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Expectativas Maternas

TODA mãe precisa de um tempo para si

A frase do título do texto “toda mãe precisa de uma tempo para si” é uma verdade, auto explicativa, para quem é mãe e sente as necessidades de ter um tempo para olhar para si mesmo. Além de mãe, somos mulheres, filhas, esposas, namoradas, amigas, temos profissão, gostamos de dançar, sair com as amigas, estar com as unhas feitas, ir ao cinema… a lista seria infinita!
Depois que nos tornamos mães, tudo muda, não é?! A gente não tem tempo nem de ir ao banheiro em paz, por 5 minutos sem companhia. Tudo bem, a gente supera essas coisas, aprende a fazer tudo rápido, a se virar nos 30. Mas a verdade é que vira e mexe sentimos falta da pessoa que éramos antes da maternidade: ter tempo de ler aquele livro, acompanhar as séries da TV, comer com calma uma comida quente. Um luxo só!
Sentimos na pele que os primeiros meses de vida do bebê é muita doação, principalmente por causa da amamentação e dos cuidados com ele que é tão frágil e precisa da presença da mãe. Mas os meses vão passando, seu bebê faz 1 ano, depois 2 anos. Eu senti que agora com 3 anos, meu filho ficou bem espertinho. Já se comunica, fala o que sente, quando tem fome, sede, quando quer ir ao banheiro, dormir, quando se machucou, então fica mais fácil dividir responsabilidades.
Acredito que o pai tenha um papel fundamental nesse processo. Mesmo que a mãe não consiga ter dias sozinhas para viajar, se tiver algumas horas de um final de semana, dormir até mais tarde em um sábado, encontrar as amigas a noite, tirar algum tempo para ir ao salão de beleza, tudo isso ajuda muito para que a mulher saia de dentro do mar que é a maternidade.
Muitas mulheres se sentem sufocadas e por isso a maternidade pode se tornar tão solitária e sofrida, porque ela não pode contar com ninguém. Ao contrário, se ela tem um pai pró ativo em casa e presente, além de uma rede de apoio, auxílio da mãe ou sogra, babá, tudo se torna menos cansativo e desgastante.
A gente precisa olhar um pouco para si, ter o auto cuidado e não se deixar de lado totalmente. Não podemos dar conta de tudo sozinhas, como a sociedade nos mostra em cenas de filmes e novelas. Não! Afinal, somos humanas, precisamos de descanso e um tempo para nós mesmas. Cada vez mais mães são diagnosticadas com a “Síndrome de Burnout”, que segundo Drauzio Varella Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes”.
Por isso, eu te encorajo a fazer alguma coisa para si dentro desse mês! Planeje-se, converse com seu marido, alguma amiga, alguém de confiança que você sabe que vai conseguir relaxar e aproveitar a atividade que gostaria de fazer para você, sem envolver filhos, por algumas horas ou até quem sabe dias. Eu acabo de voltar de uma trilha que me desafiou, subi 2 mil metros e desci, em um dia. Trilha pesada, cheia de pedras e lamas. Passei por cachoeiras, vales, paisagens inspiradoras! Voltei exausta fisicamente mas a cabeça super feliz, cheia de ideias e com muito mais paciência, afinal, eu fiz algo que adoro e me auto cuidei por esse tempo próximo a natureza. Foi gratificante!
Com carinho,
Lilica.
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Questão de saúde

Influência da alimentação na Amamentação

Durante a amamentação, a demanda nutricional fica ainda maior, a necessidade de micronutrientes e energia aumenta, pois o processo de produção do leite exige muito do organismo da mãe.

Nenhuma nutriz deve pensar: “Ufa! Agora que já tive meu bebê, posso retirar vários alimentos do meu dia e emagracer mais rápido!”. Não, definitivamente não é o momento de realizar dietas restritivas e excluir qualquer alimento sem orientação de um profissional qualificado.

A concentração de alguns nutrientes no leite materno está diretamente relacionada à alimentação materna, como as vitaminas do complexo B, a vitamina A, a vitamina D e o iodo. Aqueles nutrientes que não sofrem interferência direta merecem atenção da mesma forma, já que para compor o leite eles são depletados do organismo materno.

A recuperação gradativa do peso no pós parto é importante para garantir a adequada produção e ejeção do leite. Alguns estudos mostram que o excesso de peso pode inibir a prolactina e a ocitocina que são os hormônios envolvidos nesse processo.

Não adianta consumir cerveja preta (totalmente contraindicada) e tão pouco canjica. O que estimula a produção do leite é a sucção do bebê e alguns estudos apontam também a musicoterapia (redução do estresse). Então, ao amamentar, escolha uma música que te acalme e te faça bem! A água também é importantíssima, logo, não fique com sede!

Nenhum alimento deve ser evitado a fim de resolver problemas de cólicas no bebê. Nos primeiros meses, a criança tem uma cólica fisiologica e pouco é infuenciada pela alimentação materna. Caso haja dúvidas, perceba se ouve algum alimento associado ao desconforto do bebê. O que deve ser evitado de fato? O ÁLCOOL (não existe dose segura) e o excesso de cafeína (chás, café, mates, refrigerantes e chocolate).

A nutriz deve manter uma alimentação saudável não só pelos fatores mencionados acima, mas também porque pelo leite materno a criança continua conhecendo os sabores dos alimentos (iniciado na gestação) e se familiarizando com eles.

E o papai? Onde entra nisso tudo? Ele não é um mero espectador, porque os sentimentos e emoções da mãe influenciam a ejeção do seu leite. É importante tornar o ambiente favorável aos bons sentimentos e sensações. O pós parto já é um momento estressante, de rotina nova e tem um BOOM de alterações hormonais, então todo cuidado deve ser tomado e esse cuidado envolve os pais.

Gostou desse texto? Nos vemos no próximo mês novamente!

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Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

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Bebê – 0 a 12 meses Bebê – 1 a 2 anos Chegou ao mundo Questão de saúde

ALIMENTOS CONTRAINDICADOS DOS 6 MESES AOS 2 ANOS DE IDADE

A partir dos seis meses de idade, acompanhando o desenvolvimento neuropsicomotor da criança, é possível iniciar a introdução de novos alimentos. O aleitamento materno deve ser mantido e todos os grupos de alimentos devem ser introduzidos gradativamente para complementa-lo.

Esse novo período na vida da criança envolve riscos quando alimentos desaconselháveis são oferecidos e inseridos na rotina. Além disso, com o crescimento acelerado no primeiro ano de vida, o requerimento de micronutrientes aumenta, sendo fundamental atentar-se para a qualidade nutricional do que é ofertado.

O leite de vaca é pobre em ferro, micronutriente essencial para o crescimento e desenvolvimento, e, portanto não deve ser introduzido antes de um ano de idade. Quando oferecido antes da idade indicada, se torna um dos grandes responsáveis pela elevada incidência de anemia em crianças menores de dois anos.

O excessivo consumo de sal faz parte do padrão alimentar atual da população e se estende algumas vezes aos lactentes, infelizmente. Ele não deve ser acrescentado à alimentação complementar, sendo o sódio já presente nos alimentos suficiente. Os temperos naturais, como alho, cebola, salsa, cebolinha, coentro e manjericão, podem ser utilizados para dar sabor e aroma às preparações.

É contraindicado o uso de temperos industrializados na rotina alimentar da criança, assim como na de toda a família, pois são ricos em sódio e gordura e trazem consequências ruins à saúde.

A água de coco deve ser evitada antes do primeiro ano de vida, por possuir quantidades elevadas de eletrólitos, e o sistema renal da criança pequena ainda ser imaturo. O mel também não é recomendado, porque a probabilidade de estar contaminado por Clostridium botulinum é elevada, um microrganismo responsável por ocasionar uma doença conhecida como Botulismo.

Nos primeiros dois anos de vida, a criança ainda possui a mucosa do estômago sensível, portanto café, chá, mate e enlatados podem irrita-la e não devem ser oferecidos, além de prejudicarem a digestão e absorção de nutrientes.

Produtos industrializados, pré-prontos, gelatinas em pó, salgadinhos, frituras, embutidos, refrigerantes, achocolatados e açúcar são contraindicados também nessa faixa etária, e preferencialmente não devem ser apresentados já que os hábitos adquiridos nessa fase são levados para a vida adulta. Eles estão relacionados à anemia e ao excesso de peso.

A introdução precoce ou tardia de alimentos considerados alergênicos, como o peixe e o ovo, aumenta as chances do desenvolvimento de alergias alimentares, portanto deve ocorrer ao sexto mês. Assim como o glúten, presente em cereais, especialmente no trigo.

Ainda durante a amamentação os familiares devem receber as orientações corretas a respeito da introdução alimentar. Existem muito mitos, controvérsias e novidades sobre esse período da vida.

Não permaneça com dúvidas ou incertezas, procure um profissional da saúde capacitado. As decisões e atitudes nesse momento determinará o futuro da criança.

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

Nutriped

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Crianças (a partir de 2 anos)

A importância do faz de conta na educação infantil

O jogo simbólico, ou popularmente chamado de faz de conta, é conhecido de longa data de pais e educadores. Inclusive de sua própria infância, quando costumavam incorporar seus personagens favoritos, virando princesas, super-heróis, ou criando historinhas cotidianas fazendo papel de mamãe/papai e filhinho, médico, e até professor. Essa prática é comum a todas as crianças e, além de trazer benefícios a elas, ajuda a montar um retrato da própria educação e conceitos transmitidos pelos adultos, influenciando no desenvolvimento e formação de seus filhos/alunos.

 

Espelho de experiências

Por meio desse universo imaginário criado é possível compreender o mundo real, já que permite que a criança imita e reproduza as atitudes e formas de agir que vê ao seu redor, mimetizando essas ações concretas em seu mundo de fantasia e internalizando comportamentos. Por exemplo, quando você vê seu filho cuidar da boneca, ele estará refletindo a própria forma como é tratado ou como viu você tratar um irmão e outros membros da família. Por isso é preciso ter consciência em suas ações dentro de casa.

 

Ferramenta de amadurecimento emocional

Essa criação é também uma forma de crescimento, pois permite que os pequenos enfrentem suas angústias e medos. Isso, pois recriam momentos de conflito e dilemas que enfrentam, revivendo cenários que lhes causar certo desequilíbrio emocional, o que ajuda a compreender melhor as situações sociais que vivem. Assim eles adquirem uma maior confiança, autoestima e até desenvolvem uma maior autonomia ao vivenciar experiências em que precisa tomar decisões, como se vestir sozinho e fazer amigos.

 

Aprendizado da arte de negociar

Nesse quesito o jogo de faz de conta ainda promove a habilidade de negociação, pois a todo momento a história deve ser construída e seu rumo ditado em acordo e harmonia entre todasas crianças envolvidas. Isso provoca o aprendizado dos conceitos básicos de negociação, em que a criança deve engajar uma comunicação para combinar os termos e contexto da brincadeira, o que demanda compromisso e cooperação para se chegar a um acordo e seguí-lo.

 

A importância do faz de conta na infância: desenvolvimento biológico, psicológico e social

Isso sem falar nas vantagens óbvias, como desenvolver sua imaginação lúdica, criatividade e capacidade de criação. Essa experiência do faz de conta é essencial ainda por fazer com que os pequenos aprendam a pensar e avaliar situações a partir de diversas perspectivas, encorajando assim seu desenvolvimento social ao se colocar em diferentes papéis (pais, heróis, colega etc).

 

Sendo assim, aqui vão algumas sugestões para adotar em casa. E o melhor é que não é preciso muito para essa atividade, pois a maior parte da brincadeira será criada pelo seu filho! Talvez apenas seja bom saber como tirar mancha de base da roupa, pois sua maquiagem e vestidos serão materiais de suporte para o faz de conta.

 

Objetos necessários:

  • Lençóis
  • Roupas velhas (saias, vestidos, lenços)
  • Acessórios diversos (óculos de sol, chapéus, bonés)
  • Sombras, batons e maquiagens hipoalergênicas
  • Jornais e revistas velhos
  • Caixas de papelão, garrafas e outras sucatas
  • Fitas e lacinhos de cabelo
  • Bijuterias (brincos de pressão, pulseiras, colares)

 

Só tome cuidado para não oferecer coisas que apresentem riscos aos pequenos e evite brinquedos específicos que simulam o que deveria ser criado pela imaginação (como maleta de médico e kit de salão de beleza). De preferência, selecione itens não usa mais, para não ter que se preocupar com coisas como tirar mancha de base da roupa, conforme já falamos, ou acabar com sua sombra ou brincos preferidos arruinados!

 

 Ideias de faz de conta

Além de se vestirem e criarem histórias ao brincarem sozinhos ou com seus amiguinhos e irmãos, você pode entrar no jogo com algumas opções diferentes, como:

 

  • Teatrinho – coordene as crianças para que criem e encenem uma peça, pode ser envolver princesas, fadas, astronautas e piratas – inclusive dentro do mesmo universo, tudo é válido! Isso ainda ajuda a criar noções de tempo, espaço e regras.
  • Fantoches – essa é outra ideia interessante para criar histórias. Pode ser usando meias velhas ou fazendo fantoches em casa com feltro, botões e outros tecidos – outra atividade que pode envolver as crianças. Os pequenos ainda podem bolar uma peça e depois apresentar para a família.
  • Bonequinhos animados – imprima ou corte de revistas alguns personagens e cole-os em um papelão para dar uma melhor sustentação, ou ainda em palitos de sorvete. Depois pegue uma caixa e faça um buraco no meio, como se fosse um teatro ou uma TV, e deixe seu filho criar altos enredos.

 

Com certeza essa experiência será enriquecedora para toda a família e irá colaborar no amadurecimento psicológico, social e motor de seus pequenos.

 

Colaboradora: Daniela Gouveia

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Questão de saúde

O que é Síndrome de Asperger?

 A síndrome de Asperger é um tipo de autismo. É um distúrbio genético que afeta o sistema neurológico e produz um estilo de pensamento e comportamento diferente do que habitualmente se observa nas pessoas. A incidência da síndrome é de menos de 1% da população mundial. A síndrome perdura por toda a vida, mas a forma de expressão de alguns traços comportamentais irá se modificar ao longo dos anos e especialmente na vida adulta. No entanto, as questões centrais permanecem as mesmas. Como a infância é o período em que a síndrome é mais evidente, e também o período da vida em que as pessoas mais necessitam de esclarecimentos, principalmente por conta da vida escolar, a descrição desse resumo terá como foco as crianças com a síndrome.

O diagnóstico é fornecido por neurologistas, psiquiatras ou neuropediatras, e não por psicólogos, como muitos acreditam, pois o autismo é um problema neurológico e psiquiátrico, e não psicológico. Não é causado por traumas emocionais ou estilo de criação dos pais.

Crianças com a Síndrome de Asperger costumam ter uma interação social incomum e deficitária, interesses pouco usuais para uma criança (podem gostar de postes de iluminação, mapas, planetas, sinais de trânsito, placas, grampeadores de papel, etc., dando pouca importância a brinquedos), sensibilidades acentuadas em um ou mais dos 5 sentidos (incomodam-se com barulhos, cheiros, toque, sabor e textura dos alimentos, luminosidade), além de apresentarem comportamento repetitivo e obsessivo, falando e brincando sempre das mesmas coisas por um longo período de tempo, que pode durar meses ou anos. São geralmente bastante inteligentes e é comum que apresentem quadro conjunto de superdotação intelectual, ao que se denomina “dupla excepcionalidade”. A Síndrome de Asperger raramente ocorre sem a presença de outros transtornos associados, sendo os mais comuns: Ansiedade, Depressão, Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno Opositivo-Desafiador, Transtorno do Déficit de Atenção (com ou sem Hiperatividade), Transtorno Bipolar e Síndrome de Tourette.

Quando as pessoas ouvem a palavra ‘autismo’, a primeira coisa que costuma vir à mente é um quadro severo de doença mental, com prejuízo evidente da inteligência e da fala, além de comportamentos visivelmente afetados, como ficar se balançando num canto ou sacudindo as mãos sem parar. Porém, o que quase nunca se sabe é que não existe um único tipo de autismo, e sim ao menos 5 tipos. Embora todos os tipos tenham um conjunto de sintomas em comum, existe bastante variação de um quadro para o outro, não só quanto aos sintomas, mas também em relação à intensidade e severidade deles. Atualmente, pesquisadores definem o autismo como pertencente a um ‘espectro’, de modo que a nomenclatura usual desse tipo de transtorno seja TEA – Transtorno do Espectro do Autismo.

Para compreendermos o conceito de espectro (do latim spectru-, «visão»), podemos usar como analogia o espectro de cores que o  olho humano pode ver:

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Assim como as cores variam e se modificam conforme avançam e se distribuem pelo espectro, o autismo também vai assumindo novas formas e apresentações conforme o caso. Ainda usando a analogia de cores, poderíamos imaginar que casos leves de autismo estivessem mais próximos da extremidade esquerda, ou seja, da área azul-esverdeada, casos moderados estariam mais concentrados na área verde-amarelo-alaranjada e casos mais severos estariam mais próximos da extremidade direita do espectro, na porção avermelhada. Nenhum tipo é igual ao outro, mas são todos formas de autismo, assim como o azul, o verde, o amarelo, o laranja e o vermelho são todas cores. Autismo é o termo genérico, assim como a palavra “cor”. Sem determinar de qual cor estamos falando, não saberemos a qual das infinitas possibilidades de cor estamos nos referindo, assim como no autismo: sem determinar qual tipo e nível de severidade, não saberemos a qual das infinitas possibilidades estamos nos referindo. Pessoas na parte azulada do espectro não terão comprometimento da fala ou inteligência, mas pessoas na parte avermelhada provavelmente o terão.

No entanto, é importante observar que ter ‘autismo leve’ não se resume apenas a achar que a criança é, portanto, “praticamente não-autista”, pois isso não é verdade. A classificação de leve-moderado-severo é em comparação a portadores de autismoentre si, e não em relação à comparação entre portadores e não-portadores de autismo. Essa é uma confusão muito comum nas escolas e na população em geral, pois a não obviedade ou severidade dos sintomas dá às pessoas a impressão de que a criança não tem nada, enquanto seu mundo interno silenciosamente desaba pela falta de apoio necessário. Mesmo na extremidade leve do espectro, a criança já terá necessidades especiais em relação a uma criança sem o transtorno e suas dificuldades podem apenas ser menos óbvias, mas tão existentes quanto às de qualquer outro portador de autismo.

A forma de autismo conhecida como Síndrome de Asperger difere substancialmente do tipo severo de autismo que a maioria das pessoas conhece. É considerada uma forma mais leve de autismo porque os comprometimentos gerais são menores e menos óbvios. Na Síndrome de Asperger, a inteligência e fala estão preservadas e as estereotipias são menores ou inexistentes, dando a impressão de tratar-se de um indivíduo de funcionamento normal. Como crianças com Asperger costumam ser muito inteligentes e terem boa fluência verbal, suas dificuldades costumam passar despercebidas num primeiro momento, ficando mais evidentes somente com a convivência diária. Cerca de apenas 5% dos casos de autismo são de síndrome de Asperger.

Nenhuma das formas de autismo apresenta sinais físicos que identifiquem a síndrome. Todo o transtorno está ‘escondido’ no funcionamento mental do indivíduo. Quando há sinais físicos presentes, estes se devem a outros transtornos associados, como a deficiência intelectual, por exemplo.

A seguir, estão algumas características da síndrome de Asperger em crianças:

  • Preferem interagir com adultos em vez de crianças.
  • Têm dificuldade para brincar ou dividir seus pertences, com apego excessivo a certos objetos.
  • Comportamento, fala e brincadeiras repetitivas – brincam da mesma coisa todos os dias.
  • Foco de interesse restrito, dedicam a atenção a dois ou três assuntos preferidos e costumam não se interessar por outras coisas além disso.
  • Tendência compulsivo-obsessiva (que lembra o TOC – Transtorno Compulsivo-Obsessivo) – criam rituais (popularmente referidos como ‘manias’) que passam a reproduzir diariamente, por exemplo: comer sempre exatamente a mesma coisa, ouvir sempre a mesma história antes de dormir, ter que usar sempre a mesma pasta dental e a mesma cor de sabonete, levar sempre os mesmos itens para os mesmos lugares, fazer sempre o mesmo passeio, etc. A quebra do ritual costuma gerar pânico e causar explosões emocionais; a argumentação é ineficaz e não respondem bem a estratégias de disciplina usuais, de modo que, muitas vezes, o pânico só cessa se a criança tiver permissão para realizar seu ritual.
  • Embora não possuam dificuldades de linguagem óbvias, ou seja, em relação à fluência na fala e articulação das palavras, existem os seguintes problemas de comunicação: interpretam errado muita coisa que ouvem, não expressam o que sentem adequadamente (usam palavras erradas, inapropriadas ou fora do contexto, não dizem que estão tristes e em vez disso reclamam da cortina fechada, por exemplo), não compreendem brincadeiras ou expressões populares pela dificuldade em entender as intenções das pessoas (por exemplo, podem ficar bravas quando alguém ri ou ficarem assustadas se alguém disser que “a situação está tão difícil, que estão matando cachorro a grito”).
  • Também têm dificuldade em perceber como as outras pessoas se sentem, em avaliar o impacto do que dizem ou fazem e em compreender as normas sociais de convívio, de modo que acabem dizendo algo rude ou magoando alguém sem se darem conta disso.
  • Não gostam que fiquem tocando nelas, segurando, beijando ou abraçando, não só pela dificuldade de compreensão da intenção do outro, como pela sensibilidade sensorial que possuem, onde um leve toque pode ser sentido como “mão pesada”: por exemplo, podem interpretar como agressão alguém que de repente venha fazer cócegas na barriga delas (também pelo fator ‘supetão/surpresa’, uma vez coisas repentinas costumam assustá-las). Igualmente, lidam muito mal com esbarrões, empurrões e pisões no pé, inclusive pela dificuldade em entender que foi se querer.
  • Têm sensibilidade sonora: deve-se sempre falar em voz baixa com elas. Abraçá-las falando ao mesmo tempo incomoda, pois a boca fica muito próxima do ouvido, fazendo-o doer. Sons altos, música alta, porta batendo, cadeira arrastando, gritaria, gargalhada, muita gente perto conversando, furadeira, martelada, tudo isso as deixa incomodadas. Sons altos repentinos, em especial, assustam tanto que podem causar disfunções orgânicas por muitos dias após o susto. Têm pavor de aplausos e pessoas cantando juntas, como hinos, corais, parabéns em aniversários ou músicas infantis cantadas em grupo ou roda enquanto se bate palmas.
  • Não gostam das coisas que a maioria das crianças gosta: jogos, esportes, brincadeiras em grupo, festas, correria, super-heróis, recreio. Preferem materiais diversos que geralmente não são brinquedos, tais como revistas, lanternas, equipamentos em geral, silêncio e adultos por perto.
  • Se incomodam com excesso de perguntas e têm dificuldade em responder coisas pessoais, como o que fizeram no fim de semana, com o que brincam em casa, qual o desenho preferido, etc. Quando mais novas (até por volta dos 5 anos, em média) podem não responder o nome nem a idade.
  • Têm muita dificuldade com qualquer tipo de pressão para que façam alguma coisa.
  • Nunca se esquecem do que foi prometido – falas como “pode deixar que eu vou trazer um pra você” serão lembradas por meses depois, e devem ser cumpridas rapidamente, pois a criança ficará na extrema ansiedade contando com aquilo, ou jamais deve-se prometer qualquer coisa que seja.
  • Ótima memória de categorização, classificação: geralmente aos 2 anos já sabem todo o alfabeto, todas as cores, formas geométricas, nomes de animais, comidas, etc. Muitas leem precocemente, se interessam por livros de adultos e desenvolvem um vocabulário sofisticado atípico para as crianças de mesma idade.
  • Costumam gostar muito de animais e plantas.
Audrey Bueno é psicóloga, tradutora e pesquisadora nas áreas de neurociências e psiquiatria, com enfoque na síndrome de Asperger.
Possui um blog sobre o assunto, que pode ser acessado aqui: sindromedeasperger.blog
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Sem categoria

II Workshop para casais grávidos

 

O II Curso para casais grávidos aconteceu dia 17 de fevereiro na Barra da Tijuca e foi um sucesso!

Tivemos a parte teórica mas também a parte prática, que faz toda a diferença para a segurança dos papais e mamães de primeira viagem.

Com a presença das nutricionistas da Nutriped e da Fotógrafa Nicia Mayer que registrou tudo!

Tivemos sorteios de brindes e todos ganharam algum mimo.

Recomendado e aprovado por todos os nossos casais.

Vem ou indique as amigas para o próximo curso dia 05 de Maio de 2018, também na Barra da Tijuca. Entre em contato com nosso email: blogmaesotemuma@gmail.com

 

 

 

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Questão de saúde

Alimentação Complementar: Expectativa X Realidade

O momento da Introdução Alimentar é único! Para os familiares e para as crianças, sem dúvida, é um momento que marca suas vidas.

Qual familiar não aguarda ansiosamente pela apresentação de novos alimentos ao seu filho? A EXPECTATIVA é enorme e pode vir acompanhada de felicidade, ansiedade ou até mesmo angústia: “Será que ele vai comer a quantidade adequada?”, “Será que ele vai aceitar bem os legumes?” “O que será que devo oferecer primeiro?”.

Ao chegar o grande dia, após a expectativa inicial, a REALIDADE aparece, que pode não ser a que os familiares esperam. Calma! Mesmo não sendo como o planejado em sua mente, seu filho pode estar no caminho certo e apenas respondendo ao que o seu corpo pede ou se adaptando a essa nova fase!

Para as crianças, tudo é novidade na alimentação complementar. Os talheres, o alimento, a mastigação, a postura, muita muita coisa! Então, pode ser que ao receber esse desafio ele demore um pouquinho a se adaptar! Ou não! Cada criança é única e possui sua individualidade.

Em termos de quantidade de alimentos, normalmente, a oferta é bem maior que a necessidade da criança. E o que acontece? A REALIDADE não se assemelha a EXPECTATIVA! Boa parte da quantidade colocada no prato permanece no prato, gerando frustração.

No início da alimentação complementar, a sua qualidade merece mais atenção. É importante que todos os grupos alimentares estejam na rotina da criança. E quanto a quantidade, mais uma vez, dependerá da individualidade da criança. Algumas comem várias colheradas e outras apenas meia colher de chá no começo.

“Mas meu filho coloca toda a comida para fora!”, “Ele não gostou muito da cenoura não!”. Os movimentos que a criança faz com a língua para mamar são diferentes dos feitos para comer os alimentos sólidos. Quando você acha que ela está cuspindo um alimento, ela pode somente estar ainda aprendendo a mudar esses movimentos.

Nunca desista de nenhum alimento! Você acha que provar uma vez o alimento é o suficiente para definir se ela gosta ou não dele? Pense em você e nas suas experiências! Você nunca deu uma nova chance para algum alimento ou preparação?!Permita essa nova chance ao seu filho. Ofereça minimamente de 8 a 15 vezes o mesmo alimento e, ainda sim, se ele não aceitar NÃO desista! Invista em um outro momento!

Evite comparações do seu filho com outras crianças, mas não deixe de trocar experiências! É importante SEMPRE acompanhar a curva de crescimento e desenvolvimento do seu bebê com um profissional qualificado. Além de esclarecer todas as dúvidas que surgirem, pois essa fase pode determinar a saúde dele hoje e no futuro. Os hábitos alimentares dele começaram a ser criados na barriga da mamãe, mas continuam e se enraizam nesse momento!

Anna Carolina Ghedini e Priscila La Marca

Nutriped

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Chegou ao mundo

Organização do tempo: dicas para pais ocupados

Olá, papais e mamães!

Não é segredo que, cada vez mais, tanto pais como mães enfrentam o desafio de conciliar a vida no trabalho com a vida em família – especialmente quando as crianças ainda são pequenas.
Por isso, criamos um pequeno guia com algumas dicas para que você possa organizar (e usar!) seu tempo precioso da melhor forma possível.

Tarefas em família

Você termina um longo dia de trabalho, e ainda se depara com diversos afazeres, como lavar roupas, limpar a garagem ou dar uma geral na sala. O que fazer? Divida as tarefas tanto entre os dias da semana quanto entre os membros da família. Veja só:

 

  • Escolha um dia para ser o dia da lavanderia: Trate primeiro das roupas com manchas: aprenda como tirar chiclete de roupa aqui, e peça ao seu filho para ajudar na divisão de cores – pode até ser educativo!
  • Dia de arrumar o quarto: nunca é cedo ou tarde demais para incentivar o hábito de arrumar o quarto semanalmente (tanto para adultos quanto para as crianças). Adicione um toque de diversão com música pela casa!
  • Dia de planejar o menu: organizar as refeições é não só uma boa forma de poupar tempo, mas também de garantir uma alimentação saudável lá em casa. Incentive os seus filhos a contribuir na preparação do menu e inclua sempre um “alimento secreto”, para introduzir alimentos novos de forma divertida.
  • Dia de limpar a cozinha: esse também pode ser um dia de preparar o jantar em família. Assim, todos ajudam a cozinhar e a limpar, garantindo uma noite prática e divertida.

 

 

Tenha sempre uma lista de afazeres

  • Escreva tudo o que é preciso fazer em um dia ou na semana em uma folha de papel, colocando-a em um lugar bem visível da casa e acessível para todos. Evite fazer a lista no celular ou tablet e desfrute da satisfação que é riscar afazeres da lista.
  • Incentive seus filhos e marido/esposa a participarem na conversa e criarem a sua própria lista, e veja como conciliar todas as tarefas e horários da família na semana.
  • Distribua as várias tarefas e responsabilidades por todos os membros da família. Identifique o responsável por cada tarefa usando cores diferentes.
  • Reuna seus afazeres que podem ser feitos no mesmo dia: por exemplo, comprar meias para as crianças e ir à farmácia, sem precisar fazer duas viagens.
  • Cumpra os seus prazos e metas e fuja da procrastinação, mas não do lazer. Deixe espaço na lista para relaxar e se divertir em família.

 

 Agenda de eventos importantes

Um bom jeito de organizar seu tempo pessoal é ter todos os eventos importantes da família acessíveis de forma visual (não apenas no calendário do computador). Tenha uma agenda com datas especiais e tarefas relacionadas, como comprar presentes, comprar passagens, etc.

Não esqueça de incluir aniversários, feriados, eventos da escola dos filhos, entrega de projetos para o trabalho, datas de formaturas, aniversários de namoro casamento.

 

Outras dicas especiais

  • Deixe o trabalho no trabalho. Ao misturar a sua vida profissional com a vida pessoal, muitas vezes você acaba não conseguindo se dedicar 100% a uma nem outra.
  • Sirva como exemplo: já que as crianças observam e aprendem com os pais, seus hábitos serão uma ótima maneira de incentivar seus filhos a seguir práticas de organização (como manter um calendário e planejar com antecedência).
  • Planeje também os finais de semana, mesmo que seja apenas para descansar, assistir um filme ou fazer um passeio de bicicleta. Saber que seu tempo de descanso está garantido traz leveza às tarefas da semana.

 

Pronto! Agora que você aprendeu que até mesmo atividades como tirar chiclete da roupa podem entrar no seu calendário de organização, é só implementar nossas dicas no seu dia a dia e perceber a diferença!

E não esqueça: brincar também é importante!

 

Colaboradora: Camila Moraes.

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Expectativas Maternas

Felizes para sempre? Até que um filho nos separe – parte 2

Parte 2: A reconstrução do casal

(Continuação do texto – parte 1)

Como você costuma lidar com desafios na sua vida? Como você se relaciona com as pessoas? Costuma cultivar os relacionamentos ou desiste deles quando surgem as diferenças? O quão profundo são os seus relacionamentos? Já parou para pensar nisso? Hoje em dia, o que marca as relações humanas são os laços frágeis, superficiais e volúveis. Um famoso sociólogo, chamado Bauman, apontou para este fenômeno nomeando a forma como nos relacionamos de “líquida”. Sim, nada hoje é feito para durar. As pessoas têm sido tratadas como bens de consumo, ou seja, quando tem um defeito são descartadas ou trocadas. A isso o autor chamou de “amor líquido”. E o que isso tem a ver com casamento?

Essa maneira de viver e pensar as relações tem afetado também os casamentos. É como se as pessoas só estivessem dispostas a viver o que a relação pode proporcionar de bom. E, como a chegada de um filho é uma das vivências mais impactantes para o casal, às vezes a saída mais rápida e prática parece ser mesmo acabar com o relacionamento. Não estou dizendo com isso que esta é a única causa, vimos no artigo anterior que são muitos os desafios enfrentados pelo casal para se transformar numa família. Mas sim, esta é uma influência que precisamos considerar.

Porém, você quer ir na contramão e decidiu reconstruir seu casamento? Deseja crescer e amadurecer com essa experiência? Vamos considerar alguns pontos, que precisam ser trabalhados, para reconstruirmos nosso relacionamento após a chegada de um filho.

Comunicação: Dependo da fase que o filho está, é muito difícil encontrar tempo para uma conversa. Por isso, é necessário empenho dos dois. Mesmo que seja aquele tempinho diário na hora do sono do filho. A conversa neste momento precisa girar em torno do casal. É uma ótima oportunidade de demonstrar interesse um pelo outro. Perguntar como foi o dia, tentar entender como o outro tem se sentido com as mudanças, etc. Esse tipo de conversa pode fortalecer a parceria entre vocês.

Intimidade: Devido à falta de diálogo e falta de tempo um para o outro, é comum ocorrer um distanciamento emocional. Alguns casais vão deixando de lado coisas simples, como: andar de mãos dadas, fazer um carinho, falar o quanto ama. Isso tem causado uma falta de intimidade a ponto do casal já não saber ao certo como fazer diferente. Portanto, a dica é demonstrar ao outro o que sentimentos. Cada um tem uma forma de entender e sentir esse amor. Pense de que forma seu parceiro irá se sentir amado e valorizado por você. Será com palavras? Será por carinho, toque? Ou quem sabe um presente? Como vocês faziam na época de namoro?

Respeito: Muita coisa mudou para os dois. É bem possível que ambos estejam se esforçando para fazer dar certo. Então, precisamos respeitar o tempo do outro para assimilar essas mudanças. Entender que cada um terá seus limites e cumprirá seu papel de acordo com suas possibilidades.

Tempo para o casal: É fundamental ter um tempo só para o casal. Ao menos, uma vez por mês. É um tempo para relaxar, fazer um programa a dois e resgatar o namoro. Que tal, em vez de passarem o programa só falando do filho, perguntar ao outro como está? No que você pode ajudar? Que tal recordarem de alguma época boa que viveram? Que tal se lembrarem das qualidades que fizeram com que você se apaixonasse pelo seu parceiro (a)?

Tempo para si mesmo: Vocês vão perceber que essa imersão na vida de “pais” vai afastar vocês de quem realmente são. Não irão mais se reconhecer. Provavelmente, não terão tempo para olhar muito para suas próprias necessidades e deixarão de fazer coisas que gostam. Então, é muito importante ter um tempo para si mesmo. Saia com os amigos, converse, assista um filme, não faça nada, mas pare!!! Tenha esse reencontro com você. Se sentir bem é fundamental para fazermos bem ao outro.

Entender que é uma reconstrução e não um resgate: Muitas coisas podem ser resgatadas. Mas, o relacionamento não será como antes. Essa é uma fantasia muito comum: De que um filho chegará e o casamento apenas se reeditará. Na verdade, esse é um momento de reconstrução. Será uma nova relação. A notícia boa é que ela pode ser melhor do que antes. Mais madura, mais profunda.

Recontratar: Essa fase é uma ótima oportunidade de rever as combinações que o casal tinha anteriormente. Tudo mudou, portanto, as combinações entre vocês devem se adaptar à nova fase. Exemplo: Agora que vocês promoveram seus pais a avós, talvez tenham que lidar com interferências que antes não existiam. Então, é preciso rever os limites. Outro exemplo: Antes de ter filho, o marido talvez não ajudasse com trabalhos domésticos, mas agora pode ser necessária essa ajuda. São muitos ajustes a serem feitos nessa fase. É hora de rever as combinações.

Rede de apoio: Tenha uma rede de apoio! Familiares, amigos, profissionais com quem você possa contar. Cada um encontra sua forma de fazer isso, mas faça. E quanto mais apoio tivermos, mais fácil será trabalhar nessa reconstrução de si e da relação. O primeiro passo é tratar disso como algo muito importante, como prioridade! E a isso, temos um complicador que é a desvalorização do casamento, da relação a dois. Quantas de nós já pensamos ou já ouvimos de alguém: “Pedir pra ficar com filho pra sair é um abuso!”. Se for para trabalhar é aceitável, é visto como uma necessidade genuína, se é para cuidar do seu relacionamento é abuso! Porque, afinal, cuidar disso é supérfluo. Infelizmente, esse é o pensamento de muitos. Vamos começar fazendo a diferença? O que acha de se colocar à disposição para ficar com o filho(a) de uma amiga, para o casal ter um momento a dois?

Divisão de tarefas: Estamos avançando neste quesito, sim, os homens tem ajudado mais as mulheres. Na minha opinião, precisamos avançar para uma divisão justa de responsabilidade e não só de ajuda. E quanto mais os homens se envolverem com as tarefas domésticas e cuidados com os filhos, menos sobrecarregada a mulher irá se sentir, portanto mais disposta a investir na relação. Além do mais, isso traz mais aproximação entre o casal e entre pai e filho.

Vida sexual: A qualidade e a frequência das relações sexuais entre o casal é consequência de tudo que comentamos aqui. É consequência da parceria, do respeito e da intimidade. Então vale a pena investir nos pontos citados. Algo que pode atrapalhar muito, além do cansaço físico, é a aceitação por parte da mulher do seu novo corpo. Sim, é um novo corpo que precisamos reconhecer, e melhorar, se isso nos fará sentir melhor.

Ajuda profissional: Às vezes, mesmo querendo resolver as coisas, não conseguimos sozinhos. Existem recursos como a Psicoterapia e o Coaching que podem ajudar muito. Diferente do que muitos pensam, a função do profissional não é encontrar o bandido e o mocinho da história, mas sim, estar a serviço do relacionamento, possibilitando que cada um do casal perceba seus 50% na manutenção dos problemas. Investir no seu relacionamento, é investir em você, é investir na sua família, seu bem maior.

 

Tatiana Queiroz de A. Santos CRP 05/42047

Psicóloga-Coach. Terapeuta de casais e famílias. Formação em Psicologia Perinatal e Parental.

Apoia mulheres e casais a lidarem com as transformações, que ocorrem com a chegada dos filhos.

Fone: 21-99937-1468

E-mail: contato@tatianaqueirozpsi.com.br

Site: www.tatianaqueirozpsi.com.br

 

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Expectativas Maternas

Felizes para sempre? Até que um filho nos separe.

Parte 1: Entendendo a crise

Se você tem filhos pequenos, provavelmente, notou que seu casamento já não é mais o mesmo. E você acha que isso só acontece com você? Na era em que a maioria das pessoas estampa sua felicidade nas redes, fica difícil imaginar que aquele mesmo casal vivência uma série de desafios. Mas olha, eu posso apostar que sim! Existem autores da psicologia que vão dizer: “não existe mudança mais profunda e desafio maior do que a chegada de um filho para uma família”. Então, se você está percebendo mudanças em seu casamento, saiba que são esperadas.

O primeiro passo para lidar com essas mudanças é compreender porque elas acontecem. Por isso, eu listei abaixo alguns motivos pelos quais os casais entram em crise, após a chegada de um filho:

Mudança de identidade: Com a chegada de um filho, homem e mulher passa a exercer um novo papel, de pai e mãe. Esse novo papel tem efeito sobre todos os outros. É muito comum, ouvir de pessoas que estão vivenciando essa fase que não se reconhecem mais. E o mais conflitante é você perceber que mudou, mas ainda não conseguir saber quem se tornou. Afinal, você está em processo de reconstrução. Aí, acrescente a isso, o fato de você olhar para o lado e perceber que seu companheiro (a) também mudou. Só esse fato, por si só, já seria o suficiente para uma crise no casal.

– Novas tarefas: Antes, um se dedicava ao outro. Agora, o casal precisa se reorganizar a partir não mais de suas próprias necessidades, mas da necessidade do filho. Com isso, o casal acaba ficando mesmo em segundo plano, não tendo mais um tempo juntos. Além disso, a divisão de tarefas pode ser causadora de stress, pois é muito comum essa divisão ser considerada injusta por um ou ambos.

– Mergulho no universo infantil: Para as mulheres, mergulhar nesse universo costuma ser mais fácil. Nossa criação e nossa cultura favorece. Quem não brincou de boneca, aprendendo a cuidar, a acalentar, a se familiarizar com a vida doméstica? Além disso, tudo acontece no nosso corpo, favorecendo essa preparação. Para o homem, o processo costuma ser mais lento e, por algum tempo, é provável que se sinta à parte desta relação. Isso pode acontecer porque a mulher não favorece esse vínculo entre pai e bebê e/ou por dificuldade desse homem se conectar com seu mais novo papel. É como se estivessem em sintonia diferentes. É muito comum o homem, por dificuldade em lidar com a situação, seguir sua rotina, na tentativa de ter a vida de antes. Como se fosse possível? Rsrsrs. E, quando isso acontece, pode gerar muito ressentimento entre o casal.

– O sono: Quem tem filhos pequenos sabe que você jamais dormirá como antes. Isso costuma ter um preço para o corpo e as emoções. A privação de sono ou mesmo adiar necessidades básicas como: dormir, se alimentar, ir ao banheiro, pode ser muito estressante. E gera consequências para o humor, para disposição e energia que precisamos não só para cuidar do bebê, mas para cuidar da gente e do relacionamento. Como administrar a nova vida e ainda ter desejo e disposição para o sexo?

Sexo: Falar em sexo é falar também em sintonia e, com as mudanças que a chegada de um filho trás para a vida do casal, talvez a impressão seja mesmo que ela não exista. Além da privação de sono e ajustes para todas as mudanças, a mulher passa por um período de reconstrução, inclusive da sua autoestima. Ela já não é mais a mesma, seu corpo também não.

– Interferências de familiares: Como mencionei no início do artigo, o casal está incorporando novos papeis. Acontece que, ao se tornarem pais, eles promovem seus irmãos a Tios, seus pais a Avós e por aí vai… E é muito comum acontecer interferências antes não vivenciadas, causando stress para o casamento.

– Expectativas em relação ao outro: Consciente ou inconscientemente, fomos construindo uma expectativa sobre como nosso parceiro (a) seria como pai/mãe. Talvez, chegamos até imaginar que tarefas realizaria, como iria nos tratar, etc. Acontece, que a realidade costuma ser diferente daquilo que esperávamos. Os dois estão aprendendo a exercer um novo papel, cada um tem uma referência diferente do que é ser pai e mãe.

– Traição: O distanciamento entre o casal costuma ser tão grande que a traição é um complicador comum, nesse período. Com isso não quero dizer que seja normal, que se justifique, mas infelizmente é bastante comum. E, a separação costuma vir como consequência.

– Intensificação dos problemas anteriores: Se engana quem acha que é o bebê quem une ou separa um casal. O bebê traz novos desafios para o casal e sim, esses desafios intensificam problemas não resolvidos anteriormente.

É uma fase muito complexa para resumir em um artigo. Mas, espero ter lançado luz sobre alguns porquês, pelo qual a relação conjugal pode ficar tão difícil nessa fase. Sim, a crise acontece e é sentida mais, ou menos, por cada casal, dependendo de como estava a qualidade da relação antes. Mas, a noticia boa, é que a crise apesar de dolorosa também é uma oportunidade de desenvolvimento. Quer saber por onde começar a reconstruir sua relação? Leia meu próximo artigo.

Tatiana Queiroz de A. Santos CRP 05/42047

Psicóloga-Coach. Terapeuta de casais e famílias. Formação em Psicologia Perinatal e Parental.

Apoia mulheres e casais a lidarem com as transformações, que ocorrem com a chegada dos filhos.

Fone: 21-99937-1468

E-mail: contato@tatianaqueirozpsi.com.br

Site: www.tatianaqueirozpsi.com.br

 

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Questão de saúde

O que é Bruxismo infantil?

Pouco se fala disso entre mães, mas o bruxismo infantil é muitíssimo comum, sabiam? Estima-se que aproximadamente 40% das crianças até seis anos de idade apresentem algum grau de bruxismo durante o sono, segundo estudo publicado pela Revista Brasileira de pediatria de 2009.

O bruxismo, ou hábito de ranger os dentes involuntariamente, pode acontecer quando a pessoa está acordada ou dormindo, mas este último é muito mais comum, e tem muitas possíveis causas. Pode estar relacionado a:

– stress, excesso de atividades no dia a dia da criança.

– respiração bucal ou outros problemas respiratórios (asma, alergias…)

– questões neurológicas (como no autismo)

– interferências dentárias, tanto naturais quanto por uso excessivo de chupeta ou mamadeira.

Na maioria das vezes o próprio responsável observa por escutar o rangido durante o sono da criança, mas não raro o dentista pode identificar devido aos desgastes dentários.

Como tratar?

O bruxismo durante a infância quase sempre é considerado fisiológico e requer mais acompanhamento do que intervenção. Dica boa para os pais é criar um ambiente de sono tranquilo para a criança. Evitar uso de tablets e smartphones antes do sono, e evitar o excesso de atividades que agitem a rotina do (a) filho (a). E, como já é de se imaginar, tentar eliminar a chupeta/mamadeira o quanto antes.

O uso de placas deve ser prescrito em extrema necessidade pois pode afetar o crescimento natural das arcadas. Se o bruxismo estiver relacionado a má posição dos dentes, pode ser necessário uso de aparelho ortodôntico para minimizar a interferência dental. E, talvez, uma abordagem multidisciplinar com acompanhamento de fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, psicólogo, pediatra e odontopediatra.

Sempre comente com o pediatra do seu filho caso identifique além do ranger, dores de cabeça frequentes, caso seu filho reclame de zumbidos nos ouvidos, sensibilidade nos dentinhos ou dores nas bochechas principalmente pela manhã.

Se tiverem mais dúvidas deixem nos comentários, ok?

 

Dra Livia Mayer

Endodontista Ortodontista CRO-RJ 32763

Graduada pela UFRJ/ Especialista em Endodontia pela UERJ/Especialista em Ortodontia pela INCO

Telefone: (21)3342-3931

Visite a página no facebook: Odonto White

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Crianças (a partir de 2 anos)

Férias escolares: o que fazer nas férias com as crianças

Vamos ao ponto: pai e mãe já sabem a época favorita das crianças… as férias escolares! Para elas, férias significam brincadeiras, diversão, viagens… e para você, tudo isso e, se possível, um pouquinho de descanso.

Para ajudar você a chegar preparado e cheio de ideias para entreter a criançada nessa época tão corrida, preparamos algumas dicas de coisas para fazer nas férias em família. Leia a seguir!

 

 

 

 

 

   Aprender uma receita

Está se sentindo com coragem? Um dia na cozinha com as crianças pode causar um pouquinho de sujeira, mas a diversão e uma janta deliciosa compensam o esforço. Que tal fazer uma pizza caseira? Para simplificar, escolha uma receita simples de massa de pizza, e faça uma cobertura com molho de tomate e queijo, tudo com a ajuda das crianças.
E se manchar a roupa, não se preocupe: veja aqui como tirar mancha de molho de tomate.

    Acampamento ou festa do pijama dentro de casa

Uma ótima ideia especialmente para aqueles dias chuvosos de verão, e você não precisa de barracas! É só usar alguns lençóis para criar ‘tendas’ sobre colchões ou colchonetes (de preferência, na sala), vestir pijamas e assistir um filme ali mesmo no seu acampamento caseiro.

Para criar um clima ainda mais legal, que tal desligar as luzes e usar apenas luzes de lanternas ou velas?

 

 

 

 

 

 

     Viagem de um dia
Você e/ou as crianças estão com vontade de sair de casa? Seja de carro ou bicicleta, uma viagem de um dia é garantia de diversão. Algumas dicas:

  • Prepare-se como se estivesse indo em uma grande aventura, deixando as crianças (ainda mais) animadas. Vale levar lanterna, mochila com bússola, mapa!
  • Escolha um local novo para todos, que vocês nunca visitaram antes.
  • Leve roupas quentes e capa de chuva.

Não esqueça de levar água e lanches para manter todos hidratados e com energia. Há lá coisa melhor do que um piquenique improvisado num lugar novo?

 

 

 

 

 

 

Caça ao tesouro

Além de ser divertida, essa atividade pode ser do tamanho que você quiser: com uma ou várias crianças, durando algumas horas até diversos dias, de acordo com a sua preferência!

Escolha um local onde o tesouro será escondido. O tesouro pode ser um saco de moedas, um brinquedo, um chocolate… use a criatividade!

Crie diferentes tipos de pistas, desde mapas até charadas ou trilhas a serem seguidas.

Quer alongar a brincadeira? Tenha pequenos prêmios no caminho, que vão levando até o item principal.

Viu só? Desde esconder tesouros, a conhecer um lugar novo e até mesmo em atividades de limpeza como tirar mancha de molho de tomate, entreter as crianças durante as férias de verão pode ser fácil e divertido! Dê asas à sua imaginação, e aproveite ao máximo essa época tão especial!

 

Colaboradora: Daniela Gouveia

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Expectativas Maternas

Puerpério: sim, é possível sentir falta!

Diario do pai
Data Paternofilial 255.9
Terça-feira, eram 3 da manhã. Data paterna 246, começa a contagem de vida do meu filho, agora data paternofilial 246.1. O susto tinha passado. Minha esposa dormia na maca ao meu lado, logo após um parto complicado, logo após o susto que tive… apenas a via dormir… Mas no quarto faltava alguém. Não tinha a cama que mais esperávamos. Não tinha exatamente aquele que esperavamos desde a data paterna 01. Fiz a coisa mais difícil neste dia, a exatas 2h antes… leva-lo e interna-lo no CTI Neo Natal… nem pestanejei quando a médica sugeriu e agarrei com afinco que esta era a melhor decisão. E era. E foi. Aliás, a pior parte foi dar a notícia para minha esposa quando ela acordou.
Não, não vou falar da condição dele, foi mais um ato preventivo que qualquer outra coisa e isso é algo que condiz a família apenas. Portanto, ao encontrar uma família que o mesmo tenha ocorrido, segure a onda e não pergunte, se a família quiser te falar sobre, falará. Não tente falar do assunto, não tente encontrar justificativa (sempre parece crítica negativa a escolha dos partureintes… sério, sempre), fale apenas de força, se passou por situação parecida, fale da melhora, mas não force. Repetindo, apenas fale de força, fale de melhoras e nada mais. Neste momento, os parturientes só querem abraços e fim.
Mas esta introdução é apenas para relatar uma coisa: “Puerpério! Sim, é possível sentir falta!”.
Eu sei que o puerpério é uma fase complicada, mãe e bebê se adaptando, pai se adaptando a ambos (quando o faz), ninguém dorme, cólicas, dificuldade na amamentação, desespero total, a lista é grande e não quero romantizar nunca esta fase, ela é um caos regado de amor e desespero. Mas antes de dizer que ninguém sente falta do puerpério, eu e minha esposa hoje estamos ensandecidos para que o mesmo aconteça, afinal, ninguém merece os dramas do CTI que relato abaixo:
1- bebê no CTI, primeiro contato, ele está em uma incubadora, com tubos e mais tubos inseridos em um braço, um sistema de monitoramento que observa parâmetros corporais que realmente variam e apitam o tempo inteiro. No nosso caso, ainda tem um respirador no nariz. Você o vê por uma base de acrílico colocando apenas suas mãos no bebê sem poder colocá-lo no aconchego do colo. Não ainda. E quando tem esta autorização… o trabalho de tira-lo é tão grande devido aos tubos, que você não quer devolvê-lo para a caixa quente opressora. Então você começa a torcer que o respirador saia logo e facilite sua vida.
2- o primeiro banho não é seu. Nem a maioria das trocas de fraldas. Quando vão fazer algum procedimento ou revisão do bebê, você não pode ficar do lado. O resto do dia pode.
3- enquanto não sai o respirador do nariz, nada de amamentar. Vários bebês então se alimentam apenas de sonda, enquanto não tiram o respirador. Mas vai lá, a mãe é incentivada a ordenha para que seu colostro e leite fortaleça o bebê.
4- o local é desconfortável para os pais, por mais que as cadeiras sejam confortáveis. Passar o dia lá é mentalmente desgastante, desesperador, cansativo, mesmo que você faça nada, você fica totalmente esgotado.
5- a mãe tem alta, você pega na mão dela a noite e a leva para casa, quase a força, quase no papel do cara monstruoso que a está levando para longe da criança dela, mas porque você sabe que se ela não descansar, será pior.
6- no carro, o bebê conforto está vazio. Você o cobre com um pano para fingir que não a vê ali no fundo.
7- em casa você não dorme no quarto, pois o berço dorme vazio. Seu sono não vem, pois você não quer sair do lado da incubadora.
8- a noite é toda interrompida devido a dores e remédios do pós-parto. Ai você recorda, o bebê não está ali para reforçar que valeu a pena.
9- controlar para quem você fala a situação, dar notícias todo dia e controlar as visitações limitadas.
10- você saber o que seu filho precisa (ele ta com cólica por exemplo) e não poder fazer nada, pois ele está sobre controle rigoroso médico.
11- dia seguinte você volta ao hospital, e a rotina se repete.
Portanto, a única coisa que sentimos falta neste momento é o santo puerpério infernal. Adoraria passar noites em claro com o bebê chorando em casa e não em um esquife quente de acrílico.
Mas tem um alento nesta rotina malévola. Cada dia era uma melhora. Cada dia era uma comemoração. Cada dia você pensa que está mais próximo da alta. Mas a noite, ir para casa era um chute da realidade, pelo menos mais fraco, pois cada melhora era uma injeção de ânimo na esperança.
Por fim, não me dei ao luxo de chorar, este texto é meu choro. Apenas sei que não desejo isso a nenhum pai/mãe. Somente pior que este quadro seria a criança não viver. Repito isso na minha cabeça todo dia para aliviar a dor. Em breve ele estará em casa acabando com meu sono.
Meu próximo texto será sobre a importância do pai no pós-parto, exatamente com minha experiência no CTI. Espero que gostem.
Tulio Queto
É pai e escreve no blog http://jornadapai.blogspot.com.br/
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Expectativas Maternas

Quero voltar a ser mulher depois da maternidade

A sensação de quem acabou de se tornar mãe costuma ser a de que “nunca mais irá conseguir fazer outra coisa, além de trocar fraldas, dar banho, ninar, amamentar, entre outras coisas que envolvem a rotina de uma mãe. É verdade que por um tempo, pode ser que seja só isso que conseguiremos fazer, e este tempo é muito individual. O que ocorre, é que aos poucos vamos aprendendo a lidar melhor com nosso bebê e as novas tarefas. E com o passar do tempo, e o desenvolvimento dos nossos filhos, que ocorre numa rapidez incrível, estamos sempre numa constante transformação e adaptação.

Nesse turbilhão de mudanças, e de muitas demandas por parte de um bebê, existe uma mulher que está aprendendo a exercer a maternidade, de uma forma muito intensa, e que tende a se deixar em último plano. É importante consultarmos nossas necessidades, afinal, se estivemos bem, cuidaremos muito melhor do nosso filho, e ficará mais fácil lidar com os novos desafios. E para isso existem algumas dicas práticas, que longe de ter a intenção de ser uma receita, tem como objetivo ampliar o seu olhar sobre como você tem se organizado, e o que você tem priorizado.

– Tenha uma agenda: Mesmo que você nunca tenha feito uso, experimente. Faça uma lista de todas as tarefas que precisa realizar, de tudo que gostaria de fazer e distribua durante os dias da semana. Como nem sempre é possível realizar tudo que precisamos e queremos durante o dia, estabeleça prioridades. Reveja o que é urgente, o que pode ficar para depois, e o que pode ser delegado.

– Divisão de tarefas: Como as tarefas aumentaram, e o tempo não, é fundamental que você divida as tarefas com seu parceiro e/ou alguém que possa contar. Isso inclui as tarefas com o seu filho. Além de possibilitar que você tenha mais tempo para outras coisas, seu filho pode aprender a criar vínculos de confiança com outras pessoas.

– Se cuide: Para cuidarmos de nosso filho, e da família, precisamos estar bem. Por isso, não deixe de lado sua saúde. Se alimente bem. Faça uma atividade física, nem que seja aquela caminhada de 30 minutos enquanto o bebê dorme no carrinho. Tire alguns minutos diários para fazer qualquer coisa que lhe proporcione prazer, como um banho demorado, assistir algo que goste, etc.

– Tenha um dia para sair com as amigas: Que seja quinzenal ou mensal. Dê preferência para falar de assuntos diversos. Que sejam pessoas que realmente te ajudem a carregar as baterias.

– Tenha um momento só para o casal: Pelo menos uma vez por mês saia só com seu parceiro para conversar, namorar … Isso pode ajudar a aproximar o casal, restabelecendo a intimidade.

– Rede de apoio: Você irá perceber que é muito mais fácil passar por esta fase quando tem ajuda de outras pessoas. Tenha algumas pessoas de confiança, que possa contar. Seja avós, amigos, profissionais, que possam ficar com o bebê sempre que você precisar.

E por último, paciência… Encare as dificuldades como uma “fase”. Você e seu bebê irá se ajustar. Toda mudança em nossa vida nos convida a sair da zona de conforto, e não é fácil. Mas quem disse que seria?

Tatiana Queiroz de A. Santos CRP 05/42047

Psicóloga-Coach. Terapeuta de casais e famílias. Formação em Psicologia Perinatal e Parental.

Ajuda mulheres que são mães a reconstruírem sua identidade e seu casamento após a maternidade.

Fone: 21-99937-1468

E-mail: contato@tatianaqueirozpsi.com.br

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Chegou ao mundo Crianças (a partir de 2 anos)

Qual livro meu filho(a) deve ler?

Confira as dicas dos tipos de livros de acordo com a faixa etária da criança e de como eles devem ser apresentados a elas.

A leitura com bebês e crianças estimula e desenvolve diversos aspectos, como por exemplo, estímulo do lúdico e da imaginação, diferenciar mundo real de mundo imaginário, experimentar emoções ao se envolver com a leitura e ainda, estimula o cognitivo, a inteligência textual e o vocabulário, por isso deve ser incentivada desde cedo para que se crie o hábito da leitura.

Enquanto a criança não está alfabetizada, os pais podem mostrar os livros com suas figuras e contar as histórias em voz alta.Vale lembrar que para criar o hábito, não é necessário que a criança fique muito tempo com o livro, mas que tenha um contato diário, com qualidade e com a mediação de um adulto. Uma boa ideia é fazer a “A Hora da História”. Basta cerca de 10 minutos por dia de uma leitura divertida e criativa, como uma grande brincadeira, no entanto, é importante fazer a leitura de acordo com a idade da criança, assim como escolher um livro adequado para a faixa etária, pra isso, vou deixar aqui umas dicas de como escolher o livro mais adequado para cada faixa etária.

De 3 meses a 1 ano: a criança ainda não tem destreza nas mãos, é importante que o livro seja de plástico, como o livro de banho ou de material bem endurecido, cartonados, pois assim as páginas são resistentes e não amassam. Escolha livros pequenos, com muita imagem, cores, personagens simples, frases curtas, rápidas, e histórias que se finalizam dentro de 4 a 6 páginas. O adulto ainda não precisa necessariamente contar a história do livro, (alguns nem possuem histórias e se limitam a imagens), o importante é apontar as figuras (animais, objetos ou coisas semelhantes) que estão no livro falando em voz alta o nome do que aparece e mostrar ao bebê. Vale imitar os sons dos animais e/ou objetos e deixar o bebê também emitir sons, observe e curta o momento, pois pode ser muito divertido.

De 1 a 2 anos: Os livros ainda podem ser do mesmo estilo, uma das atividades desta fase é começar a treinar o passar da página, já que agora a criança possui uma destreza melhor nas mãos. A forma como devemos direcionar a leitura para a criança, também deve mudar. Já é possível ler exatamente a história, desde que seja pequena e de fácil entendimento, (pequenas frases) e ainda, fazer perguntas simples sobre a imagem, já que a criança está desenvolvendo a fala nesta idade. Você pode por exemplo, perguntar, “Onde está o Lobo? Como que o cachorro faz? Nesta fase, normalmente a criança já consegue responder com alguns sons, pequenas palavras ou apontando. Isso já marca o entendimento do que está sendo mostrado a ela e o momento com o livro.

De 2 a 3 anos: é importante continuar com livros ricos em gravuras bem coloridas e textos pequenos, mas agora você já pode ler livros com rimas, repetições, texturas diferenciadas e principalmente livros do tipo interativo e livro de tecido conhecido como “Quiet Book”, onde a criança pode mexer em algumas partes do livro. Este tipo de livro interativo, promove o desenvolvimento da coordenação motora, os sentidos e a concentração na atividade. É nesta fase que a criança explora seus sentidos e sua atenção através do tato, por isso qualquer atividade que possibilite que ela utilize as mãos para tocar, mexer e sentir a diferença, é muito bem-vinda. Já pensou que máximo ler um livro sobre animais marinhos se você estiver com seu filhote na praia onde ele sente a água do mar e a areia? Quanta aprendizagem não é mesmo?

De 3 a 5 anos: Provavelmente seu filho ainda não sabe ler, ou está iniciando o conhecimento de letras e números. Ele ainda precisa da sua ajuda com os livros, no entanto, você já pode optar por histórias cada vez mais ricas conforme for percebendo o entendimento dele sobre a história. As imagens podem ser mais complexas, deixe que ele perceba os detalhes das imagens. Conte a história fiel ao que está escrito no livro, e depois permita que ele reconte para você utilizando o livro da maneira dele. Observe que pouco a pouco ele conseguirá repetir a história mais fiel ao que você contou. Continue incentivando, nesta fase ele vai interagir cada vez mais com o momento da leitura e aproximar ainda mais a relação com o adulto que está contando a história.

De 6 a 8 anos: este é o período ideal da alfabetização, aqui as crianças estão conhecendo palavras, começando a ler e a escrever e por fim juntando frases que fazem sentido em uma leitura. Esta é a hora de incentivar que ele leia seus próprios livros. No começo da alfabetização, volte ao livros iniciais, daqueles que tinham apenas uma frase em cada página, conforme ele for evoluindo na leitura e na compreensão do que está lendo, vá aumentando a dificuldade da leitura, neste momento as imagens já não são tão importantes, seu filho está entrando no mundo letrado. As histórias devem ser de teor emocional, que despertem o medo, a alegria, a tristeza, a solidão, a felicidade e o amor. Esta é a época de incentivá-los no conhecimento do mundo da fantasia, do lúdico, onde existe o bem e o mal, assim ele conseguirá perceber o que é o mundo real e o que é imaginário.

De 8 à 9 anos em diante: é importante que tenha pouca imagem, apenas ilustrativa e não para desenvolver a imaginação. Agora a história/ a leitura, tem grande importância, ela deve ser o foco. Invista em histórias cada vez mais densas. Vale começar com histórias que falem de amizade, família, convívio social com outras pessoas, preconceito, aceitação e principalmente leitura informativa, por exemplo, um livro infantil que conte como surgiram e desapareceram os dinossauros, um tema geralmente curioso para as crianças dessa idade.

Para finalizar, vale lembrar que cada criança desenvolve e amadurece no seu tempo, portanto, não se assuste se o seu filho de 2 anos ainda não interagir com você durante a leitura, o que vale é o incentivo, a persuasão, a persistência. Seja sensível e utilize do bom senso para ir apresentando os livros adequadamente, de acordo com o desenvolvimento da criança. Vale a dica de levar seu filho a uma livraria e deixe ele escolher o que ele quer ler. Aproveitem! Ler é a maior aventura!

Fonte de pesquisa: O que ler e como ler de acordo com cada idade.

 

Bianca Santiago

Pedagoga