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Como melhorar a autoestima das crianças?

Como melhorar a autoestima das crianças?


Um estudante grava a reação das pessoas ao dizer que elas são lindas: temos que trabalhar a autoestima dos nossos filhos

Uma estudante de 18 anos chamada Shea Glover decidiu realizar um experimento social que publicou em maio de 2015 e que está viralizado na internet, cuja intenção era saber qual era a reação das pessoas ao ouvir que elas são lindas (em inglês “beautiful”).
Primeiro, ela perguntou a elas se poderia tirar uma foto e assim que começava a gravá-las, explicava que estava fotografando todas as coisas que ela considerava bonitas.
O video é incrível, porque podemos ver o instante da reação das pessoas ao ouvir que ela as considerava bonitas. E não somente por isso, mas porque podemos tirar muitas conclusões, uma delas a que foi citada no título: temos que começar a trabalhar a autoestima dos nossos filhos.

                                                O experimento de Shea Glover

Shea explicou que a ideia não era fazer um experimento, mas somente a de captar a beleza das pessoas, porém, o fato de explicar isto no momento da gravação fez com que o curioso não seja isso, mas o gesto, a careta, o sorriso, a vergonha, o sentir-se bem ou deslocado e até mesmo enganado.

Por isto, temos de trabalhar a autoestima de nossos filhos. Sei que esta frase tem muitas leituras possíveis. Uma delas é a sensação que nos gera ao ver o video que muitos ali sentem que estão sendo enganados, que não é sério o que se está dizendo.
Talvez seja porque vivemos em uma sociedade que dá importância demais ao aspecto físico e não nos damos conta de que um simples sorriso, uns olhos alegres, um olhar amável podem ser suficientes para demonstrar que alguém é belo, bonito, “beautiful”.
Mas cuidado para que não nos confundamos. Não temos que dizer a nossos filhos que eles são os mais lindos do mundo, nem que são os melhores. Muita gente exagera nos elogios com os filhos e super valoriza as suas conquistas pensando que isso os fará ter mais confiança em si próprios. Na verdade, o que estão fazendo é criar uma personalidade baseada em uma mentira que no futuro poderá voltar contra eles, em forma de frustação. Eles se frustrarão ao ver que na realidade não são capazes de fazer tudo o que acreditavam que poderiam fazer, ao ver que outros conseguirão o mesmo que eles com o mesmo ou menor esforço e ao perceber que não são infalíveis.
E o que os pais devem fazer? Cabe a nós, pais, trabalhar a sua autoestima através do carinho, do amor, do nosso tempo com eles. Na verdade, não há nada que se fazer de especial, somente tratá-los com respeito e incluí-los em nossas vidas. Como?

  • Participar de nossas vidas: deixe-os vivenciar a nossa rotina. Evite deixá-los todo o fim de semana, por exemplo, com os tios, avós, amigos para que você possa passear com eles.
    – Desfrutar o nosso tempo com eles: nossos filhos gostam de saber que dedicamos o nosso tempo brincando com eles, lendo histórias, contos, explicando as notícias da televisão, por exemplo.
  • Escutá-los: ouvir a opinião deles e que saibam que nos importamos com o que dizem.
  • Negociar com eles: para chegar aos acordos, para que aprendar a pensar e a ter argumentação.
  • Deixar que tomem decisões: Se escolhermos tudo por eles, nunca terão a possibilidade de cometerem seus próprios erros e, sem os erros, não há oportunidade para aprender.
  • Permitir que sejam autônomos: não faça tudo para eles, deixe-os que “deem seu jeito”, que testem as coisas com base no que aprenderam e assim vão crescendo.
  • Dizer a eles que os amamos muito: é muito bom que saibam o quanto são importantes para nós e o quanto os amamos e como somos felizes por tê-los em nossas vidas.
  • Não colocar o amor em “xeque”: NUNCA, NUNCA faça-os acreditar que o nosso amor depende do que eles façam ou deixem de fazer. Ou seja, nada de “se não fizer isso, eu não te amo mais…” ou “pode sair de casa, se você quiser, a porta está aí”. Eles devem saber que independente do que façam sempre vamos amá-los (ainda que eles devam saber que há coisas que eles farão que não gostaremos).Em resumo, devemos ajudá-los a trabalhar a sua autoestima mediante ao amor, ao fato de que eles se sintam acompanhados, queridos e se reconhecendo como parte da família e por isso são mais um membro dela, mas tão importante como qualquer outro, nem mais, nem menos.
    Assim, conseguirão enfrentar o resto do mundo com a confiança em si mesmos (ou mesmas), sendo capazes de olhar uma câmera diante da frase “estou fazendo umas fotos de todas as coisas que considero bonitas”, sorrir e agradecer a estas palavras, devolvendo um gracioso momento de alegria e sinceridade.

 

Nana.

Publicado originalmente em bebesymas.com. Tradução e adaptação livres: Mãe Só Tem Uma. Os direitos Autorais no Brasil são regulamentados pela Lei 9.610. A violação destes direitos está prevista no artigo 184 do Código Penal. Este artigo pode ser publicado em outros sites, sem prévia autorização, desde que citando o autor e a fonte.

 

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