mais só sua (no início): Tem dia que dá vontade de sair pra dançar a noite toda, acordar às 11h da manhã e não se preocupar com o que você fará até de noite. Experimente fazer isso com uma criança pequena de 1 aninho. Você verá que o ítem 4 será fundamental ou que esta opção durante um momento da sua vida não é possível de acontecer.
  5. Um filho doente acaba com a sua noite, mas a sociedade não está preocupada com isso.Só quem já viu um filho ter febrão por toda a madrugada ou chorar a noite inteira de dor saberá o que é ter uma péssima noite de sono mas mesmo assim ter de acordar, botar a cara na rua e trabalhar como se nada tivesse acontecido. O mundo não quer saber o que houve na sua casa.

Sabe, eu poderia enumerar diversos outros tópicos, mas a ideia de hoje é ressaltar que quando escuto mulheres dizendo que são loucas pra serem mães, sempre friso que existe um lado B, um lado que não aparece nas redes sociais e nas fotos lindas com o bebê, um lado que se chama desgaste físico e emocional, que se chama resiliência, que se chama amor incondicional.
Se você acha que não está preparada para deixar a sua zona de conforto, não tenha filhos. Porque no futuro você não poderá cobrar nada deles (que deixou o emprego por eles ou se casou obrigada pra ter uma família por eles). Isso foi uma escolha sua! Apenas sua! E escolher não ter filhos não é ruim. É apenas mais uma escolha que se faz na vida.
Mas se você está certa de que as crianças têm de fazer parte da sua vida, vá em frente. Lembre-se sempre que não será um caminho repleto de flores por todo o trajeto, mas seguramente o cheiro delas estará presente nos momentos em que só encontrar espinhos pela sua rota.

Um beijo com carinho,
Nana.