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Expectativas Maternas

Espelho, espelho meu. Pari e agora?

pari-e-agoraO dia tão esperado da gestação chegou! E você teve o seu bebê, olhos nos olhos, você se encantou, se desesperou… Os dias vão passando, um mês, dois meses, seis meses e você se olha no espelho e não se reconhece. Além das olheiras e feição de cansaço, seu corpo não é mais o mesmo! Os quilos a mais que você engordou na gestação ainda não foram embora apesar de você amamentar dia e noite o seu bebê. Isso aconteceu com você? Comigo também, não se sinta sozinha e muito menos a mulher menos atraente do mundo.

Na era das redes sociais, vemos cada vez mais celebridades e subcelebridades mostrando o corpinho sarado, uma semana depois do bebê ter nascido. Na mesma hora olhamos para nós e pensamos: que merda é essa? A verdade (que ninguém conta!) é que a grande maioria das mulheres demora a ter seu corpo de antes da gestação de volta. Primeiro que somos mulheres normais, comemos as guloseimas que temos desejos e a maioria não malha pesado desde antes da gestação. Segundo que demoramos extensos nove meses, as vezes dez para ganhar o peso da gestação e quando parimos imaginamos que vamos ter um corpinho de princesa em um mês?

Será que não estamos nos cobrando demais? Será que não estamos vendo televisão demais? Será que nossas amigas, irmãs, conhecidas estão saradas logo após o parto? A resposta é óbvia, claro que não. Devemos sempre procurar comer saudável por causa da amamentação e para o corpo ir voltando naturalmente mas ele não voltará tão rápido o quanto queremos (ou dizem para nós). Acredito que a sensação de mal estar com o próprio corpo (barriga flácida, estrias, celulites, excesso de peso, quadril largo) é fruto de grande parte das mídias que mostram como devemos estar antes de engravidar e mesmo depois de gestar e parir um bebê.

As minhas dicas para esse processo de volta ao corpo de antes da gravidez são:

  • Não tenha tanta pressa, a natureza age sabiamente. O corpo demora um pouco para voltar mas volta.
  • Amamente bastante (isso realmente auxilia no processo de emagrecimento).
  • Beba muita água.
  • Se alimente bem, com frutas, legumes e verduras (esses alimentos são ricos em fibras e vão te dar uma sensação de saciedade grande).
  • Se possível, faça exercícios depois que o médico liberar. Uma caminhada, natação, andar de bicicleta ajudam muito e são atividades prazerosas.
  • Não se cobre muito.
  • Pare de se comparar com terceiros, cada mulher tem um corpo e um metabolismo.

 

Através das dicas acima a chance de você conseguir voltar o peso e o corpo que tinha antes, aumenta. Eu engordei 16 kg e hoje, 1 ano e meio depois do nascimento do meu bebê, eu consegui voltar ao peso de antes da gestação. Nada de pressa ou cobrança porque o momento pós parto é intenso, é o momento de você curtir o seu bebê que você tanto sonhou em conhecer.

Fontes:

http://brasil.babycenter.com/x1500293/quando-vou-voltar-ao-meu-peso-de-antes-da-gravidez

http://delas.ig.com.br/o-corpo-da-mulher-depois-do-parto/n1237496370877.html

 

Lilica.

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Expectativas Maternas

10 bons motivos por ter me tornado uma pessoa melhor com a maternidade

mãe, pessoa melhor, maternidade

Refletindo um pouco sobre mim, sobre minhas ações e o que estou me tornando depois da maternidade tenho chegado cada vez mais a conclusão que ser mãe tem sido um desafio constante para mim e ao mesmo tempo tenho me tornado uma pessoa melhor. Afinal um intensivão com uma pequeno ser, que requer muitos sacrifícios nossos, muita atenção e dedicação não é moleza não.

Então elenquei 10 motivos porque eu me tornei uma pessoa melhor com a maternidade:

1 – Minha alimentação melhorou: não que eu comesse mal, sempre comi legumes, frutas, verduras mas também muitas porcarias! Com a gravidez dei uma maneirada nas porcarias, na amamentação continuei tentando equilibrar mas quando meu filho começou a introdução alimentar refleti que não queria criar um filho obeso ou com problemas de colesterol por falta de incentivo meu a comer alimentos saudáveis. Então tenho comido bem menos alimentos processados e industrializados, tenho ido muito na onda das frutas e legumes, que é o que o meu bebê mais consome.

2 – Não julgo mais ninguém: já julguei muito os pais em geral quando via alguma cena de birra ou pirraça, mas depois que me tornei mãe, isso mudou bastante. Até porque, temos telhado de cristal! Estou vendo por outro angulo a mesma situação de antes.

3 – Desenvolvi muito mais paciência: eu sou professora do ensino médio, trabalho com adolescentes, mas depois que me tornei mãe, parece que essa paciência triplicou. Ainda estou longe do ideal mais já melhorei bastante!

4 – Penso de forma mais consciente no Planeta que vou deixar para meu filho: sempre me liguei as causas ambientais. Já sou contribuinte de uma ONG que ajuda a preservação da natureza há anos mas depois que meu bebê chegou ao mundo, penso muito como o mundo estará quando ele tiver a minha idade. Será que terá água potável para todos do planeta? E o lixo, como faremos se consumimos cada vez mais? Tenho pensado nisso e tentado me engajar mais nessas questões ambientais.

5 – Desejo um mundo melhor: vivemos em um mundo onde ainda existem guerras, assassinatos, estupros, escravidão e violência contra as minorias (mulheres, homossexuais, negros e índios). Não gostaria que meu filho vivesse em um mundo com intolerância religiosa, étnica ou racial. Penso muito mais sobre isso atualmente e tento de alguma forma introduzir esses assuntos em sala de aula.

6 – Me tornei menos egoísta: eu vivi até os meus 30 anos voltada para mim. Tudo dependia do meu desejo, da minha vontade, dos meus planos pessoais. Aí chegou o Antonio e TUDO mudou. Agora eu estou em segundo plano, e aprendendo muito com isso.

7 – Falo menos palavrão: quando estou com os amigos, familiares e pessoas íntimas, costumo falar palavrões ou até mesmo quando algo sai errado ou estou nervosa. Mas sinceramente, não desejo que meu filho de poucos anos de idade saia por aí falando um monte de palavras com significados fortes sem entender o que ele está querendo dizer. Então estou me policiando para falar menos, bem menos palavrões.

8 – Sou mais solidária: me solidarizo de forma muito mais forte atualmente do que antes da maternidade. Outro dia, vi um bebê de um pouco mais de 1 ano chorando de fome, com a avó na rua. Não contive as lágrimas e só parei de chorar quando entrei no mercado e comprei uma lata de leite para sanar a fome daquela criança. Imaginei meu filho naquela situação.

9 – Meu consumo (coisas para mim) diminuiu: estou comprando bem menos, até porque o foco agora não sou mais eu e sim meu pequeno Antonio. Mas mesmo para ele, tenho consumido de forma racional, utilizando inclusive roupas e brinquedos de terceiros, comprados em brechós ou reutilizado de amigas que tiveram filhos antes de mim.

10 – Sou mais feliz: através dessas pequenas mudanças que citei acima, me sinto tão mais feliz, mais completa. Parece que agora eu tenho um novo motivo para seguir em frente e sorrir, e achar que o mundo pode ser um lugar melhor sim. Por tudo isso e pela existência do meu pequeno que me alegra diariamente eu sou bem mais feliz do que antes de sua chegada.

 

E vocês e mamães? Se identificaram com alguns dos itens acima? Tem outros itens que não citei? Então conte para a gente!

 

Lilica.

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Pé na estrada

Viajar com criança pequena vale a pena?

viagem-com-bebe%cc%82Antes de fazer a nossa primeira viagem para fora do país com nosso bebê de 1 ano e 3 meses na época, eu e meu marido ficávamos nos questionando se valeria a pena investir tempo e dinheiro em uma viagem internacional com nosso filho tão pequeno. Para fugirmos das Olimpíadas que aconteceria em agosto de 2016, no Rio de Janeiro, quintal da nossa casa, resolvemos experimentar e fomos com a cara e com a coragem!

Eu já tinha ouvido opiniões controversas sobre viajar com bebês e crianças pequenas, alguns colegas já tinham até me desencorajado com seus depoimentos e experiências, mas como eu e meu marido somos animados em relação a viagens, resolvemos experimentar.

Decidimos ir para um local relativamente perto para começar com poucas horas de voo e que não tivesse um fuso horário diferente do Brasil. Buscamos países da América do Sul e nas nossas pesquisas, tanto Buenos Aires quanto Santiago eram duas cidades conhecidas por ser “kids friendly” (amigável com crianças). Organizamos tudo: seguro viagem (na minha opinião indispensável com criança), roteiro, pegamos dicas de passeios voltados para ele, levamos remédios e todos os apetrechos que estávamos acostumados em casa e que pudéssemos precisar. Principalmente porque fomos no frio e tínhamos o receio do nosso filho ficar doente, então levamos nebulizador, umidificador (pois o clima de Santiago é bem seco) e roupas especiais que segurassem o frio desses locais que são bem mais frios do que estamos acostumados no Rio de Janeiro.

Se valeu a pena? Tivemos ótimas experiências com a viagem! Já tínhamos andado de avião com ele duas vezes antes dessa viagem mas como ele era bem pequeno, não entendia o que estava vivenciando. Mas desta vez ele curtiu bastante o avião, ficou repetindo a palavra avião algumas vezes e se encantou com o tamanho dele quando tivemos que entrar na aeronave através da escada, pois deu uma visão bem ampla do avião para ele. Além de todas as novidades gastronômicas, de clima, de passeios e lugares por que passamos, ele ainda teve a experiência de ir ao Vale Nevado e ver a neve. Nesse dia ele ficou tão eufórico que demorou a dormir e dormiu falando a palavra “neve”. Ficamos encantados pois ele estava começando a pronunciar suas primeiras palavras e essa marcou bastante ele.

Chegamos a conclusão que apesar de todo o trabalho de arrumar malas e levar o que estamos acostumados e o que podemos precisar durante a viagem, ela foi muito válida. Tanto para nós, quanto para ele, para ele principalmente! O mesmo trabalho que dá cuidar de uma criança em sua própria casa, também dá em uma viagem, o que ajuda bastante é se organizar para as coisas darem o mais certo possível, minimizando assim uma situação chata ou que evitamos passar.

Outro ponto positivo é a experiência de uma viagem em família. Para nós foi fantástica! Nos unimos mais e voltamos cheios de lembranças boas de momentos vividos a três durante 18 dias. O que acaba sendo raro acontecer na rotina diária, já que trabalhamos, estudamos e muitas vezes só nos encontramos a noite em casa.

Irei listar algumas dicas para facilitar viajar com crianças pequenas e bebês:

  • Os passeios serão ditados pelo tempo deles e não pelo nosso;
  • Escolha passeios que tenha alguma atrativo para os pequenos. Não adianta entrar e sair de museus pois para eles será chato, onde não podem tocar em nada e não entendem muita coisa;
  • Prefira parques e lugares abertos, onde as crianças possam brincam e gastar energia;
  • Leve ou alugue um carrinho pequeno (conhecidos como guarda-chuva) para usar nos passeios de longas caminhadas ou até mesmo para colocar o bebê quando ele adormecer. Dessa forma o passeio segue normalmente enquanto ele descansa;
  • Veja com antecedência a documentação necessária para sair com uma criança do país;
  • Mesmo sabendo que as crianças começam a pagar passagem de avião somente aos 2 anos, pense bem se seu filho já não está grande o suficiente para passar algumas horas no seu colo, sem opção de ter uma cadeira só para ele. As vezes vale a pena pagar a passagem de avião dele;
  • Escolha lugares como destino de viagem que receba e acolha bem crianças;
  • Pense que com crianças os passeios costumam ser mais demorados. Eu programava 1 ou 2 passeios (no máximo) por dia para não ficar desgastante para todos.

Espero ter te animado a viajar e passear mesmo que você tenha um bebê pequeno ou uma criança em casa! Acredito que essas experiências nos marcam positivamente e mesmo os pequenos não sabendo, as vezes, traduzir o que vivenciaram, a experiência ficará registrada em seu inconsciente. Viajar é ótimo. Viajar em família é maravilhoso! O que precisamos entender é que o ritmo da viagem que estávamos acostumados, mudará um pouco, mas nada que mude esse prazer de viajar que sentimos. Por aqui, já estamos planejando a próxima viagem do ano que vem!

OBS: Aguardem a matéria que farei com dicas de passeio para Buenos Aires e Santiago com criança!

Lilica.

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Expectativas Maternas

Que mundo você deseja deixar para o seu filho?

Vivemos uma era de mudanças, tanto do ponto de vista climático quanto do ponto de vista da postura do homem frente ao mundo. De alguns anos para cá é cada vez mais comum ouvir palavras como “sustentabilidade”, “meio ambiente”, “preservação” e “reciclagem”. Essas palavras nos mostram que a humanidade está mudando o foco que vinha tendo até agora: devastação do meio ambiente em prol do desenvolvimento material do homem, consequentemente gerando um consumismo desenfreado em grande parte das sociedades do planeta Terra.

Mas é isso que queremos para nosso futuro? É isso que queremos deixar para nossos filhos? Um planeta exaurido de seus recursos naturais? Então devemos agir e rápido! Muitas vezes achamos que nossas atitudes são pequenas demais para mudar esse processo de devastação da Terra, não, nossas atitudes são o começo de uma grande transformação que está começando e irá se estender para nossos filhos através do exemplo.

Irei dar algumas dicas do que podemos fazer para mudar nossos hábitos e envolver nossos filhos nessas ações para criá-los com um pensamento diferente do que a maioria de nós fomos criados:

  • Fazer coleta seletiva (separar vidro, papel, plástico etc).
  • Não desperdiçar comida.
  • Não fazer qualquer atividade com a torneira aberta (principalmente lavar louça e escovar dentes).
  • Usar sacolas retornáveis no mercado.
  • Comprar somente o que for realmente consumir (para evitar desperdício).
  • Não incentivar o consumismo de roupas e brinquedos para seu filho(a), ensinando sempre que devemos comprar o que estivermos precisando.
  • Separar (junto com seu filho-a), periodicamente, brinquedos para doação ou revenda em grupos virtuais.
  • Participar de feira de trocas de livros e brinquedos.
  • Ter uma mini horta em casa (para mostrar o cuidado com as plantas, além de incentivá-lo a comer o que ajudou a produzir).
  • Reutilizar a água do tanque ou da máquina de lavar para limpar o chão de casa ou varanda.
  • Usar as fraldas de pano modernas
  • E por fim: AMAR a natureza em toda a sua plenitude!

Lembre-se: essas são pequenas ações que ajudam a preservar o meio ambiente ou consumir menos produtos (que irá devastá-lo ao produzir). A nossa ação é a melhor forma de educar e dar o exemplo a nossos filhos, pois estão prestando atenção em nós o tempo todo. Não adianta levar essa proposta para casa se não vestirmos a camisa também.

Escolha alguns itens que você acha que consegue começar a fazer diariamente, e aos poucos vá aumentando suas ações, sempre conforme sua disponibilidade. Não se culpe se não conseguir colocar em prática todas as ações da lista. O importante é começar com o primeiro passo: vontade de mudar seus antigos hábitos para ajudar a manter um planeta saudável para o futuro. E aí, mãos a obra?

Lilica.

 

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A gente testou

Você conhece a banheira PUJ que acopla na pia?

Assim que cheguei à casa com meu bebê recém nascido, fiquei com muito receio do banho (apesar de ter feito curso de banho e primeiros cuidados), pois sabemos que a teoria é bem mais fácil do que a prática, principalmente quando nossos bebês choram, se mexem, batendo pernas e braços no banho.

Ainda tive a dificuldade de ter um banheiro pequeno, então a minha banheira não cabia no banheiro. Os primeiros banhos foram na banheira, só que ela ficava no quarto! Imagina a trabalheira para levar a água morna até lá e depois levar de volta para o banheiro a água suja do banho!?

Uma colega me deu a dica do PUJ, um acessório de banho ótimo que seria perfeito para poder usar com bebês recém nascidos, pois eles ficam aconchegados, diferente da tradicional banheira, onde eles ficam soltos demais e aí nos enrolamos.

O PUJ é um acessório para acoplar na pia do banheiro da sua casa e dar banho de forma mais tranquila nos bebês recém nascidos até mais ou menos o quinto mês. Aqui em casa a experiência foi ótima até o terceiro mês, depois começou a ficar apertado, pois meu bebê sempre foi grande e gordinho, por isso depende muito do bebê para saber de fato até quando ele irá usar.

A pia, além de ter a altura ideal de um adulto para manusear o bebê, fica dentro de um ambiente fechado, que favorece o aquecimento para ele não pegar vento e sentir frio.

O material do PUJ é bem leve, feito de uma combinação de espumas macias que deixam o bebê bem confortável durante o banho.

Eu lamentei muito quando meu bebê ficou grande demais para usar o PUJ, pois foi um acessório que realmente me ajudou no quesito banho.

Uma dica importante é ver o tamanho da pia, pois as pequenas não cabem e a torneira também não pode ser daquelas curtinhas, tem que ter o mínimo de distância da pia para não encostar no bebê. Através do vídeo que será exibido abaixo dá para ter uma noção do tamanho que a pia e a torneira devem ter.

Meu marido comprou o PUJ nos Estados Unidos, após a dica de uma conhecida. Pelo o que eu pesquisei, não vende no Brasil, e também não entrega aqui se efetuarmos a compra pelo site. Fica a dica para quem irá viajar ou tem algum conhecido que irá aos EUA.

Lilica.

 

 

Veja dicas de banho em recém- nascido.

 

Dicas de banho para bebês.

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Expectativas Maternas

Eu escolhi ter apenas um filho – respeite isso!

A sociedade de modo em geral está sempre nos cobrando: se não temos namorado em torno dos vinte anos, se não vamos nos casar quando estamos na casa dos trinta e logo depois do casamento, se não vamos ter filhos. Assim que temos o primeiro, começam as outras perguntas e palpites: vai tentar uma menina(o)? Quando vem o segundo? Filho único é tão sozinho, tão mimado… A gente ouve de tudo.

Muitas vezes nos sentimos pressionadas a seguir o planejamento de vida que as pessoas esperam da gente e não o que queremos para nós mesmos. Imagina eu que fui ter o Antonio 6 anos depois que me casei? Já estavam preocupados porque não procriávamos. Depois que tive meu primeiro filho, por uma série de motivos estou pensando seriamente em parar só nele. Mas as pessoas não estão preparadas para ouvir que eu me basto com um filho só. Elas acham que ele merece uma irmã(o), que ele será solitário, que eu irei me arrepender no futuro ou que eu irei me esquecer de todo o processo difícil que é gestar, parir, criar nos primeiros anos de vida.

O texto de hoje vem falar do quanto é chata essa cobrança de filhos. Existem mulheres que não desejam se tornar mães, não querem passar por todo esse processo que abre mão de nós mulheres como seres individuais por bastante tempo de nossas vidas. Ter ou não ter filhos é uma escolha, assim como ter um ou cinco filhos também é e passa por um monte de critérios do casal. Por isso é tão incomodo sermos invadidos constantemente com determinadas perguntas que a resposta boa seria somente “sim, terei mais filhos”. Mas nem sempre é essa resposta que queremos dar.

O fato de uma mulher ter somente um filho não a faz menos mulher ou mãe por isso. A experiência da maternidade é algo tão subjetivo que as vezes uma situação pode ser encarada de várias formas por pessoas diferentes. Um exemplo bom é a amamentação que para algumas mulheres é uma experiência maravilhosa e para outras, horrível. De fato a amamentação é doação mas temos disposições diferentes, condições psíquicas e emocionais que variam, não podendo julgar alguém por determinada escolha.

O que eu peço em nome de todas (ou da maioria) que não desejam ter outro filho? Peço que não nos cobre, não insistam, respeitem nossas vontades e opiniões. Uma família não é formada por pai, mãe e dois filhos, essa realidade está bem distante de nós ultimamente. Acredito que empatia é a palavra chave que busco neste momento, para poder decidir o futuro da minha vida e da minha família sem pressão e insistências pois preciso ter no mínimo dois filhos para estar dentro de uma padrão social aceito socialmente.

Lilica.

 

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Bebê – 0 a 12 meses Chegou ao mundo

7 Dicas valiosas para os primeiros dias do bebê em casa

Mamães, quando eu tinha um bebê de quase 4 meses, eu escrevi para vocês algumas dicas que, para mim foram muito valiosas e realmente me ajudaram a passar por esse momento tão delicado e difícil de nossas vidas que é a chegada à casa com o seu bebê, sem a ajuda das enfermeiras e médicos do hospital.

1- Você vai precisar de ajuda!

Você não é super heroína e mesmo que tenha ajuda do seu marido/namorado/companheiro vocês não irão dar conta sozinhos de tudo, então aceite ajuda. Pode ser de uma vizinha, de uma amiga, da mãe, sogra, ou contratar alguém mesmo. Não estou falando sobre arrumar a casa, mas itens básicos de sobrevivência como comer, dormir, ir ao banheiro e tomar banho. Me lembro que os primeiros 15 dias foram os piores!

2- É bom ouvir conselhos mas filtre-os.

Conselho se fosse bom ninguém dava vendia, né? Pois é… O que funcionou para um, pode não funcionar para outros, então escute os conselhos com parcimônia, filtre o que achar desnecessário ou te agrida. Você não precisa passar por nada que não queira, sem contar que ficamos muito sensíveis, então um conselho mal dado, as vezes atrapalha mais do que ajuda.

3- Tenha alguém de confiança para conversar e desabafar.

Nos quinze primeiros dias de vida do meu filho, eu chorei todos os dias, as vezes mais de uma vez por dia. Simplesmente não tinha motivo, ele era saudável, mamava bem, não tive problema de pega, nem com o bico do peito, tudo estava nos conformes, mas eu me sentia muito frágil, insegura, sensível mesmo. Então tenha alguém com que você possa conversar, possa ter um ombro amigo, muitas vezes o que mais precisamos é ser ouvida.

4- Escolha um bom pediatra e confie nele.

Eu engravidei junto com a minha irmã, tínhamos 15 dias de diferença e o que mais me chamou atenção foi as diferenças de pensamentos e atitudes de nossos médicos obstetras. A minha passava ultrassonografia todos os meses, o dela não, a minha pediu para tomar vacina no final da gestação, o dela não, e assim percebemos diferenças durante todo o pré-natal. A mesma coisa está acontecendo com o pediatra: o meu indica clínica particular para vacinar com determinadas vacinas, o dela não, o meu passou vitamina, o dela não. Então, se você ficar comparando o que o pediatra da sua filha/o faz em relação ao dos colegas e parentes você irá surtar. Escolha um pediatra bom, de referencia e confie bastante nele, isso irá te confortar e fará você se sentir segura em diversos momentos em que divergir dos outros.

5- Descanse sempre que possível.

Você já deve ter ouvido muito isso, principalmente se está grávida. Eu ouvi de diversas pessoas: “durma quando ele dormir”. Como meu filho nasceu trocando a noite pelo dia e nos primeiros dias eu me senti exausta com a nova rotina, eu literalmente fiz isso. Quando ele dormia, eu e meu marido (que tirou férias para me ajudar) dormíamos. Eu simplesmente deixava a casa do jeito que estava, muitas vezes trocava a comida pelo sono. Como tive ajuda da minha sogra, da minha mãe e também de uma faxineira que vinha duas vezes na semana, elas se revezavam para estar conosco, traziam comida, lavavam a louça, traziam frutas, biscoitos. Não adianta sua casa está em ordem se na hora de amamentar ou ficar acordada a noite você não ter energia e paciência com esse serzinho que chegou ao mundo. Mesmo que você não tenha ajuda nenhuma, deixe tudo para lá e vá descansar, nem que seja uma parte do dia, pois recém-nascidos costumam dormir muito.

6- Saiba falar NÃO as visitas

Cada um reage de um jeito em relação a receber ou não visitas em casa. Eu e meu marido particularmente não quisemos. Estávamos no nosso primeiro filho e dentro de um mês iríamos nos mudar (imaginem o estado da casa!). Além disso, Antonio nasceu trocando o dia pela noite e teve muita cólica e gases a partir dos 15 dias de vida. Então optamos por não recebermos visitas em casa no primeiro momento, mas mesmo não convidando, muitas pessoas se ofereciam para visita-lo, as vezes já dizendo dia e hora. Ainda bem conseguimos dizer não, óbvio explicando os motivos e dizendo que assim que estivéssemos menos enrolados convidaríamos as pessoas. Quando nosso bebê completou 2 meses e meio nos sentimos mais confiantes, já na casa nova, mais ou menos organizada, começamos a receber as visitas e foi a melhor coisa que fizemos, pois tivemos privacidade e não tivemos que nos preocupar que roupa estávamos vestindo ou se a casa estava arrumada. As pessoas que foram antes desse período vieram para ajudar lavando louça, cozinhando, colocando roupa na corda, e não para fazer visita.

7 – Paciência na amamentação

Essa dica vai principalmente para as mães de primeira viagem. Calma! A amamentação não é fácil, é algo que requer paciência, perseverança e ajuda. Se você estiver insegura, mesmo com todas as dicas e ajuda que recebeu no hospital, não se acanhe em contratar uma pessoa (geralmente enfermeira) especializada em amamentação, ela vai te ajudar, te ensinar, te acalmar e você verá uma luz no fim do túnel. Se o bico do seio rachar, o leite demorar a descer, a pega estiver incorreta, tudo isso tem solução. Você só não pode se desesperar porque passará insegurança para o bebê e irá acabar cedendo ao leite industrializado e este não é o mais completo para o seu bebê, principalmente nos primeiros meses de vida.

Espero ter ajudado você,

Lilica.

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Bebê – 0 a 12 meses Chegou ao mundo Sem categoria

Como fazer a mala da maternidade

Quando estamos preparando a bolsa da maternidade surge um monte de dúvidas: o que levar? Quantas peças de cada roupa levar? O que levar? Quantas peças levar? O que é essencial? O que é supérfluo?

Todas essas perguntas rondam as cabeças dos papais de 1a viagem.

Com 34 semanas, o ideal é que as roupas do bebê já estejam lavadas pra começar a organização da sua malinha.

Primeiro vamos começar com o que não pode faltar:

  • 4 roupas (geralmente usamos macacões porque são inteiriços e são bem quentinhos para os recém-nascidos)

Explicação: colocamos 4 pois geralmente ficamos 2 dias no hospital mas os bebês recém nascidos costumam golfar bastante, defecar várias vezes e caso ele suje a roupa, tem o dobro para usar nesses dias.

  • 4 Bodys de meia manga (para usar por baixo do macacão)
  • 2 Cueiros (para embrulhar o bebê)

Explicação: 1 para cada dia, seguindo a lógica de que pode sujar com facilidade.

  • 2 pares de meias (para aquecer os pés)
  • Escova de cabelo
  • 2 fraldas de pano (para eventuais golfadas ou para cobrir alguma superfície)
  • 2 panos de boca
  • Pomada anti-assadura (Na maioria das vezes as enfermeiras dizem que o cocô do bebê (mecônio) não assa antes dos quinze dias de vida. A minha experiência, mesmo com pomada foi um bebê com um bumbum bem assado, mesmo nos primeiros dias de vida).
  • 1 pacote grande de Lenço umedecido (da marca que você preferir)
  • 1 pacote de fralda RN/P (da marca que você preferir)
  • Almofada de amamentação (para ficar mais confortável para a mãe descansar os braços e o bebe se apoiar)
  • 1 manta para cobrir

OBS: Algumas maternidades fornecem fraldas e lenços umedecidos, mas não necessariamente será da marca que você gostaria de usar, então por prevenção eu levei esses itens da marca que eu queria.

Dica de como organizar as roupas: Faça um kit com 1 macacão, 1 body , 1 par de meia, 1 pano de boca, 1 fralda de pano e 1 cueiro. Coloque em saco transparente ou tule (os que possuem furinhos) e cole uma etiqueta com nome do bebê e o número da roupa. Exemplo: Antonio, roupa 1. E assim sucessivamente. Quando a enfermeira pedir a roupa, você ou seu acompanhante irá pegar os kits na ordem enumerada. Isso facilita muito a vida!

O que geralmente não precisa (pois o hospital fornece):

  • Sabonete líquido (para o bebê)
  • Toalha (para o bebê)
  • Álcool gel para os visitantes usarem
  • Lençol para o bebê (geralmente os bebês ficam em um bercinho portátil que já vem com o colchão e o lençol.

O que você pode levar mas não é necessário, e sim um mimo para usar:

  • Prendedor de cabelo
  • Laçarote
  • Vestido
  • Bonecos para enfeitar o quarto
  • Enfeite de porta
  • Lembrança para quem for visitar

Elis de Andrade.

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A gente testou

Chá da mamãe: promete aumentar a produção de leite.

A resenha de hoje vai falar de um produto que auxilia na amamentação. Entre tantos produtos comercializados no mercado para aumentar a produção de leite, eu experimentei e usei bastante o chá misto da mamãe ou no original em inglês nursing tea. Nós compramos quando fizemos o enxoval nos Estados Unidos mas para nossa sorte, esse chá vende aqui no Brasil!

Eu experimentei o chá misto da mamãe da marca Weleda, muito conhecida e usada por aqui. O chá que é produzido com matéria prima orgânica (ervas naturais) promete aumentar a produção de leite. Eu sou adepta a utilização de produtos naturais, pois geralmente não possuem efeitos colaterais, dessa maneira não nos entupimos de remédios alopáticos, ainda mais nessa fase delicada que é o pós parto.

O chá é feito com delicadas especiarias conhecidas, dentre elas: Funcho, Erva doce, Alcarávia, Melissa e Rosa silvestre, flores e frutos. Acredito eu, que essa combinação acalma a mulher, fazendo-a produzir mais leite. Geralmente quem procura por produtos desse tipo está precisando produzir mais leite por demanda do bebê (que foi o meu caso) ou passou por algum momento traumático que fez com que diminuísse a produção por causa do estresse.

Alguns médicos (geralmente os não adeptos a utilização de rémedios naturais e fitoterápicos) não acreditam na funcionalidade do chá misto da mamãe. Certa vez ouvi do pediatra do meu filho que esse chá sugestionava a mulher a produzir mais leite por estar tomando algo que ela acredita que a ajudará aumentar a produção (o famoso efeito placebo).

Alguns acreditam, outros não na eficácia do chá para aumentar a produção de leite, a verdade é que, se realmente ajuda a mulher (não importa se for efeito placebo), eu tomaria o chá, já que não tem efeito colateral e temos o resultado desejado.

Minhas impressões foram boas, eu tomo quando acho que a produção está caindo ou está baixa, um chá de pela manhã (tomo às vezes como café da manhã junto com pão ou torradas) e um pela noite. O cheiro do chá é bem suave e eu sinto certo conforto ao tomá-lo. Recomendo para experimentar e caso gostem, se tornem adeptas também.

Aonde encontrar? No site da própria Weleda

Lilica.

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FRATERNIDADE MATERNA

Desde que me tornei mãe tenho percebido algo de peculiar entre as mães. É claro que aqui no texto irei generalizar para abordar o assunto, mas tenho consciência de que não é 100% regra.

Quando engravidei e tornei a notícia pública, comecei a receber uma enxurrada de conselhos e perguntas: quantos quilos já engordou? Faz exercício? Está com a pressão alta? Se alimenta bem? Qual será o parto? O pior é que essas e outras perguntas vinham de pessoas que muitas vezes eu não tinha quase nenhuma intimidade. Depois que o Antonio nasceu as perguntas e conselhos continuaram, sobre a educação dele, amamentação, peso, desenvolvimento.

O que me chamou atenção nesses dois momentos tão significativos da maternidade ( a gestação e os primeiros meses) é que dificilmente as mães conversavam para se ajudarem ou simplesmente ouvirem uma a outra. Fico com a sensação que existe uma competição implícita entre as mulheres, em especial entre as mães. “Meu filho não come açúcar, o meu nasceu de parto natural sem anestesia, o meu andou com 6 meses, o meu usa fralda de pano. Você não dá vitaminas para ele? Ele vai para a creche com 4 meses? Tadinho…”

Eu tive experiências pessoais um pouco diferentes (ainda bem!), uma amiga que teve bebê um ano antes de mim e minha irmã que teve o segundo filho um mês antes de mim, então eu estava afinada com elas. Trocamos muitas informações, anseios, dúvidas, medos, mas sempre respeitando uma a outra. Principalmente com minha irmã, que tivemos escolhas tão diferentes desde o começo da gestação e até hoje é assim.

Ao invés de competirmos quantos brinquedos têm nossos filhos, emprestamos uma para outra, ao invés de julgarmos a escolha da outra tentamos entender, ao invés de criticarmos procuramos uma palavra amiga para ajudar a confortar. Trocamos roupas, brinquedos, experiência e principalmente muito afeto.

Participo de alguns grupos de mães no Facebook e no Whatapp e a regra é essa, um pré-julgamento que não leva a nada, não nos fortalece, não ajuda uma a outra, não cria um laço forte em nossas relações. E o mais interessante é que poderia ser ao contrário, pois só sabe o que passamos diariamente com bebê pequeno ou na educação de nossos filhos é outra mãe que já passou ou ainda passa pelas situações parecidas que você.

Olha que interessante: mesmo que você não concorde com a atitude de determinada mãe, ouvir algo diferente do que você acredita te faz pensar, refletir por outro ângulo. Por esse motivo, e pelo fato de tentar respeitar ao máximo a outra pessoa que está do outro lado é que tento não julgar e por mais que meu íntimo faça isso, não torno público, guardo aquilo para mim, pois já disse que não faria muita coisa mas quando chegou minha vez, fiz exatamente igual.

Acredito que muitas vezes “condenamos” o que outra mãe fala ou faz não por maldade, mas por falta de reflexão e por falta de empatia (não nos colocamos no lugar dela por 1 minuto). Será que se meu filho fosse super ativo eu não deixaria ele ver TV por mais tempo? Será que se ele fosse chorão eu não daria chupeta mais vezes? Se eu não conseguisse cozinhar todos os dias não congelaria papinha ou daria papinha pronta?

A reflexão que trago hoje é como podemos, mães, conhecidas ou desconhecidas, nos ajudarmos. Como podemos conviver em harmonia e somarmos ao invés de nos dividirmos e muitas vezes começar uma competição boba por “melhores” escolhas. Afinal, estamos todas no mesmo barco: gestamos um pequeno ser, que irá nascer, precisará ser alimentado e educado da melhor maneira possível e tenho a certeza que cada mãe dá o seu melhor, mesmo que eu e você não concordemos como isso acontecerá.

Tudo na vida são escolhas e cada uma fará sua escolha baseada em seus princípios e convicções, quando julgamos alguém, estamos julgando o modo dessa pessoa pensar e viver. E como a maternidade é algo bem difícil de exercer, vamos com calma nessa caminhada. Juntas somos mais, somos mais fortes.

Com Carinho,

Lilica.

 

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Bebê – 1 a 2 anos

Você sabe o que é a torre de aprendizagem montessoriana?

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Mamães e papais,

Na matéria de hoje iremos falar sobre a torre de aprendizagem (montessoriana) que tem feito muito sucesso entre os pais que gostam do método desenvolvido pela Maria Montessori. Eu sou uma dessas mães que adoram o método e tento aplicá-lo sempre que possível aqui em casa, através de estímulos simples que visem a autonomia e liberdade da criança, desde o seu nascimento.

A torre de aprendizagem é feita de madeira, parece um banco, mas ela é um pouco mais alta e tem as laterais fechadas para a segurança da criança que estiver utilizando.

Mas para que ela serve afinal? Ela ajuda a desenvolver as habilidades motoras, principalmente nos ambientes em que a criança não tem acesso fácil, como a cozinha e o banheiro. Assim, a torre se propõe a colocar a criança na altura da pia da cozinha ou do banheiro para que ela possa interagir e participar das atividades que estão acontecendo naqueles ambientes.

Eu já conhecia a torre porque me interesso muito pelo método, por isso, leio bastante sobre o assunto, mas confesso que só senti a necessidade de tê-la depois que meu filho fez 1 ano, ficou curioso em saber  o que eu fazia na pia da cozinha. Aqui em casa, passamos muito tempo na cozinha, seja cozinhando, lavando louça, lavando ou estendendo roupas e nosso filho repara que estamos realizando alguma atividade que ele julga ser interessante e tem vontade de participar, curiosidade de saber o que é.

Vendo o pai fazer a barba no banheiro
Vendo o pai fazer a barba no banheiro

Por esse motivo, comecei a procurar a torre em grupos de desapegos na internet mas confesso que não achei nada. Mas foi em um grupo de mães que participo que inicie uma compra coletiva com uma das mães que propôs que seu marido (que tem boa habilidade em marcenaria) a faria, desde que visse alguns modelos na internet. Foi assim que encomendei a minha, por um preço médio, pois esta torre não costuma ser barata, principalmente por ser de madeira e possuir tantos detalhes de acabamento, tornando a torre mais onerosa.

O que mais me chamou atenção na minha experiência:

  • Meu filho amou poder olhar a pia com uma visão completa (antes ele ficava em pé em um banquinho mas não dava altura da pia e era bem inseguro).
  • Ele começou a participar das minhas atividades diárias na cozinha.
  • Eu comecei a ter mais tempo na cozinha, pois ele está comigo e acabei tendo mais tempo para cozinhar e lavar louça estando com ele de maneira segura.
  • De certa forma eu o incentivo a conhecer as atividades domésticas, principalmente cozinhar, que é tão difícil ver pais ensinando a seus filhos (homens).
  • Eu dou vasilhas e colheres de plástico e ele brinca de cozinhar enquanto eu lavo e cozinho.
  • Estou ensinando e mostrando os legumes para ele, ele segura, sente a textura (às vezes quer colocar na boca) e ainda aprende o nome deles.
  • Também utilizo no banheiro: ensinando ele a lavar as mãos, escovando  os dente ou vendo o pai se barbear.
  • Eu também uso a torre na bancada da área quando vou estender roupa no varal e ele me ajuda pegando as roupas.
  • Incentivo ele a realizar atividades importantes para o funcionamento da casa dando mais autonomia e liberdade a ele.

Utilizando a torre de aprendizagem na cozinha
Utilizando a torre de aprendizagem na cozinha

Pela minha experiência, eu acho muito válido ter a torre de aprendizagem para estimular as crianças e até mesmo responder aos anseios delas, pois a grande maioria se interessa pelas atividades que estamos realizando e se elas podem olhar, conhecer e ainda por cima participar, melhor ainda! Estamos criando filhos independentes e que dominam as tarefas de casa, que de qualquer forma temos que executar. Não posso deixar de comentar que mesmo a torre dando certa segurança a criança, ela tem que ser usada sempre sob supervisão de um adulto, pois risco de acidentes  sempre tem. Também não deixo nada de vidro ou de corte próximo a ele quando está usando a torre.

Espero ter explicado para que serve a torre e, mais ainda, ter aguçado a sua curiosidade para oferecer essa oportunidade ao seu(ua) filho(a)!

Lilica.

Quer saber como montar um quarto montessoriano para o seu filho? Leia aqui.

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Expectativas Maternas

Querida mãe que cria seu filho sozinha

Querida mãe que cria seu filho sozinha, hoje eu escrevo especialmente para você! Não sei por qual motivo você está nessa caminhada sozinha, se foi abandonada, se é viúva ou se tem pai em casa mas ele parece que não existe. Não importa o motivo, nós estamos juntas!

Eu posso sentir seu cansaço de ter que dar conta de tudo sozinha, de ter que ir trabalhar e deixar tudo pronto para seu filho ir para creche ou para alguém cuidar dele.

Eu posso sentir seu desespero de ter pagar as contas sozinhas, de ter que se virar com mais de um emprego, às vezes ter que vender doces ou roupas para completar a renda.

Eu posso sentir a cobrança da sociedade quando perguntam sobre o pai e o que mais dói, quando seu próprio filho(a) pergunta sobre ele e você não sabe o que responder.

Eu entendo quando você se sente anulada, não sobrando tempo para tomar um banho decente. Quando você come comida fria ou quase não dorme direito.

Eu posso ver a exaustão em sua face quando dá banho, faz comida, limpa a casa, depois de um dia inteiro de trabalho e ainda assim tem que estar sorrindo para seu filho que te pede atenção.

Eu te entendo quando sua família te julga e te diz o que fazer mesmo você sabendo o melhor para vocês dois.

Eu te entendo quando você chora querendo colo de alguém e na maior parte das vezes, está sozinha…

Você não é de ferro, nunca foi. Pode chorar, pode desabafar, pode buscar forças para continuar a batalha.

Eu sei que não é fácil, muito menos quando não temos apoio, não temos ninguém para dizer que está conosco nessa tarefa árdua que é criar filhos. Mas NUNCA se esqueça do bem maior que faz você acordar todos os dias e ter força para ir a luta – seu filho tão amado, querido e desejado por você!

Ahhh por eles, fazemos o impossível, damos o nosso máximo sem pestanejar. E quando você colocá-lo na cama para dormir a noite, “namore” bem seu rostinho angelical e retire forças de dentro de você para continuar tudo de novo no dia seguinte.

Com carinho,

Lilica.

 

Você é mãe solo? Leia aqui!

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Bebê – 0 a 12 meses Bebê – 1 a 2 anos Chegou ao mundo

A importância de as crianças beberem água

Uma pesquisa de Harvard que avaliou mais de 4000 mil crianças e adolescentes chegou a conclusão que mais da metade delas estava desidratada pelo fato de não ingerirem água suficiente. Isso nos serve de alerta para começarmos a criar o hábito de beber água em nossos filhos desde bem pequenos.

Enquanto o bebê mama exclusivamente no peito, o leite materno é completo. Ele não precisa de água, essa opinião costuma ser geral entre pediatras e nutricionistas (quem precisa beber bastante água para garantir uma boa produção de leite é a mãe). Mas quando começamos a introdução alimentar no sexto mês, o bebê começa a mamar menos, consequentemente começa a ingerir menos líquidos, sem contar que os alimentos sólidos que começam a entrar em sua alimentação faz com que os bebês precisem de água para a boa digestão e o bom funcionamento do corpo.

Algumas mães relatam a facilidade do bebê aceitar água (que foi o meu caso) mas outras dizem sofrer bastante com isso e aí ficam desesperadas tentando arrumar diversas maneiras de conseguir que o seu filho beba água. Hoje, vamos falar da importância do bebê ingerir água e como isso pode ser feito de diversas formas, até que ele crie esse hábito de beber água algumas vezes por dia.

O recém nascido possui em seu corpo 79% de água, nas primeiras semanas de 70 a 75% e no primeiro ano de vida de 60 a 65% de água. Esses dados nos mostram a importância de oferecer água aos bebês após os 6 meses de vida (caso seu filho beba leite de vaca ou leite de fórmula, precisa ingerir água antes dos 6 meses). Muitas vezes, nós mesmos não ingerimos a quantidade necessária diariamente, principalmente no verão, pois perdemos muito líquido através do suor. Então, podemos começar a mudança de hábito por nós mesmos, assim, através do exemplo, seu filho verá você todos os dias bebendo água. Acredito que isso possa ser um bom incentivo!

Qual é a atuação da água no organismo da criança? Ela se faz necessária para o crescimento e para um melhor funcionamento do organismo, como rins, bexiga e intestino, combatendo também a prisão de ventre, ajudando na absorção de nutrientes e regulando a temperatura corporal. O não consumo regular de água pode causar desidratação (principalmente nos dias mais quentes), dor de cabeça, câimbra, irritabilidade, fadiga física e mental. Devemos nos atentar que a criança raramente vai pedir água, ainda mais quando eles estão brincando, ficam entretidos e não querem dar pausa na brincadeira para a água, mas se faz necessário.

Qual será a quantidade necessária por dia para oferecermos a nossos filhos?

  • Bebês de 6 meses a 2 anos de idade: oferecer água 5 vezes ao dia, aproximadamente. Consumo de cerca de 30 a 60 mL por vez.
  • Crianças de 2 a 5 anos de idade: oferecer água 6 a 8 vezes ao dia, aproximadamente. Consumo de cerca de 100 a 150 mL por vez.
  • Crianças maiores e adolescentes: 6 a 8 vezes ao dia, aproximadamente. Consumo de cerca de 200 a 300 mL por vez.
  • Adultos: 8 a 10 vezes ao dia, aproximadamente. Consumo de cerca de 200 a 300 mL por vez.

 

E quais são as dicas para os bebês e crianças que não gostam de água?

  • Primeiro de tudo, o exemplo é um grande incentivo! Beba água na frente do seu filho(a).
  • Ache um copo que ele goste e se adapte, colorido, com bico macio, de alças ou até mesmo de canudo.
  • Coloque duas rodelas da fruta preferida dele: pode ser laranja, limão, morango, cereja.
  • Faça uma rotina: ofereça água ao acordar, depois das refeições, antes ou depois de brincar, depois dos exercícios.
  • Compre livros que incentivem o consumo de água, com histórias que mostrem o personagem principal bebendo água.
  • Fale da importância da água na vida dele(a)

 

Lilica.

 

Fonte:

http://guiadobebe.uol.com.br/a-importancia-da-agua-para-as-criancas/

http://br.guiainfantil.com/blog/alimentacao/bebesa-quantidade-de-agua-que-as-criancas-devem-beber/

http://www.rachelnutricionista.com.br/seu-filho-bebe-suficiente-agua/

 

 

 

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Expectativas Maternas

Parar ou não de trabalhar com a chegada do bebê?

Toda mãe que trabalha fora de casa já se pegou nesse dilema quando parou para analisar bem o tempo da licença maternidade no Brasil. Por lei, são apenas 4 meses, algumas empresas cidadãs oferecem 6 meses e algumas empresas públicas chegam até 1 ano de licença para a mulher poder cuidar do bebê. Principalmente para quem tem menos de 6 meses de licença, o tempo é muito curto, no qual a mãe ainda está amamentando, conhecendo seu bebê, e deixá-lo na creche ou com algum desconhecido, torna-se, as vezes uma opção sofrida.

Nós, mães, começamos a pesar os prós e contras de uma creche, de uma babá ou até mesmo de deixar com a mãe ou a sogra para retornar ao trabalho. A verdade é que na grande maioria das vezes a conexão com aquele serzinho indefeso, está intensa, principalmente se a mulher ainda estiver na amamentação exclusiva. Esse vínculo diário, será de certa forma quebrado, e tudo isso faz pirar nossa cabeça.

Ficar em casa por alguns anos até a criança ganhar certa autonomia, abrindo mão de sua carreira e até de algumas metas pessoais ou manter o emprego (a vida financeira mais estável) e deixar os cuidados do seu filho com terceiros? A verdade é que não existe uma decisão certa. Conversando com muitas mães, algumas se sentem realizadas sendo somente mães em tempo integral, podendo acompanhar o crescimento de seus filhos, mesmo abrindo mão de seus empregos por um alguns anos. Outras sentiram falta do trabalho, do dinheiro, da independência financeira e de se sentirem realizadas profissionalmente. Acredito que essa decisão seja de fórum íntimo.

Percebo que cada mulher e mãe sabe de suas necessidades reais e sabe até aonde consegue ir. As mulheres que já têm a carreira consolidada e têm o hábito de trabalhar, pode ser que sintam um grande baque nos primeiros meses que deixam seus empregos para cuidar dos filhos. Ao mesmo tempo que ter a sensação de estar “abandonando” seu bebê tão pequeno ainda, pode cortar seu coração também e fazer você abrir mão de você em primeiro lugar.

O ideal é que consigamos um meio termo, um trabalho que possamos realizar em casa ou trabalhar poucos dias na semana para que fiquemos com o bebê para não deixarmos nossa carreira de lado. A sociedade cobra, claro, a família, inclusive o parceiro, por isso é importante que essa decisão seja tomada em conjunto, pois você irá depender dele ou de uma outra fonte de renda que irá te dar suporte nesse tempo em que você irá abrir mão do seu trabalho.

Gosto sempre de me colocar como exemplo, para vocês, leitoras(es), entenderem como eu consegui lidar com essa questão delicada. Como eu sou professora, consigo aumentar ou diminuir a minha carga horária conforme minhas necessidades, e quando descobri a gravidez, acabei saindo de alguns colégios e me mantive trabalhando apenas duas vezes por semana até o primeiro ano da vida do meu filho. Agora, que ele fará 1 ano e 4 meses irá começar a adaptação na creche. Achei primordial me manter ativa na profissão que eu amo tanto, pois há dias que é bem puxado ficar sozinha com o bebê, a casa e todos os afazeres domésticos, e sair para trabalhar, muitas vezes foi minha válvula de escape e a minha mantenedora de auto estima lá no alto.

O importante é que a decisão seja tomada de forma bem pensada, analisando os prós e contras de cada situação, além de pesar também a satisfação pessoal da mulher, pois será a vida dela que passará por uma transformação radical com a chegada do bebê.

 

Lilica.

 

Se você quiser ler mais sobre eu ter sido demitida por ter me tornado mãe, clique aqui!

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Expectativas Maternas

Como ficam os relacionamentos após a chegada dos filhos?

Mamães e papais,

hoje o assunto é sério, vamos falar sobre como ficam os relacionamentos após a chegada de um filho. Resolvi escrever sobre esse tema pois senti na pele que não é nada fácil, também conversei com diversas amigas, irmã, conhecidas e a grande maioria teve a mesma dificuldade no casamento, namoro, relacionamento depois que o bebê nasceu. Aqui eu não irei me restringir somente a vida sexual do casal, mas todo o conjunto que faz parte de um bom relacionamento.

Como já citei acima, grande parte dos casais passa por dificuldades de relacionamento após a chegada do bebê. Você leitor(a) que está se identificando com essa introdução, você não está sozinho(a)! Já parou para se questionar o por que dos conflitos começarem ou aumentarem depois dos filhos? Eu (Lilica) juntamente com a Nana conversamos longamente sobre o assunto e tivemos algumas reflexões acerca do assunto:

  • Exaustão: um bebê recém nascido requer muitos cuidados, muitas vezes ele troca a noite pelo dia, tem muitas cólicas, ficamos entre diversas tarefas domésticas, mal sobrando tempo para nós mesmos. Tudo isso nos deixa muito, muito cansados, mesmo quando falam para dormir quando o bebê dorme, nem todo mundo pode ter esse luxo, ficando muito cansado com a rotina.
  • Falta de tempo: Com tantas atividades que temos que realizar com a casa, bebê, alimentação, mercado, que vivemos basicamente para o bebê, principalmente nos primeiros meses de vida dele.
  • Divergência de opinião: Nem sempre os pais combinam em tudo quando está relacionado o bebê, se vai mamar exclusivamente os 6 meses, se vai usar leite artificial, se receberão visitas ou não, se a sogra irá ajudar ou não, por isso discussões são frequentes.
  • Sobrecarga de trabalho: como a mulher gesta, pari e amamenta o filho, ela fica em casa por pelo menos 4 meses (garantido pelos direitos trabalhistas) e o marido vai trabalhar logo nos primeiros dias de vida do bebê, gerando assim uma sobrecarga de trabalho para as mamães que já estão em um momento delicado, que é o pós parto.
  • Falta de paciência um com o outro: como ambos ficam cansados e sobrecarregados, um começa a ter menos paciência com o outro, surgindo brigas e discussões por qualquer bobeira.
  • Privação de sono: dormimos pouco nos primeiros meses, mesmo o bebê dormindo relativamente bem a noite, geralmente ele acorda para mamar de madrugada, deixando as mulheres exaustas. Quando tiram os cochilos diurnos, temos tantos afazeres que acabamos não dormindo junto com o bebê e ficando com muito sono.
  • Aumento de gastos: mesmo com uma gestação planejada um filho gera muitos gastos, tudo para bebê custa caro, e hoje temos muitos objetos que são uma mão na roda, então acabamos cedendo e comprando os produtos para os bebês. Isso pode abalar o orçamento do casal e gerar desacordos.
  • O casal fica de lado: como os pais cuidam do filho, da casa, trabalham e geralmente dão conta de tudo, acabam ficando de lado. Muitas vezes o berço fica no quarto dos pais nos primeiros meses ou então os mesmos fazem cama compartilhada, tirando a liberdade dos pais de terem sua vida a dois como antes.
  • Puerpério: a mulher fica muito sensível depois que nasce o bebê, eu chorei durante 1 mês, sem motivo aparente, estava tudo bem comigo e com o meu filho. Os hormônios que estavam altos, caem de repente, mudando o humor das recém mamães. Ainda junta todos os itens acima, aí que ferrou tudo mesmo!

Se você se enxergou em um ou mais itens que citei acima, calma! Sua situação tem saída. O casal precisa entender que essa fase é passageira e precisa de muita paciência um com o outro para não surtar. É o que todos dizem: “vai passar, tudo vai melhorar”.

Uma dica que funcionou aqui em casa: eu estava ficando muito sobrecarregada por cuidar do bebê, da casa, da alimentação e ainda tinha que cuidar de mim para não me sentir pior do que estava, então, conversamos sério, eu e meu marido e pedi a ele que nós dividíssemos as tarefas do bebê e da casa. Como fico mais com o bebê durante a semana (pois meu marido trabalha todos os dias e eu apenas dois dias na semana), combinamos que os finais de semana ele assumiria muito mais o bebê, porque eu já estaria exausta da semana inteira.

E assim tem dado certo, muita conversa, paciência, ajuda mútua e perdão (caso um ou outro exagere na discussão). Ahhh e não esqueçam de tentar arranjar um tempo para o casal, pois é essencial para manter a cumplicidade, a amizade, o companheirismo e o relacionamento como marido e mulher. Mãos à obra!

Lilica.

 

Se você quiser ler mais sobre como fica a vida sexual do casal após o parto, clique aqui!

 

E se o relacionamento não deu mais certo, a gente tem um texto aqui.